Connect with us


Agro

Produção de azeite de oliva no Brasil deve bater recorde histórico em 2026

Publicado em

Setor de azeite de oliva projeta safra recorde no Brasil

A produção nacional de azeite de oliva deve alcançar, em 2026, a maior safra da história da olivicultura brasileira, superando o recorde anterior de 640 mil litros, registrado em 2023. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), que aponta condições climáticas favoráveis e avanços técnicos como fatores determinantes para o resultado esperado.

Segundo o presidente do instituto, Flávio Obino Filho, o desempenho positivo deste ciclo pode marcar um novo patamar para o setor, aproximando o país da meta simbólica de 1 milhão de litros de azeite extra virgem produzidos em território nacional.

Clima e tecnologia impulsionam a olivicultura brasileira

Após dois anos de retração na produção, o cenário de 2026 traz otimismo para os produtores. Em 2024, o volume caiu para 340 mil litros, e em 2025, recuou ainda mais, para 240 mil litros, em função do excesso de chuvas e da alta umidade — fatores críticos para o cultivo das oliveiras.

“Estamos sendo agraciados por um clima favorável e, se tudo correr bem, teremos a maior safra da história da olivicultura brasileira. Quem sabe possamos atingir o sonho de produzir 1 milhão de litros de azeite extra virgem no país”, afirma Obino Filho.

Pesquisa e adaptação garantem qualidade reconhecida mundialmente

A olivicultura nacional é uma atividade relativamente jovem — com cerca de 20 anos de produção comercial — e desde o início teve o desafio de produzir azeite de alta qualidade fora das condições tradicionais do Mediterrâneo.

“Produzir azeites extra virgens de excelência no hemisfério sul, em um ambiente completamente diferente do Mediterrâneo, sempre foi o nosso grande desafio. E esse desafio foi superado”, destaca o presidente do Ibraoliva.

O esforço de adaptação rendeu resultados expressivos: os azeites brasileiros conquistam prêmios em praticamente todos os concursos internacionais dos quais participam. “Em termos de média de qualidade, o azeite brasileiro é o melhor do mundo”, acrescenta Obino Filho.

Leia mais:  Integração entre etanol de cana e milho fortalece biocombustíveis e amplia competitividade no Brasil
Estratégia e fortalecimento da cadeia produtiva

Os últimos anos, marcados por instabilidade climática, levaram o setor a rever práticas produtivas e intensificar investimentos em pesquisa.

“Em 2023, nossa preocupação era com o mercado. Já em 2025, o foco passou a ser aprimorar processos e corrigir falhas, com investimento forte em ciência e tecnologia”, explica o dirigente.

Esse movimento de fortalecimento da cadeia produtiva tem permitido melhorar a gestão das lavouras, o controle fitossanitário e o aproveitamento das áreas de cultivo, impulsionando a eficiência e a sustentabilidade da olivicultura no país.

Brasil amplia fronteiras do azeite de oliva

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 550 produtores de azeite de oliva, distribuídos em aproximadamente 200 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

O Rio Grande do Sul segue como o principal polo da olivicultura nacional, respondendo pela maior parte da produção brasileira. O estado também é referência em inovação e qualidade, com azeites que figuram entre os mais premiados do mundo.

“O caminho é seguir investindo em pesquisa, entendendo onde acertamos e onde ainda precisamos evoluir. Queremos colocar o Brasil entre os principais produtores mundiais de azeite de oliva, e temos qualidade para isso”, conclui Obino Filho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Cafés especiais do Paraná conquistam vitrine internacional na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia mais:  Elas no Campo 2026 reunirá lideranças femininas do agronegócio em Cuiabá

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia mais:  Colheita de Café da Cooxupé Atinge 97% e Entra na Reta Final

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262