Paraná
Estado convoca 16 novos profissionais do concurso de 2021 e reforça gestão ambiental
O Governo do Estado divulgou nesta sexta-feira (19), por meio do , uma nova lista de candidatos aprovados no concurso de 2021 do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável. Ao todo, 16 pessoas foram convocadas nesta segunda chamada, entre engenheiros florestais (4), engenheiros agrônomos (2), engenheiros civis (5), técnicos de manejo e meio ambiente (3), sociólogo (1) e biólogo (1).
Eles integrarão as regionais do IAT de Cascavel, Curitiba, Jacarezinho, Paranavaí, Pato Branco e Toledo. A contratação se dará através da Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap). A data para a apresentação da documentação necessária ainda será divulgada.
“É um avanço importante para atender as grandes demandas da população, em especial do setor produtivo. Eles vão atuar em relação ao licenciamento, monitoramento, fiscalização e outorga de uso da água, entre outras áreas”, afirmou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
O IAT é um órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e responsável por proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental paranaense, buscando melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável com a participação da sociedade.
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CONCURSO – O processo seletivo contou originalmente com 12.555 inscritos, que fizeram as provas em Cascavel, Curitiba e Maringá no dia 1º de agosto de 2021. Na ocasião, 130 pessoas foram chamadas: técnicos de manejo e meio ambiente (26), engenheiros químicos (19), engenheiros florestais (16), engenheiros agrônomos (20), geólogos (8), biólogos (8), químicos (5), engenheiros civis (17), sociólogos (1), geógrafos (3), engenheiros cartográficos (4), arquitetos (2) e médico veterinário (1).
O IAT tem uma defasagem de pessoal por conta de diversos motivos, como aposentadoria e falecimento. “Teremos um apoio e suporte ainda maior com esse pessoal novo que está chegando para ajudar no dia a dia do instituto”, reforçou Souza.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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