Agro
Noz-pecã brasileira ganha força global: Divinut apresenta inovações e aposta na abertura do mercado asiático durante a FENARROZ 2026
A cadeia produtiva da noz-pecã brasileira vive um dos momentos mais promissores de sua história. Impulsionado pela expectativa de uma safra recorde no Rio Grande do Sul e pela abertura de novos mercados internacionais, o setor ganha destaque na FENARROZ 2026, realizada entre os dias 2 e 7 de junho, em Cachoeira do Sul (RS).
Neste cenário de crescimento, a Divinut, maior processadora e exportadora de noz-pecã do Brasil, apresenta durante o evento as principais inovações que vêm transformando a produção nacional e ampliando a competitividade da cultura nos mercados globais.
A feira, tradicionalmente voltada ao agronegócio gaúcho, consolida-se também como uma importante vitrine para a pecanicultura. Desde 2022, Cachoeira do Sul ostenta oficialmente o título de Capital Estadual da Noz-Pecã, fortalecendo sua posição estratégica no desenvolvimento da atividade.
Safra histórica impulsiona novos investimentos
A temporada 2026 deverá marcar um novo capítulo para a cultura no Estado. As projeções apontam uma produção entre 7 mil e 8 mil toneladas, o maior volume já registrado no Rio Grande do Sul, principal produtor brasileiro da oleaginosa.
O aumento da oferta exige maior organização da cadeia, investimentos em tecnologia e ampliação dos canais de comercialização, fatores que vêm sendo trabalhados pela Divinut ao longo dos últimos anos.
Durante a FENARROZ, a empresa destaca sua atuação integrada, que abrange desde a produção de mudas até o processamento industrial e a exportação, criando um modelo capaz de agregar valor em todas as etapas da cadeia produtiva.
Genética avançada aumenta produtividade dos pomares
Um dos principais destaques apresentados pela companhia é seu portfólio de mudas com genética conhecida e rastreável, desenvolvido para atender às exigências de um mercado cada vez mais profissionalizado.
Segundo a empresa, o uso de materiais genéticos selecionados proporciona maior uniformidade dos pomares, incremento de produtividade, melhor qualidade dos frutos e maior previsibilidade para os produtores.
A adoção dessas tecnologias vem contribuindo para a modernização da pecanicultura brasileira e para o fortalecimento da competitividade da noz-pecã nacional frente aos grandes produtores internacionais.
Mercado chinês abre nova fronteira para as exportações
Além dos avanços tecnológicos, a Divinut chega à feira em meio a um importante movimento de expansão internacional.
Após participar de uma missão comercial à China, a empresa passou a integrar o grupo das primeiras organizações brasileiras habilitadas para atuar no mercado chinês, oficialmente aberto à noz-pecã brasileira após a assinatura do protocolo fitossanitário entre o Brasil e a autoridade reguladora chinesa em 2024.
A abertura representa uma oportunidade estratégica para ampliar as exportações e diversificar os destinos da produção nacional, especialmente em um momento de crescimento da oferta interna.
Segundo o CEO da Divinut, Edson Ortiz, o setor entra em uma nova fase de desenvolvimento.
“Estamos diante de uma mudança de escala para a noz-pecã brasileira. A super safra exige organização, mercado e estratégia. O Brasil não apenas produz mais, mas produz melhor e está preparado para competir globalmente, inclusive com a abertura do mercado asiático”, destaca.
Brasil amplia presença no mercado global da noz-pecã
Com sede em Cachoeira do Sul, a Divinut consolidou-se como a maior processadora de noz-pecã do Hemisfério Sul e principal exportadora brasileira da cultura.
Atualmente, a empresa mantém operações comerciais em mercados estratégicos da Europa, América do Norte, Oriente Médio e Norte da África. A entrada no mercado asiático representa mais um passo no processo de internacionalização da pecã brasileira.
O avanço das exportações, aliado aos investimentos em genética, tecnologia e profissionalização da cadeia produtiva, reforça o potencial da cultura como uma das alternativas mais promissoras para diversificação de renda no agronegócio brasileiro.
FENARROZ reforça papel como vitrine de inovação
Ao reunir produtores, empresas, pesquisadores e investidores, a FENARROZ 2026 reafirma sua importância como espaço de geração de negócios e difusão de tecnologia.
Para a cadeia da noz-pecã, o evento simboliza um momento de transformação, marcado por safra recorde, novos mercados e crescente valorização internacional do produto brasileiro.
Com perspectivas positivas para os próximos anos, o setor aposta na combinação entre inovação, qualidade e abertura comercial para consolidar o Brasil entre os principais players globais da noz-pecã.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre caminho para expansão das exportações de carne suína
O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, medida que deverá impulsionar as exportações de carne suína, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais as relações sanitárias entre os dois países.
O anúncio foi celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo nacional.
A decisão representa um marco para a suinocultura brasileira e reforça o reconhecimento internacional da qualidade e da robustez do sistema de defesa sanitária do país.
Reconhecimento amplia oportunidades para a suinocultura brasileira
Segundo a ABPA, o novo status sanitário deverá gerar benefícios imediatos para estados que possuem frigoríficos habilitados a exportar para a China.
Até então, apenas Santa Catarina possuía o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas, condição que permitia o embarque de produtos com maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos externos.
Com a ampliação do reconhecimento para todo o território nacional, estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso passam a ter acesso às mesmas condições comerciais, ampliando a competitividade da carne suína brasileira no principal mercado consumidor do mundo.
Atualmente, Santa Catarina conta com sete plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul possui oito unidades autorizadas e Mato Grosso uma planta exportadora apta a atender o país asiático.
Exportações podem crescer mais de 40 mil toneladas por ano
As projeções da ABPA indicam que o reconhecimento sanitário poderá gerar um incremento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.
O aumento dos embarques deve contribuir para fortalecer a renda dos produtores, estimular investimentos na cadeia produtiva, gerar novos empregos e ampliar a entrada de divisas na economia brasileira.
Além do crescimento das exportações, a medida cria condições para futuras habilitações de frigoríficos em outras regiões do país, ampliando ainda mais o potencial de expansão do setor.
Confiança sanitária fortalece posição do Brasil no mercado global
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão chinesa é resultado de décadas de trabalho voltado ao fortalecimento da sanidade animal brasileira e à construção de credibilidade internacional.
Segundo ele, o reconhecimento demonstra a confiança das autoridades chinesas na qualidade dos sistemas brasileiros de vigilância, controle sanitário e defesa agropecuária.
A medida também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para mercados exigentes, em um momento em que a segurança alimentar e os padrões sanitários ganham importância crescente no comércio internacional.
Brasil amplia protagonismo no comércio mundial de proteínas
O reconhecimento da China ocorre em um cenário de aumento da demanda global por alimentos seguros, rastreáveis e produzidos sob elevados padrões sanitários.
Nesse contexto, a certificação de todo o território nacional como livre de febre aftosa fortalece a competitividade da proteína animal brasileira e amplia as perspectivas de crescimento das exportações nos próximos anos.
Além de consolidar a liderança brasileira na produção de carnes, a decisão cria um ambiente mais favorável para o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China, principal destino das exportações do agronegócio nacional.
Sanidade animal segue como diferencial estratégico
A conquista reforça a importância dos investimentos contínuos em defesa agropecuária, vigilância sanitária e rastreabilidade da produção.
Especialistas do setor avaliam que a manutenção de elevados padrões sanitários continuará sendo um dos principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Com o novo reconhecimento, a suinocultura nacional ganha fôlego para ampliar sua presença no mercado chinês e consolidar o Brasil entre os maiores fornecedores globais de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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