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Cafés especiais do Paraná conquistam vitrine internacional na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte

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Paraná participa pela primeira vez da Semana Internacional do Café

O Paraná marca presença inédita na Semana Internacional do Café (SIC), realizada em Belo Horizonte (MG), um dos maiores eventos mundiais dedicados ao setor cafeeiro. A feira, que conecta toda a cadeia do café — do produtor ao consumidor final — deve movimentar cerca de R$ 150 milhões em negócios ao longo de três dias e receber 25 mil visitantes.

O estado participa com 15 produtores de cafés especiais, que apresentam seus produtos em um estande técnico e sensorial, promovendo degustações e destacando as características únicas do café paranaense.

Produção paranaense alia tradição e inovação na cafeicultura

Durante a abertura do evento, o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, ressaltou a importância da participação do Paraná na SIC.

“Pela primeira vez, os cafés especiais do Paraná, reconhecidos mundialmente pela qualidade, estão em destaque na SIC. É uma oportunidade de mostrar nossa produção e cultura ao mundo e consolidar nossa presença internacional”, afirmou o secretário.

Nunes destacou ainda que o Paraná, que já foi o maior produtor de café do Brasil, vem se consolidando agora como referência na produção de cafés especiais, com alto valor agregado e reconhecimento crescente.

Estande do Paraná promove cafés com experiência sensorial e técnica

O espaço paranaense na feira foi estruturado para proporcionar degustações profissionais, permitindo a avaliação do aroma, sabor e corpo dos cafés locais. Um barista especializado realiza torras e prepara bebidas ao longo do evento, apresentando ao público e a compradores internacionais o potencial sensorial das variedades cultivadas no estado.

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A comitiva paranaense é liderada por Marcio Nunes, acompanhado de Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), além de Camila Aragão, diretora-geral da Seab, e demais representantes técnicos.

Cultivares do IDR-Paraná e o fortalecimento da pesquisa pública

Um dos destaques da participação do estado é o programa de melhoramento genético do IDR-Paraná, que tem desenvolvido novas cultivares adotadas em várias regiões produtoras do país. Um dos cuppings técnicos da feira é dedicado exclusivamente a essas variedades.

Segundo Natalino Avance de Souza, do IDR-Paraná,

“As cultivares desenvolvidas pelo instituto têm contribuído significativamente para o aumento da produtividade e da qualidade do café paranaense, fortalecendo a renda das famílias produtoras.”

Entre os produtos apresentados estão os Cafés Especiais do Norte Pioneiro e de Mandaguari, ambos com Indicação Geográfica (IG), reconhecidos pela consistência e perfil sensorial diferenciado.

Projeto Café das Mulheres ganha destaque e reconhecimento nacional

Outro ponto alto do evento é o projeto Café das Mulheres, criado em 2013 e acompanhado pelo IDR-Paraná. A iniciativa já está presente em 16 municípios, com destaque para o Norte Pioneiro, Vale do Ivaí e Oeste do estado.

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O programa oferece assistência técnica exclusiva e metodologia participativa, construída junto às cafeicultoras. Desde 2015, as produtoras figuram entre os três melhores cafés do Paraná no concurso Café Qualidade Paraná, o que ampliou a visibilidade da região e abriu parcerias comerciais com cafeterias e torrefações em todo o país.

A coordenadora do projeto, Cíntia Mara Lopes de Souza, explica que a união das produtoras resultou na criação da Associação das Mulheres do Café do Norte Pioneiro (AMU Café) e da marca coletiva Café das Mulheres, que agrega lotes com atributos específicos da região.

Semana Internacional do Café: vitrine global do setor

Realizada pela primeira vez em 2013, a Semana Internacional do Café celebra a história e a inovação da cafeicultura mundial. O evento reúne 250 expositores, além de palestras, workshops, competições, provas de café e degustações orientadas, atraindo especialistas, empreendedores e gestores do mercado global.

A participação do Paraná na feira reforça o papel do estado como referência em cafés especiais, unindo tradição, pesquisa e protagonismo feminino em um dos setores mais importantes do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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