Brasil
Presidente Lula e ministro Silvio Costa Filho anunciam investimentos na indústria naval e em obras portuárias na Bahia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciaram, nesta quinta-feira (9), um pacote de investimentos que somam R$ 611,7 milhões para impulsionar a indústria naval e a infraestrutura portuária da Bahia. O evento, realizado no Estaleiro Enseada, em Maragogipe (BA), contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, além de ministros, parlamentares, representantes da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, lideranças empresariais e sindicais.
Com recursos autorizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM), serão destinados R$ 550,5 milhões para a construção de 80 novas embarcações. As ações incluem ainda obras em execução e novos projetos estruturantes nos portos públicos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, que somam R$ 61,2 milhões em investimentos federais.
O Estaleiro Enseada, que ficou cerca de uma década sem operar, teve suas atividades retomadas com apoio dos recursos do Fundo da Marinha Mercante. Durante a cerimônia, o presidente Lula ressaltou que a reabertura simboliza um novo momento do setor naval e a volta da geração de empregos no setor. “Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira. É a segunda vez que volto à Presidência da República para dizer que a gente precisa retomar essa indústria. Isso significa devolver empregos, oportunidades e esperança ao povo trabalhador”, afirmou.
O ministro Silvio Costa Filho reforçou que as iniciativas se alinham a uma agenda nacional de modernização e geração de empregos. “A retomada da indústria naval é fundamental para gerar empregos, fortalecer nossa logística e ampliar a presença do Brasil no comércio marítimo. O que estamos fazendo na Bahia mostra que o estado volta a ser protagonista da construção naval e do desenvolvimento regional”, afirmou.
O diretor-presidente do Estaleiro Enseada, Ricardo Ricardi, destacou que a retomada das atividades só foi possível graças aos investimentos do FMM. Segundo ele, “o Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, disponibiliza recursos que são fundamentais tanto para a construção e revitalização dos estaleiros quanto para a construção de novas embarcações. São esses investimentos que garantem a viabilidade dos projetos e a continuidade do trabalho”, celebrou ele.
Infraestrutura
Além dos novos aportes, o MPor já executa três obras estruturantes nos portos baianos: recuperação e reforço estrutural do cais comercial do Porto de Salvador (R$ 117,7 milhões, com 55% de execução), reforma da pavimentação de sua retroárea (R$ 17,9 milhões, com 85% de avanço físico) e dragagem de aprofundamento do Porto de Ilhéus (R$ 106 milhões, em fase de preparação).
A pasta também avança na agenda de parcerias e concessões, com destaque para o leilão do Canal e Áreas Livres da Codeba, que abrange os portos organizados de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus e prevê R$ 1,7 bilhão em investimentos privados. Outros dois terminais, em Salvador (SSD04) e Ilhéus (ILH01), também estão na carteira de projetos e devem ser licitados nos próximos meses.
Reindustrialização
Mais cedo, o ministro Silvio Costa Filho e a comitiva presidencial participaram da inauguração da primeira fábrica da montadora chinesa BYD no Brasil, localizada em Camaçari (BA). Com área superior a 4,6 milhões de metros quadrados – o equivalente a 645 campos de futebol –, essa é a maior planta da companhia fora da China, resultado de um projeto de R$ 5,5 bilhões em investimentos.
A fábrica tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos por ano, com potencial para alcançar 300 mil unidades em uma segunda etapa. Neste mês de outubro, com a contratação de 350 novos empregados, a planta deve encerrar o mês com cerca de 1.800 trabalhadores, com perspectiva de atingir 2 mil nas próximas semanas.
O presidente Lula parabenizou os trabalhadores pelo novo empreendimento e destacou a confiança internacional no Brasil. “A BYD anunciou que seriam produzidos 300 mil carros no primeiro momento, mas agora já sabemos que serão 600 mil, e nós queremos que, daqui do Brasil, a gente comece a vender carros para o mundo inteiro”, afirmou.
O ministro Silvio Costa Filho celebrou a abertura da montadora como prova da confiança dos investidores internacionais no Brasil e no governo do presidente Lula. Ele ressaltou que o investimento da BYD “dialoga com outros modais, como os portos e aeroportos do estado”, e acrescentou: “É um ganho para o município de Camaçari e para o estado da Bahia, mas, sobretudo, um ganho para o Brasil. Essa é uma tecnologia que conversa com a sustentabilidade, com o momento de reindustrialização do país e com o desenvolvimento econômico e social”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também destacou que a BYD traz novo fôlego à indústria brasileira, “que é inovadora e competitiva”. Segundo ele, “a Bahia tem uma indústria naval que está sendo retomada, com 60% de insumos da indústria nacional. Celebramos hoje a parceria de duas grandes nações”.
Com posição estratégica e vocação exportadora, a Bahia abriga um dos maiores complexos portuários do país, que é essencial para o escoamento de cargas do Nordeste e a integração com mercados da Europa e do Mercosul.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Agentes indígenas de saneamento recebem qualificação para uso de plataforma de vigilância ambiental
Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e outros profissionais que atuam na saúde ambiental indígena participam, nesta semana, da primeira qualificação presencial para o uso da Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi). O novo sistema do Ministério da Saúde reúne informações sobre saneamento, qualidade da água, resíduos sólidos e outros fatores ambientais relacionados à saúde nos territórios indígenas.
A qualificação acontece durante o 2º Encontro Regional de Saúde Ambiental Indígena (2º ERSAI), realizado entre os dias 10 e 14 de agosto, em Porto Velho. A iniciativa é da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com o Einstein Hospital Israelita, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
Participam do treinamento profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) que trabalham na área de saúde ambiental, incluindo integrantes do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Agentes Indígenas de Saneamento e outros trabalhadores envolvidos na gestão e execução das ações de saneamento e saúde ambiental nos territórios indígenas.
Informação para melhorar as ações nos territórios
Durante a qualificação, os participantes aprendem a registrar, monitorar, analisar e utilizar as informações disponíveis na Vigiambsi. Os dados ajudam as equipes a planejar e fortalecer as ações de saúde ambiental realizadas nos territórios indígenas.
A programação também abre espaço para a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões. A proposta é compartilhar práticas, desafios encontrados no dia a dia e soluções adotadas pelas equipes nos territórios onde atuam.
Ao todo, são cinco encontros presenciais, organizados por regiões do país, com média de 40 participantes em cada edição.
Depois de Porto Velho, as próximas capacitações acontecem em:
- 17 a 21 de agosto – Campo Grande (MS);
- 31 de agosto a 4 de setembro – Manaus (AM);
- 14 a 18 de setembro – Salvador (BA);
- 21 a 25 de setembro – Belém (PA).
Sobre a Vigiambsi
A Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi) é uma ferramenta digital desenvolvida para reunir e armazenar dados de vigilância ambiental dos territórios indígenas, como informações sobre monitoramento da água, saneamento e resíduos sólidos.
A plataforma permite integrar essas informações a dados de saúde dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), contribuindo para que as equipes tenham uma visão mais ampla das condições ambientais e possam utilizar os dados no planejamento de suas ações.
O projeto também prevê a formação de profissionais multiplicadores e a orientação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) para a coleta e a análise dessas informações.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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