Paraná
Prefeitura fixa em 5,34% reajuste do IPTU 2025 em Paranavaí
A Prefeitura de Paranavaí fixou em 5,34% o reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) 2025. A correção é baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 13 meses – de novembro de 2023 a dezembro de 2024. O mesmo percentual será aplicado sobre a taxa de coleta de lixo e a contribuição para custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip).
Publicado no Diário Oficial dos Municípios nesta terça-feira (14), o decreto n.º 27.139 define os descontos e as datas de vencimento. Os contribuintes que pagarem à vista até 11 de abril terão redução de 10% nos valores do IPTU e do Cosip e 3% sobre a taxa de coleta de lixo.
Não haverá desconto se a opção for o parcelamento, sendo R$ 50 o limite mínimo por mês. O primeiro pagamento será no dia 11 de abril, e a data limite para quitar os impostos, 11 de novembro.
De acordo com o secretário municipal de Fazenda, Rafael Cargnin, historicamente 60% dos proprietários preferem pagar à vista, e apenas 3% optam pelo parcelamento. O restante, 37%, entra para a lista de inadimplentes.

Em 2024, a prefeitura arrecadou mais de R$ 40,2 milhões. Para o exercício fiscal de 2025, a expectativa é ultrapassar R$ 42,4 milhões – já considerados descontos e isenções.
Juntos, IPTU, Cosip e taxa de coleta de lixo configuram a principal fonte de recursos próprios da administração municipal.
Conforme explicou Cargnin, do total arrecadado, 25% são destinados à Secretaria de Educação e 15% vão para a Saúde – índices mínimos previstos em lei. Os outros 60% são classificados como recursos livres, com aplicação em atividades, projetos e obras de outras pastas, conforme a ordem de prioridade.
Nos próximos dias, a prefeitura deverá anunciar se a cobrança do IPTU e das demais taxas será exclusivamente eletrônica, com acesso à fatura através do site paranavai.atende.net, ou se também haverá distribuição de carnês.
O cálculo da Secretaria de Fazenda indica 52.806 lançamentos de IPTU para o exercício de 2025, entre imóveis residenciais e comerciais localizados no perímetro urbano.
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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