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Política Nacional

Presidente da CPMI critica decisão de André Mendonça de liberar testemunhas

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta terça feira (16) decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça de tornar facultativa a participação de testemunhas em depoimentos na comissão parlamentar mista de inquérito. A declaração ocorreu após a convocação para depoimento, entre outros, de Tânia Carvalho dos Santos, esposa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e do filho dele, Romeu Carvalho Antunes, ambos sócios do empresário.

— Precisamos nos posicionar para que haja respeito às decisões da comissão. Se tivermos interrupção por decisão de um ministro, vamos continuar na mesma berlinda que estamos. Para que serve o Parlamento se vem uma canetada e nos derruba? Precisamos do Judiciário, mas também somos um poder constituído pela população. As brechas jurídicas somos nós quem temos que decidir — afirmou o senador.

Carlos Viana enfatizou a necessidade de estabelecer equilíbrio entre os Poderes e criticou as decisões monocráticas do tribunal. André Mendonça já havia liberado o investigado Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, de depor à comissão parlamentar de inquérito. Na segunda (15), a CPMI comunicou o cancelamento do depoimento de Antunes, que foi preso pela Polícia Federal, após seus advogados informarem que ele não compareceria ao depoimento. 

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Por sua vez, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sugeriu que seja realizada uma sessão nas dependências da Polícia Federal para tomada do depoimento do Careca do INSS. A decisão que facultou a vinda do Careca do INSS à comissão também foi criticada por outros parlamentares.

— Milhões de brasileiros foram roubados em bilhões de reais. A população entende hoje que os malfeitores recorrem ao STF para serem protegidos, um atropelo das prerrogativas parlamentares. O filho e a esposa [do Careca do INSS] estão nos contratos sociais das empresas. Aqui não podemos ter parlamentares que blindem malfeitores. Peço que os colegas não blindem esposa e filho — disse o senador Jorge Seif (PL-SC).

O senador Sergio Moro (União-PR) destacou que a lei assegura ao depoente ficar calado. Além disso, disse que a CPMI tem os mesmos direitos da autoridade judiciária.

Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado pela Polícia Federal como peça central no esquema de fraude envolvendo descontos irregulares em pensões e aposentadorias. Ele seria sócio de mais de 20 empresas e teria movimentado em cinco meses R$ 24,5 milhões, segundo as investigações.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.

A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).

O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.

Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.

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“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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