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Brasil

PRF conclui Operação Carnaval 2026 com reforço na fiscalização nas rodovias federais

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Brasília, 20/02/2026 – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou a Operação Carnaval 2026, realizada entre 13 e 18 de fevereiro, registrando 1.241 sinistros, 130 mortes e 1.481 feridos nas rodovias federais. O balanço com os dados desta edição foi divulgado na quarta-feira (18). A ação reforçou a fiscalização de condutas de risco e promoveu a conscientização de motoristas, contribuindo para o monitoramento e a prevenção de acidentes durante o feriado prolongado.

Em comparação com o ano anterior, o total de sinistros aumentou 4,3%, enquanto o número de feridos cresceu 3,3%.

Os sinistros graves passaram de 316, em 2025, para 343, em 2026, representando uma alta de 8,5%. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas. Os dados ainda são preliminares e seguem em consolidação nos sistemas da PRF.

A operação é uma das maiores mobilizações do calendário da corporação. Apesar do reforço no policiamento e da intensificação das ações preventivas, a PRF identificou que parte dos sinistros mais graves, inclusive com múltiplas mortes, ocorreu em trechos que não eram considerados críticos.

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Compare os resultados

Sinistros de trânsito
2026: 1.241
2025: 1.190

Sinistros graves
2026: 343
2025: 316

Feridos
2026: 1.481
2025: 1.433

Mortes
2026: 130
2025: 85

Imprudência no trânsito

Com foco na prevenção de condutas de risco — como dirigir após consumir álcool, exceder a velocidade permitida e realizar ultrapassagens proibidas — a PRF fiscalizou 326.548 pessoas e veículos e realizou 118.321 testes de alcoolemia.

Os dados mostram que 2.400 motoristas foram autuados por dirigir sob efeito de álcool ou por se recusarem a fazer o teste do etilômetro. Ao todo, 108 pessoas foram presas por embriaguez ao volante.

A fiscalização também registrou 55.582 imagens de veículos acima do limite de velocidade.

Além disso:
• 8.670 motoristas foram autuados por não usar cinto de segurança ou por transportar crianças sem cadeirinha;
• 9.263 foram autuados por ultrapassagens irregulares;
• 1.954 foram autuados por conduzir motocicleta sem capacete.

A PRF reforça que a redução da violência no trânsito depende da atuação integrada dos órgãos de fiscalização e, principalmente, da mudança de comportamento dos condutores. A Força Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), pode ser acionada para apoiar ações de preservação da ordem pública e proteção da população, inclusive em situações emergenciais nas rodovias federais.

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Operação Rodovida

A Operação Carnaval marcou o encerramento da Operação Rodovida, iniciativa voltada à redução de sinistros e à promoção de um trânsito mais seguro.
A ação mobilizou instituições do Sistema Nacional de Trânsito durante o Natal, o Ano Novo e o Carnaval. Nesses períodos, foram reforçadas as fiscalizações e ampliadas as campanhas de conscientização nas rodovias e em vias urbanas de todo o País, com o objetivo de prevenir sinistros e salvar vidas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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