Paraná
Primeiros testes de luz mostram como a Ponte de Guaratuba ficará à noite
Seguindo critérios ambientais e também normas técnicas para a instalação dos dispositivos, a travessia da Ponte de Guaratuba terá outra cara à noite. Nesta sexta-feira (27), foram realizados os primeiros testes do sistema de iluminação no tabuleiro da pista, etapa que marca mais um avanço na reta final da obra.
Os testes fazem parte da fase final de construção de uma das obras mais aguardadas do Estado. Nesta etapa inicial, a iluminação foi acionada no trecho pré-moldado do tabuleiro, por onde os veículos vão circular. A ativação ocorre de forma gradual, conforme os circuitos elétricos são concluídos e as luminárias instaladas, permitindo a verificação do funcionamento em diferentes pontos da estrutura.
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O projeto de iluminação prevê a instalação de 211 postes ao longo de toda a ponte e acessos. Até o momento, cerca de metade já foi implantada, com maior concentração no lado de Guaratuba, enquanto o trecho de Matinhos ainda está em fase inicial dessa etapa.
Nos próximos dias, os testes devem avançar para outras áreas, incluindo o acesso de Guaratuba, na região conhecida como Morro dos Bombeiros, além do lado de Matinhos. A etapa final será a iluminação do trecho estaiado, considerada a mais marcante do projeto e que deve ser concluída mais próxima da entrega da obra.
Outro diferencial está na escolha da iluminação. As luminárias utilizam temperatura de cor mais baixa, em torno de 2.700 Kelvin, resultando em uma luz mais amarelada. A definição segue critérios ambientais e busca reduzir ao máximo o impacto sobre a fauna e a vida marinha da região, que inclui áreas sensíveis de preservação no entorno da baía.
Ao mesmo tempo, o sistema foi projetado para atender normas técnicas vigentes de iluminação viária, garantindo segurança e visibilidade adequadas para motoristas, ciclistas e pedestres.
RITMO INTENSO – Outras frentes seguem em ritmo acelerado. No início desta semana, começaram os serviços de revestimento em concreto asfáltico nos acessos, tanto no lado de Guaratuba quanto no de Matinhos. Também avança a instalação dos guarda-corpos, estruturas de proteção que garantem mais segurança para pedestres, ciclistas e motoristas.
Na sequência, será iniciada a implantação das juntas de dilatação, dispositivos essenciais para absorver os movimentos naturais da ponte e garantir a durabilidade da estrutura.
Quando estiver em funcionamento, a Ponte de Guaratuba vai encerrar a dependência da travessia por balsa e trazer mais fluidez ao deslocamento no Litoral. A estrutura também terá papel estratégico na ligação entre Paraná e Santa Catarina, contribuindo para reduzir o impacto do tráfego intenso em rodovias como a BR-101.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.
Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.
De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.
O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.
AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.
O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.
PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.
A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.
Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.
Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.
PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.
Fonte: Governo PR
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