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Preços de fertilizantes e defensivos recuam após pico da crise e aliviam custos da safra 2026/27

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Os preços dos principais insumos agrícolas começaram a apresentar recuos relevantes nas últimas semanas, trazendo um alívio parcial para os custos de produção da safra 2026/27. O movimento ocorre após o mercado atingir o pico da crise em abril, período marcado por forte pressão internacional sobre fertilizantes e defensivos agrícolas.

De acordo com análises de mercado, houve queda nas cotações da ureia, do sulfato de amônio e também dos princípios ativos utilizados pela indústria de defensivos na China, principal fornecedora global de matérias-primas para o setor.

A redução já começa a ser percebida no mercado brasileiro, especialmente nos fertilizantes, embora os preços ainda permaneçam acima dos níveis registrados antes das tensões geopolíticas globais que afetaram o comércio internacional de insumos.

Fertilizantes têm impacto maior nos custos da safra

Segundo especialistas em inteligência de mercado, o recuo dos fertilizantes tem peso mais significativo nas contas do produtor rural do que a oscilação observada nos defensivos agrícolas.

Nas últimas semanas, simulações realizadas para a safra 2026/27 mostraram que a diferença no custo por hectare com defensivos ainda é relativamente limitada. Já os fertilizantes seguem sendo os principais responsáveis pelas variações mais expressivas nos custos totais de produção.

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Além disso, a recuperação recente dos preços da soja contribuiu para melhorar parcialmente as margens do produtor, reduzindo a pressão observada nos meses anteriores.

Mercado de defensivos reage mais lentamente

Apesar da tendência de queda, o mercado pede cautela na interpretação dos movimentos. Isso porque fertilizantes e defensivos possuem dinâmicas comerciais diferentes.

No caso dos defensivos agrícolas, a transmissão dos preços entre origem e destino costuma ocorrer de forma mais lenta. Assim, quedas registradas no mercado internacional nem sempre chegam imediatamente ao produtor brasileiro.

O mesmo comportamento ocorre em momentos de alta, quando os reajustes na origem também podem levar algum tempo para impactar os preços internos.

Grande parte do mercado ainda está em aberto

Mesmo com os ajustes recentes, o mercado ainda possui um volume elevado de negociações pendentes para os próximos ciclos produtivos.

Para os defensivos destinados à soja da safra 2026/27, cerca de 55% a 60% do mercado ainda não foi negociado. Já no milho safrinha 2027, aproximadamente 90% dos volumes seguem em aberto.

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Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, o ritmo de comercialização avançou mais rapidamente nas últimas semanas, mas ainda existe uma parcela significativa do mercado a ser fechada.

Produtores acompanham cenário internacional

O comportamento das commodities agrícolas, do câmbio e da demanda global por fertilizantes seguirá no radar do setor nos próximos meses. A expectativa é de que o mercado continue sensível às oscilações internacionais, especialmente em relação à China, Rússia e Oriente Médio, regiões estratégicas para o fornecimento global de insumos agrícolas.

Com isso, produtores permanecem atentos às oportunidades de compra, buscando equilibrar custos, margens e riscos diante de um cenário ainda marcado por volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Goiás intensifica combate ao Greening com novo programa estadual de controle do HLB nos citros

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A citricultura goiana entrou em alerta máximo contra o avanço do Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa nº 1/2026, criando o Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB), com uma série de medidas fitossanitárias voltadas à proteção da produção de citros em Goiás.

A nova regulamentação estabelece ações obrigatórias de prevenção, monitoramento, controle e erradicação da doença, considerada atualmente a mais severa e destrutiva para os citros em nível mundial.

Programa busca proteger produção, empregos e cadeia citrícola em Goiás

Segundo a Agrodefesa, a implementação do programa é estratégica para preservar a sanidade vegetal e evitar impactos econômicos sobre o setor citrícola goiano.

O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a citricultura possui relevância econômica crescente no estado, contribuindo para geração de renda e empregos no campo.

De acordo com a Agrodefesa, o programa cria protocolos específicos para diferentes cenários fitossanitários, incluindo:

  • áreas com ocorrência confirmada da doença;
  • municípios limítrofes;
  • regiões sem registros de HLB.

A medida busca aumentar a eficiência da vigilância sanitária e acelerar as respostas em caso de detecção da doença.

Erradicação de plantas contaminadas será obrigatória

Entre as principais determinações do novo programa está a obrigatoriedade da eliminação imediata de plantas contaminadas pelo HLB.

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O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explicou que os produtores deverão realizar o arranquio ou corte das plantas infectadas, além de adotar manejo para impedir novas brotações.

A normativa estabelece que não haverá indenização pelas plantas eliminadas.

Além disso, a Agrodefesa realizará levantamentos fitossanitários anuais para monitoramento da doença em todo o território goiano.

HLB é doença sem cura e ameaça produção de citros

O Huanglongbing é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., que compromete o sistema vascular da planta e provoca perdas severas de produtividade.

A disseminação ocorre principalmente por meio do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor que se hospeda em plantas cítricas e também na murta (Murraya paniculata).

Entre os principais sintomas do Greening estão:

  • folhas amareladas e mosqueadas;
  • frutos deformados;
  • sementes escurecidas e malformadas;
  • queda prematura dos frutos;
  • redução drástica da produtividade.

A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, reforçou que o HLB não possui cura e exige monitoramento constante por parte dos produtores.

Segundo ela, o controle eficiente depende da rápida eliminação das plantas contaminadas e da conscientização do setor produtivo sobre os riscos da doença.

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Goiás endurece regras para cultivo e comércio de murta

A Instrução Normativa nº 1/2026 também endureceu as regras relacionadas à murta, planta considerada hospedeira do inseto transmissor do HLB.

Com a nova regulamentação:

  • fica proibida a manutenção de murta em municípios com ocorrência da doença;
  • será obrigatória a eliminação das plantas existentes;
  • também fica proibida a presença de murta com ocorrência do psilídeo em raio de até quatro quilômetros de áreas comerciais de citros.

Além disso, o estado proibiu:

  • produção de mudas de murta;
  • comercialização da planta;
  • transporte interestadual e intraestadual;
  • entrada da espécie em Goiás.

Viveiros, floriculturas, revendedores e estabelecimentos comerciais que possuírem mudas ou plantas da espécie deverão realizar a destruição imediata dos exemplares.

Doença já está presente em importantes estados produtores

No Brasil, o HLB já possui registros em importantes polos citrícolas, incluindo:

  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Goiás.

Atualmente, não existem variedades comerciais de citros resistentes à doença, o que torna as medidas preventivas fundamentais para evitar perdas econômicas e produtivas no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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