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Paraná

Fotógrafo Wagner Melo explora espaços urbanos na residência do Alfredo Andersen

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O projeto de residência artística do Ateliê Alfredo Andersen, espaço anexo ao Museu Casa, recebe o fotógrafo curitibano Wagner Melo para uma temporada de produção e pesquisa no museu. Melo desenvolve desde o dia 8 de março o projeto “Humano Patrimônio”, que explora a ressignificação dos patrimônios da capital paranaense ao longo do tempo e sua relação entre as pessoas e os espaços urbanos.

Nas ruas, Melo aproveita composições estéticas arranjadas pelo próprio cotidiano ao olhar para prédios, monumentos, praças públicas e até mesmo espaços abandonados. Dentro do Ateliê, a investigação em suas produções é sobre como as pessoas se identificam e interagem com esses elementos da cidade.

Com uma trajetória que inicia na fotografia de cinema até a descoberta de sua expressão artística, Melo encontrou na fotografia de rua e na relação das pessoas com o ambiente urbano uma fonte constante de inspiração. Sua abordagem vai além do registro visual e busca capturar as nuances emocionais e culturais, presentes na paisagem urbana.

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“Busco não apenas capturar sua beleza dos prédios e monumentos, mas também despertar o reconhecimento e apreço pela arquitetura”, diz Melo. Suas produções abordam uma análise profunda da arquitetura urbana, que enxerga os edifícios não apenas como estruturas físicas, mas como obras de arte que se transformam com a interação da luz, sombra e texturas.

Além da paisagem, outro destaque são os personagens do meio urbano, trazendo à luz suas histórias e contribuições para a cidade. Por meio de entrevistas e retratos informais, Melo pretende criar um registro visual e emocional que reflita a riqueza e a diversidade da cultura local. “O trabalho do artista não pode estar separado da pesquisa. Preciso do conhecimento daquilo que estou fotografando”, afirma.

Durante sua estada no Museu Casa Alfredo Andersen, Wagner Melo estará imerso em pesquisas e interações com os curitibanos, buscando ampliar sua compreensão e contribuir com suas investigações.

Para acompanhar o progresso e as novidades do projeto e as atividades desenvolvidas durante a residência, o público pode seguir as redes sociais do Museu Casa Alfredo Andersen (@museualfredoandersen) e do próprio artista (@wagnermelo.photoart).

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RESIDÊNCIA – Desde 2019, o projeto de residência artística do Museu Casa Alfredo Andersen se propõe a receber artistas do Paraná, do Brasil e do mundo para uma temporada de produção e interação com o museu e seu acervo. Desde então, o Ateliê já recebeu diferentes nomes importantes da cena local como Rettamozzo e Alfi Vivern, e também abrigou o trabalho de artistas internacionais e outros projetos, como os italianos Alberto Salvetti e Christian Balzano, o chinês Tong Yanrunan e a japonesa Mayumi Taguchi.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Tribunal do Júri de Guaíra condena a 31 anos e três meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por feminicídio de adolescente indígena

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O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do estado, condenou nesta sexta-feira, 24 de julho, um homem de 68 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.

Áudio do Promotor de Justiça Renan Guilherme Góes de Lima

O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Conforme apurado nas investigações, o denunciado foi até a residência da vítima e, aproveitando-se do momento em que ela estava sozinha na companhia de duas crianças, desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente, que morreu no local. Após o crime, o autor fugiu.

Denúncia – Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.

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Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.

Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.

Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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