Paraná
Polícia Militar resgata 76 aves nativas e prende seis pessoas por crimes ambientais na RMC
O resgate de 76 aves nativas mantidas em cativeiros, a prisão de seis pessoas, 17 autos de infração ambiental e R$ 353 mil em multas são os principais resultados da segunda etapa da Operação Voo da Águia, realizada pelo Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb-FV) para combater crimes ambientais na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A operação aconteceu entre o domingo e terça-feira (07 a 09).
Durante a ação, os militares estaduais do BPAmb-FV, com apoio de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), embargaram uma serraria, apreenderam duas armas de fogo, 45 cartuchos deflagrados, chumbo, pólvora e espoletas para recarga. Também foram localizados um gambá e dois sabiás abatidos.
PRIMEIRA ETAPA – Na primeira etapa da Operação Voo da Águia, realizada de 01 a 05 de maio, a Polícia Militar prendeu sete pessoas por diversos crimes ambientais e apreendeu 472 quilos de carvão vegetal, 126 toras de pinheiro araucária, seis pássaros silvestres, quatro espingardas e um revólver. Foram aplicados 22 autos de infração ambiental que totalizaram mais de R$ 600 mil em multas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Audiência final do PDUI-RMC consolida etapa histórica do planejamento metropolitano
O Governo do Estado do Paraná, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), promoveu nesta quinta-feira (11), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, a audiência pública final do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (PDUI-RMC). O encontro marcou o encerramento do ciclo participativo de um dos mais amplos processos de planejamento metropolitano já realizados no Paraná e reuniu autoridades, técnicos, instituições parceiras, representantes de municípios e moradores da região.
O evento apresentou publicamente o Produto 9, que consolida o Caderno Síntese, o Plano de Ação e o Sistema de Acompanhamento e Monitoramento — documentos que reúnem três anos de estudos, diagnósticos, oficinas, debates setoriais e consultas públicas com os municípios da RMC.
O diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, abriu o encontro destacando a importância histórica da finalização desta etapa do PDUI e o compromisso da agência com a gestão interfederativa. Agradeceu a presença das autoridades e lembrou o longo percurso até este momento, marcado por desafios técnicos, administrativos e institucionais.
“Estamos concluindo um trabalho construído coletivamente por todos que compõem a Região Metropolitana de Curitiba. As cidades são organismos vivos, e este plano nos oferece um horizonte real, estruturado e consistente para avançarmos. Nada disso seria possível sem o esforço conjunto das equipes municipais, estaduais e do consórcio técnico”, afirmou.
Santos destacou ainda o fortalecimento da Amep ao longo do processo — ampliou significativamente seu quadro técnico, criou novas diretorias, reorganizou fluxos internos e passou a atuar de forma integrada em todas as regiões metropolitanas do Paraná.
Para ele, essa maturidade institucional é essencial para a implantação da governança interfederativa prevista no Estatuto da Metrópole. “É para melhorar a vida das pessoas que realizamos este trabalho. A integração entre municípios e Estado será fundamental para implementar o plano e transformar propostas em ações concretas”.
A diversidade de participantes reforçou o caráter multissetorial do PDUI, que exige a articulação entre diversas áreas da gestão pública como habitação de interesse social, mobilidade, meio ambiente, saneamento, desenvolvimento econômico, uso do solo e políticas sociais.
FUTURO DA RMC – Durante a audiência, a equipe do Consórcio URBTEC™–Technum apresentou uma síntese abrangente do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos. A elaboração do plano contou com mais de 455 eventos, incluindo audiências públicas, oficinas comunitárias e reuniões setoriais; foram realizadas 36 oficinas técnicas com equipes municipais; 14 seminários de planejamento; quase 400 reuniões de alinhamento entre consórcio, Amep e municípios; e mais de 500 ofícios e comunicações formais, garantindo a rastreabilidade do processo.
O conjunto técnico produzido inclui 62 relatórios, 25 produtos e 31 relatórios de acompanhamento mensal, além da construção participativa das propostas para as cinco Funções Públicas de Interesse Comum (FPICs); da definição do Macrozoneamento Metropolitano; a proposta de criação das Áreas de Interesse Metropolitano para orientar políticas supramunicipais; a proposta do novo Núcleo Urbano Central – NUC da RMC, além de um novo modelo de governança interfederativa alinhado ao Estatuto da Metrópole.
Também foram apresentados o Plano de Ação, com 17 diretrizes, mais de 70 programas e mais de 100 ações, e o Sistema de Acompanhamento e Monitoramento (SAM), estruturado com indicadores de monitoramento e de impacto e alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Na audiência também foram apresentados mapas, cenários, recortes territoriais, dados socioeconômicos e parâmetros de planejamento urbano que orientarão a integração entre políticas municipais e estaduais nos próximos anos.
O coordenador-geral do PDUI e representante do consórcio, Gustavo Taniguchi, ressaltou o caráter humano do plano e sua importância para o futuro metropolitano. “Os planos não mudam os territórios. Quem muda os territórios são as pessoas. O propósito do PDUI é muito maior do que qualquer ego, do que qualquer limite territorial, do que qualquer pretensão. O propósito do PDUI é o futuro da Região Metropolitana de Curitiba”, afirmou.
Ele também reconheceu o esforço conjunto de técnicos da Amep, equipes municipais e entidades parceiras. “Foram anos de trabalho intenso, com profunda dedicação técnica e articulação institucional. Este plano é o resultado de uma construção verdadeiramente coletiva”.
PROCESSO PARTICIPATIVO – A audiência abriu espaço para manifestações públicas. Representantes de comunidades, instituições e lideranças apresentaram contribuições sobre regularização fundiária; fortalecimento da mobilidade metropolitana, incluindo propostas ferroviárias; proteção de mananciais e áreas ambientais estratégicas; expansão de infraestrutura e saneamento; e integração entre planejamento urbano e políticas sociais. Todas as falas serão sistematizadas e incorporadas ao relatório final da audiência, que será publicado em janeiro de 2026.
Durante a audiência, a equipe técnica também reforçou que todos os produtos do PDUI-RMC estão disponíveis para consulta pública no site oficial do plano, onde é possível acessar relatórios, mapas, diagnósticos e demais materiais apresentados ao longo do processo. O público foi informado de que contribuições adicionais podem ser enviadas diretamente pela plataforma, permitindo que moradores, instituições e gestores continuem participando de forma remota mesmo após o encerramento da audiência.
Com o encerramento dessa etapa, o PDUI-RMC segue para a fase de pactuação interfederativa com os municípios, que engloba a análise do recorte territorial metropolitano; a estruturação do Conselho Deliberativo; a criação das Câmaras Técnicas setoriais; a proposta de criação do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano; e a aprovação do PDUI na forma de Lei Estadual. A implementação dependerá de cooperação contínua entre Estado, municípios e sociedade civil, em um processo adequado ao caráter dinâmico das cidades e da metrópole.
PRESENÇAS – Também participaram da audiência o secretário de Estado da Administração e Previdência, Luizão Goulart; a promotora de Justiça Aline Bilek Bahr, representando o Ministério Público do Paraná; a prefeita de Rio Branco do Sul, Karime Fayad; o prefeito de Tunas do Paraná, Marco Baldão; o secretário de Assuntos Metropolitanos de Curitiba, Thiago Bonagura; o representante do IPPUC, Thomáz Ramalho; além de secretários municipais de Desenvolvimento Urbano, lideranças comunitárias, representantes de universidades, conselhos profissionais, Sebrae, Fiep, e organizações sociais envolvidas ao longo do processo.
Fonte: Governo PR
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