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Agro

Preços da carne suína caem em outubro, mas exportações e expectativa de demanda apontam recuperação

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Outubro registra queda nos preços da carne suína

O mercado de carne suína no Brasil enfrentou um desempenho negativo em outubro, com redução nos preços tanto do suíno vivo quanto dos cortes comercializados no atacado. Segundo Allan Maia, analista e consultor da Safras & Mercado, o ritmo de negócios ao longo da cadeia se manteve truncado, dificultando o repasse de custos ao consumidor final.

“O setor industrial atuou com cautela nas compras. Mesmo com oferta controlada de animais pelo suinicultor, os preços do vivo não conseguiram se elevar”, explicou Maia.

Preços detalhados por região e cortes

Dados da Safras & Mercado apontam as seguintes variações no mês de outubro:

  • Suíno vivo (Centro-Sul): queda de 1,11%, de R$ 7,97/kg para R$ 7,89/kg.
  • Cortes de pernil no atacado: recuo de 0,79%, de R$ 13,51/kg para R$ 13,40/kg.
  • Carcaça: desvalorização de 1,78%, de R$ 12,61/kg para R$ 12,38/kg.

Valores regionais do quilo vivo:

  • São Paulo: arroba suína de R$ 168,00 para R$ 166,00.
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 6,75/kg, interior caiu de R$ 8,45 para R$ 8,40.
  • Santa Catarina: integração R$ 6,70/kg, interior caiu de R$ 8,45 para R$ 8,30.
  • Paraná: mercado livre de R$ 8,60 para R$ 8,40, integração estável em R$ 6,90/kg.
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande caiu de R$ 8,10 para R$ 8,00, integração estável em R$ 6,70.
  • Goiás: R$ 8,10 para R$ 8,00.
  • Minas Gerais: interior caiu de R$ 8,40 para R$ 8,30, mercado independente de R$ 8,60 para R$ 8,50.
  • Mato Grosso: Rondonópolis caiu de R$ 8,20 para R$ 8,00, integração estável em R$ 7,20.
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Exportações mantêm desempenho positivo

Apesar da queda interna, as exportações de carne suína “in natura” seguem robustas. Em outubro de 2025 (18 dias úteis), o Brasil exportou:

  • Valor total: US$ 272,36 milhões
  • Média diária: US$ 15,13 milhões
  • Volume total: 106,487 mil toneladas
  • Média diária: 5,916 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 2.557,7

Comparado a outubro de 2024, houve avanço de 13% no valor médio diário, 11,9% na quantidade média diária e 1% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Expectativa para novembro e fim de ano

O analista Allan Maia projeta uma perspectiva mais otimista para novembro, com fatores sazonais favoráveis: entrada dos salários, pagamento do 13º salário e a proximidade das festividades de fim de ano, tradicionalmente período de maior consumo de carne suína.

Segundo Maia, esses fatores podem fortalecer a demanda interna, equilibrar o mercado e contribuir para recuperação gradual dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Imposto de Renda 2026: produtor rural precisa redobrar atenção com Livro Caixa e fiscalização no agro

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O produtor rural brasileiro enfrenta um cenário fiscal cada vez mais rigoroso em 2026. Com o avanço da reforma tributária e o fortalecimento do cruzamento eletrônico de informações pela Receita Federal, especialistas alertam para a necessidade de maior cuidado na entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).

O prazo para envio das obrigações termina no dia 29 de maio de 2026, e inconsistências nos dados podem gerar retenção em malha fina, perda de créditos tributários e até dificuldades no acesso ao crédito rural.

Livro Caixa ganha importância com reforma tributária

Com a implementação gradual dos novos tributos IBS e CBS, previstos na reforma tributária, o controle fiscal das propriedades rurais passou a ter papel ainda mais estratégico.

O LCDPR se tornou uma ferramenta central para comprovação de custos, rastreabilidade de operações e validação de créditos tributários dentro da atividade rural.

A obrigação do documento vale para produtores que registraram receita bruta superior a R$ 4,8 milhões no ano-calendário.

Segundo especialistas da Aegro, um dos erros mais frequentes ocorre quando o produtor informa valores diferentes no LCDPR e na ficha de Atividade Rural da declaração do Imposto de Renda.

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A divergência entre os documentos aumenta significativamente o risco de fiscalização automática pela Receita Federal.

Novas regras tributárias elevam atenção no campo

Além da entrega do IRPF, produtores precisam acompanhar mudanças recentes nas regras tributárias do agronegócio.

As novas alíquotas do Funrural passaram a valer em abril deste ano, fixadas em:

  • 1,63% para pessoa física;
  • 2,23% para pessoa jurídica.

A definição do regime de recolhimento deveria ter sido realizada até 31 de janeiro, exigindo planejamento tributário antecipado por parte das propriedades rurais.

Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 214 da reforma tributária, o regime de caixa continua sendo utilizado para apuração do imposto de renda da atividade rural. Porém, especialistas alertam que erros fiscais podem trazer impactos financeiros relevantes ao produtor.

Falhas em notas fiscais podem gerar perda de créditos

A aquisição de insumos sem nota fiscal ou com classificação tributária incorreta pode gerar consequências diretas sobre a carga tributária da atividade rural.

Nesses casos, o produtor pode perder o direito à redução de 60% na alíquota prevista para determinadas operações, além de deixar de acumular créditos tributários para compensações futuras.

O novo ambiente tributário exige maior organização documental, controle financeiro e acompanhamento detalhado das operações realizadas dentro da fazenda.

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Receita Federal intensifica cruzamento eletrônico de dados

A fiscalização tende a se tornar ainda mais rígida nos próximos anos. A Receita Federal deverá ampliar o cruzamento automático entre notas fiscais eletrônicas, declarações de imposto de renda, cadastros estaduais e movimentações financeiras.

Segundo especialistas, produtores que não mantiverem controle adequado da documentação poderão enfrentar:

  • retenção em malha fina;
  • perda de créditos tributários;
  • autuações fiscais;
  • bloqueios no acesso ao crédito rural;
  • aumento de passivos tributários.
Gestão financeira passa a ser estratégica no agro

Diante do novo cenário tributário, cresce a demanda por ferramentas de gestão agrícola capazes de automatizar controles fiscais e financeiros dentro das propriedades.

A Aegro destaca que a digitalização da gestão rural pode ajudar produtores a melhorar a previsibilidade de custos, organizar documentos fiscais e reduzir riscos de inconsistências perante os órgãos de fiscalização.

Com a reforma tributária avançando e a fiscalização cada vez mais digital, especialistas reforçam que planejamento financeiro, organização documental e controle tributário passam a ser fatores decisivos para a sustentabilidade das operações no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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