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Preços do Açúcar Sobem com Alta do Petróleo e Expectativa de Exportações Brasileiras

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Os contratos futuros do açúcar registraram alta nas bolsas internacionais na última semana, influenciados pela valorização do petróleo e pelo aumento da demanda externa. Segundo dados do Barchart, o petróleo WTI atingiu seu maior patamar em quase dois meses, impulsionando os preços do etanol. Com a valorização do biocombustível, usinas podem direcionar mais cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado. Além disso, a expectativa de compras pelo Paquistão contribuiu para reforçar a valorização ao longo da semana.

Na ICE Futures de Nova Iorque, o contrato de açúcar bruto para outubro/25 avançou 11 pontos, cotado a 15,87 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de março/26 subiu 10 pontos, para 16,38 centavos. Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também registrou valorização: o contrato de março/26 subiu US$ 0,20, para US$ 455,70 por tonelada, e o de maio/26 avançou US$ 1,20, cotado a US$ 454,50. Apenas o contrato de dezembro/25 apresentou recuo de US$ 1,90, encerrando a US$ 461,00 por tonelada.

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Açúcar cristal apresenta leve recuo no Brasil

No mercado interno, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos de açúcar cristal foi negociada a R$ 117,61, registrando uma queda de 0,70% em relação à semana anterior.

Safra brasileira em fase de finalização

A safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul continua sob observação, com impactos de eventos climáticos de 2024, como secas e queimadas, refletindo na produtividade dos canaviais. Em Minas Gerais, a Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar (Siamig Bioenergia) anunciou que a moagem será encerrada antecipadamente. Até a primeira quinzena de setembro, foram processadas 58,2 milhões de toneladas de cana, correspondendo a 75,4% da estimativa total de 77,2 milhões de toneladas.

Exportações mantêm ritmo, mas com leve desaceleração logística

A logística de exportação apresenta sinais de ajuste. De acordo com a agência marítima Williams Brasil, o número de navios aguardando carregamento de açúcar nos portos caiu de 85 para 75, enquanto o volume total agendado passou de 3,282 milhões para 3,103 milhões de toneladas.

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Parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, em setembro, a receita média diária das exportações brasileiras de açúcar e outros melaços atingiu US$ 64,217 milhões, com volume médio diário de 160,525 mil toneladas em 15 dias úteis.

Perspectivas para o mercado de açúcar

Nesta segunda-feira (29), os contratos futuros seguem em alta. Em Nova Iorque, o contrato de outubro/25 subiu 0,50%, cotado a 15,95 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os contratos de março/26 e maio/26 avançaram 0,37% e 0,38%, respectivamente. Em Londres, o contrato de dezembro/25 alcançou US$ 463,50 por tonelada, uma valorização de 0,54%. O cenário reflete a continuidade da pressão de preços do petróleo, a demanda internacional e os ajustes na safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre caminho para expansão das exportações de carne suína

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O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, medida que deverá impulsionar as exportações de carne suína, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais as relações sanitárias entre os dois países.

O anúncio foi celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo nacional.

A decisão representa um marco para a suinocultura brasileira e reforça o reconhecimento internacional da qualidade e da robustez do sistema de defesa sanitária do país.

Reconhecimento amplia oportunidades para a suinocultura brasileira

Segundo a ABPA, o novo status sanitário deverá gerar benefícios imediatos para estados que possuem frigoríficos habilitados a exportar para a China.

Até então, apenas Santa Catarina possuía o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas, condição que permitia o embarque de produtos com maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos externos.

Com a ampliação do reconhecimento para todo o território nacional, estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso passam a ter acesso às mesmas condições comerciais, ampliando a competitividade da carne suína brasileira no principal mercado consumidor do mundo.

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Atualmente, Santa Catarina conta com sete plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul possui oito unidades autorizadas e Mato Grosso uma planta exportadora apta a atender o país asiático.

Exportações podem crescer mais de 40 mil toneladas por ano

As projeções da ABPA indicam que o reconhecimento sanitário poderá gerar um incremento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.

O aumento dos embarques deve contribuir para fortalecer a renda dos produtores, estimular investimentos na cadeia produtiva, gerar novos empregos e ampliar a entrada de divisas na economia brasileira.

Além do crescimento das exportações, a medida cria condições para futuras habilitações de frigoríficos em outras regiões do país, ampliando ainda mais o potencial de expansão do setor.

Confiança sanitária fortalece posição do Brasil no mercado global

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão chinesa é resultado de décadas de trabalho voltado ao fortalecimento da sanidade animal brasileira e à construção de credibilidade internacional.

Segundo ele, o reconhecimento demonstra a confiança das autoridades chinesas na qualidade dos sistemas brasileiros de vigilância, controle sanitário e defesa agropecuária.

A medida também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para mercados exigentes, em um momento em que a segurança alimentar e os padrões sanitários ganham importância crescente no comércio internacional.

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Brasil amplia protagonismo no comércio mundial de proteínas

O reconhecimento da China ocorre em um cenário de aumento da demanda global por alimentos seguros, rastreáveis e produzidos sob elevados padrões sanitários.

Nesse contexto, a certificação de todo o território nacional como livre de febre aftosa fortalece a competitividade da proteína animal brasileira e amplia as perspectivas de crescimento das exportações nos próximos anos.

Além de consolidar a liderança brasileira na produção de carnes, a decisão cria um ambiente mais favorável para o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China, principal destino das exportações do agronegócio nacional.

Sanidade animal segue como diferencial estratégico

A conquista reforça a importância dos investimentos contínuos em defesa agropecuária, vigilância sanitária e rastreabilidade da produção.

Especialistas do setor avaliam que a manutenção de elevados padrões sanitários continuará sendo um dos principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Com o novo reconhecimento, a suinocultura nacional ganha fôlego para ampliar sua presença no mercado chinês e consolidar o Brasil entre os maiores fornecedores globais de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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