Brasil
“O SUS está cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras”, diz Padilha sobre mutirão com 230 mil procedimentos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou, neste sábado (21), o monitoramento nacional do mutirão de saúde das mulheres, maior mobilização já realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação ocorre simultaneamente, até este domingo (22), nas 27 unidades federativas, com realização de cerca de 230 mil atendimentos, entre cirurgias e procedimentos ambulatoriais.
A iniciativa reúne atendimentos em mais de 900 hospitais públicos, privados, universitários e filantrópicos, com foco na ampliação do acesso à saúde das mulheres. Mais de 41 mil são cirurgias e cerca de 188 mil procedimentos ambulatoriais estão previstos, em especialidades como ginecologia, oncologia, oftalmologia e ortopedia.
“Nós fizemos história hoje. São milhares de mulheres que estavam esperando há meses e, em alguns casos, há anos por um procedimento, uma cirurgia ou um exame”, afirmou o ministro.
A mobilização integra as ações do programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Governo do Brasil para ampliar a capacidade de atendimento do SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em todo o país.
Mobilização nacional
O monitoramento evidencia a abrangência da ação em todo o território nacional. Em Pernambuco, um dos estados com maior adesão, está prevista a realização de mais de 25 mil procedimentos nos dois dias de mutirão, o que reflete a mobilização das equipes de saúde em diferentes regiões.
“Do sertão ao litoral, acompanhamos de perto o trabalho das equipes e vimos a força do SUS na vida das mulheres”, destacou a secretária Estadual de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti.
No Ceará, a mobilização também ganhou escala, com oferta de 31,7 mil procedimentos. “O país inteiro se mobilizou para esse mutirão. A ação leva dignidade e acesso à saúde para quem mais precisa”, afirmou o secretário de Atenção Especializada em Saúde, Mozart Sales.
A rede filantrópica participou da ação neste sábado com mais de 300 hospitais em todo o país, ampliando a capacidade de atendimento do SUS. “É uma adesão muito importante, que reforça o papel das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos no atendimento à população e no fortalecimento do SUS”, afirmou Flaviano Feu Ventorim, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) .
Em São Paulo, a previsão é de mais de 23 mil atendimentos, com ampliação da estrutura e apoio de unidades móveis. “Estamos muito satisfeitos em participar da iniciativa e em ampliar o acesso da população aos atendimentos especializados”, disse a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.
Já no Pará, o mutirão soma quase 14 mil procedimentos, incluindo cirurgias. “Estamos comemorando esse resultado tão significativo para o estado, com quase 14 mil procedimentos realizados”, afirmou a assessora técnica da Secretaria de Atenção Especializada, Lena Peres.
Distrito Federal
No Distrito Federal, o mutirão também mobiliza unidades estratégicas da rede pública. Neste sábado, o ministro Alexandre Padilha participou da abertura da ação no Hospital Universitário de Brasília (HUB), uma das unidades participantes.
Durante a agenda, Padilha acompanhou os atendimentos, visitou pacientes e conversou com médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos na ação. Ao longo da manhã, percorreu diferentes setores da unidade, observando a realização de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.
O ministro também esteve com mulheres em acompanhamento oncológico, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da continuidade do cuidado no SUS.
O HUB ampliou a capacidade de atendimento durante o mutirão, com oferta de consultas especializadas, exames e cirurgias. Entre os serviços disponibilizados, está implanon, implante contraceptivo subdérmico, que é uma das inovações incorporadas nesta edição da ação.
Ao todo, estão previstos 1.338 atendimentos no Distrito Federal, sendo 721 cirurgias e 617 procedimentos ambulatoriais, com foco principalmente nas áreas de ginecologia, oncologia e planejamento reprodutivo.
A ação reforça a prioridade das políticas públicas voltadas à saúde da mulher no SUS, especialmente no mês de março, marcado por iniciativas de ampliação do acesso e fortalecimento do cuidado integral.
“O SUS estará cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras”, concluiu o ministro.
Nicole Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20
Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.
Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.
Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.
“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.
O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.
O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.
Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.
O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.
Dengue como pauta central da Coalizão
Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano
“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.
O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.
Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.
Sobre a Coalizão Global do G20
Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.
A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.
Carolina Miltão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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