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Polícia Penal e Senai promovem curso de mecânica automotiva para apenados em Guarapuava

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A Polícia Penal do Paraná (PPPR), por meio de sua regional administrativa e do Complexo Social de Guarapuava, firmou uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PR) para ofertar um Curso de Mecânica Automotiva a pessoas privadas de liberdade (PPL) que estão sob monitoramento eletrônico e também para egressos do sistema penal.

Duas turmas, cada uma composta por 15 alunos, já participam deste curso que abrange um período de 20 dias repletos de treinamento intensivo. As atividades iniciaram dia 30 de agosto e seguem até 28 de setembro.

Para o diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Messias Machado, esta união de esforços é muito importante para o processo de ressocialização. “É uma iniciativa que permite ao indivíduo que hoje cumpre pena possa, no futuro, retornar ao meio social como um fator positivo, de contribuição”, afirma. “Este curso tem contribuído efetivamente com a profissionalização dos nossos internos para que eles retornem para a sociedade capacitados para um emprego e, assim, poderem sustentar suas famílias”.

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Com a colaboração, o Senai disponibiliza sua unidade móvel e os profissionais. “Esta parceria é muito importante para o desenvolvimento profissional das PPLs ou mesmo as pessoas egressas do sistema, pois a capacitação feita pelo Senai abre oportunidade de recolocação no mercado de trabalho, auxiliando também na diminuição da reincidência ao sistema penal e efetiva reinclusão social após o cumprimento da pena”, destaca o coordenador de Educação do Sesi e Senai em Guarapuava, Marcos Maria.

A coordenadora do Complexo Social de Guarapuava, Andrea Cristiane da Silva, afirma que a estrutura assume papel fundamental no suporte às PPLs e avança mais um passo em direção a sua missão, que é proporcionar e executar estratégias que promovam a reintegração social através do trabalho. “Estamos felizes com essa conquista. Este curso não tem custo e está sendo aplicado de maneira presencial, pela qual os alunos assistem aos conteúdos propostos, fazem a leitura de apostilas, debatem sobre os temas apresentados, esclarecem eventuais dúvidas e realizam aulas práticas”, explica.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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