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Prevenção Jurídica: Estratégia Eficaz para Evitar Litígios e Proteger Patrimônio

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Assessoria legal precoce reduz riscos e custos

A busca por orientação jurídica desde os primeiros sinais de conflito ainda é pouco comum, mas especialistas afirmam que essa prática é essencial para evitar prejuízos financeiros, desgaste emocional e disputas judiciais prolongadas. A advocacia preventiva ajuda na formalização de acordos, preservação de provas e construção de soluções seguras, focando na proteção patrimonial e mitigação de riscos.

Procurar ajuda tarde pode comprometer soluções

Segundo Marco Aurélio Alves, da Hemmer Advocacia, atrasar a procura por assessoria jurídica costuma dificultar a resolução de conflitos.

“Na maioria dos casos, o prejuízo já ocorreu, o conflito se intensificou e provas importantes se perderam. O Direito exige forma, estratégia e segurança, não apenas boa intenção”, explica.

Informalidade em acordos é um risco frequente

A tentativa de resolver conflitos de forma informal, como por mensagens, promessas verbais ou combinações genéricas, cria uma falsa sensação de resolução. Sem formalização adequada, o que foi combinado pode não ter validade jurídica ou sequer ser cumprido, alerta o advogado.

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Preservação de provas é decisiva

A perda de provas é um fator crítico em disputas mal conduzidas. Fotografias fora do momento certo, documentos não solicitados e testemunhas não identificadas podem enfraquecer a defesa.

“No Judiciário, não basta ter razão, é preciso provar. Sem prova, a chance de êxito diminui consideravelmente”, ressalta Marco Aurélio.

Acordos estruturados fortalecem a posição jurídica

Contrariando o mito de que acordos representam concessões, o advogado explica que um acordo bem elaborado fortalece a posição jurídica, encerra conflitos e proporciona previsibilidade. Em contraste, processos judiciais envolvem tempo, custos elevados, desgaste emocional e decisões imprevisíveis, mesmo em causas simples.

Prevenção jurídica é um investimento estratégico

Marco Aurélio enfatiza que medidas preventivas, como notificações extrajudiciais bem redigidas, contratos claros e acordos estruturados, resolvem muitas questões de forma rápida e segura.

“No Direito, improviso gera prejuízo. Planejamento protege patrimônio, preserva relações e garante tranquilidade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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