Agro
Preços do arroz em casca caem no RS, mas quedas são menos intensas, aponta Cepea
Os preços do arroz em casca pagos aos produtores no Rio Grande do Sul continuam em queda, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, pesquisadores destacam que as variações registradas nesta semana têm sido menos intensas, indicando uma desaceleração na retração de valores.
Vendedores se afastam do mercado spot e aguardam medidas do governo
De acordo com o Cepea, muitos produtores consultados permanecem afastados do mercado spot, aguardando ações oficiais do governo, como a realização de leilões. Além disso, esses vendedores concentram suas atividades no avanço do plantio da nova safra, priorizando a finalização do cultivo.
Compradores se dividem entre reposição e formação de estoques
Do lado da demanda, os compradores apresentam comportamentos distintos: enquanto alguns atuam apenas para repor estoques, outros têm sinalizado preços mais elevados com o objetivo de aumentar seus inventários.
Oferta nacional ajustada, mas sem impacto na disponibilidade
As estimativas de oferta nacional de arroz seguem sendo revisadas de forma negativa, mas especialistas afirmam que a disponibilidade interna não deve ser comprometida.
Cenário internacional permanece estável
No mercado global, a previsão para a safra 2025/26 indica oferta semelhante à da temporada 2024/25, o que sugere estabilidade no comércio internacional de arroz.
Plantio da safra 2025/26 no RS está quase concluído
Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), atualizados em 13 de novembro, a semeadura da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul já atingiu 86,31%, entrando na reta final do plantio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26
A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.
De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.
Geadas alteraram o destino das lavouras
A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.
Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.
Produtividade fica abaixo da estimativa inicial
A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.
O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.
Área cultivada também apresenta redução
A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.
O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.
A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.
Produção estadual recua em relação à safra anterior
Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.
O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.
Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.
Clima foi principal fator de impacto
A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.
Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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