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Brasil

Polícia Federal inaugura delegacia em Patos (PB) para ampliar serviços e reforçar segurança

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Patos (PB), 24/4/2026 – A Polícia Federal (PF) inaugurou, nesta sexta-feira (24), uma nova delegacia em Patos (PB). A estrutura amplia a prestação de serviços à população e reforça a repressão qualificada à criminalidade na região. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, participaram da inauguração.

A nova unidade abriga o Núcleo de Polícia Administrativa e setores de planejamento e inteligência. Conta com auditório para treinamentos e centro de treinamento com espaço para atividades físicas. No atendimento ao público, a recepção conta com controle de acesso por biometria e reconhecimento facial, além de sistema de monitoramento por CFTV. O espaço oferece serviços como emissão de passaporte, controle migratório, fiscalização de segurança privada e produtos controlados.

As áreas internas incluem gabinetes de investigação e setores administrativos, com espaços destinados a inquéritos, oitivas e formalizações. Há também salas de interrogatório que oferecem sigilo e segurança necessários às investigações. Na parte de apoio, há alojamentos, copa e áreas de suporte para as equipes.

Infográfico. Divulgação/PF
Infográfico. Divulgação/PF
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A solenidade contou ainda com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues; da diretora de ensino da Academia Nacional de Polícia, Christiane Correa Machado; do superintendente da Polícia Federal na Paraíba, Carlos Henrique Oliveira de Sousa; e do chefe da Delegacia de Patos, José Augusto de Lima Neto.

Inovação e sustentabilidade

O espaço conta com usina fotovoltaica, que garante 100% da demanda energética da unidade. A delegacia conta com sistema no-break, subestação de energia, gerador, cabeamento estruturado, elevador automotivo e sistema de prevenção e combate a incêndio. A usina fotovoltaica supre integralmente a demanda energética, reforçando o compromisso com eficiência e sustentabilidade.

A unidade foi implantada em um terreno de 4.860,50 m² e possui 1.535,70 m² de área construída, incluindo um edifício principal de 1.265,50 m², além de guarita, área de descanso, setor elétrico e auditório.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Planta carnívora rara reaparece após 80 anos

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Pesquisadores registraram pela primeira vez no Nordeste brasileiro a Utricularia warmingii, uma espécie rara de planta carnívora aquática. Sem ser vista há mais de 80 anos, a planta foi encontrada em uma área alagada conhecida como Lagoa do Bode, no município de Campo Maior (PI). O achado de 2023 foi incluído em uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Kew Bulletin, um dos principais periódicos da área.

O estudo foi liderado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com a participação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Para o pesquisador da UFPI e líder da pesquisa, Francisco Ernandes Leite, o registro da planta carnívora no estado acende um alerta para a proteção das áreas úmidas. “Essa descoberta mostra que a espécie vive e sobrevive em regiões em que nunca haviam sido vistas e prova que podemos encontrá-la em tantos outros lugares”, afirma.

Leite explica que planta tem, geralmente, uma única flor branca, com centro amarelado e uma mancha amarela avermelhada. “Ela não tem raízes verdadeiras, então tem vida livre, se deslocando pela água. O que mais chama a atenção é que ela tem pequenas estruturas chamadas utrículos, que funcionam como armadilhas muito rápidas, capazes de capturar micro-organismos, como microcrustáceos, larvas de mosquitos, para alimentá-la”, explica o biólogo botânico.

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Ainda que possa ser encontrada em alguns países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, os registros da espécie são raros e espaçados. No Brasil, ela já foi vista no Pantanal e em áreas do Sudeste, mas algumas dessas populações podem ter desaparecido ao longo do tempo.

Em São Paulo (SP), por exemplo, a planta carnívora foi encontrada pela última vez em 1939, o que sugere uma possível extinção local. “O fato de ela não existir mais nessas áreas, que eram os únicos pontos onde a gente tinha a ocorrência conhecida na Mata Atlântica, nos leva a sugerir potencialmente que essa espécie pode estar extinta no bioma, justamente por conta das transformações no habitat”, afirma o pesquisador do INMA e colaborador no estudo Paulo Gonella.

No Brasil, os registros indicam que as populações da espécie estão separadas por grandes distâncias e ocupam cerca de 36 km². A recente descoberta fez com que os especialistas reavaliassem o risco de extinção da planta, que agora passa a ser classificada como Em Perigo. “Espécies como Utricularia warmingii podem ter distribuição geográfica ampla no mapa, mas na prática ocupam apenas pequenos fragmentos de habitat. Isso as torna especialmente vulneráveis à perda de áreas úmidas”, explica Gonella.

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Isso ocorre porque as lagoas rasas e áreas alagadas temporárias onde a espécie ocorre estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Essas áreas são ameaçadas especialmente por mudança no regime de cheias, expansão agropecuária, uso de fertilizantes, introdução de espécies invasoras e alteração na paisagem.

A soma desses cenários leva a redução das chances de recolonização natural, caso a população desapareça, aumentando o risco de extinção regional. “Esse caso também mostra como ainda conhecemos pouco a flora de várias regiões do país. Áreas como o interior do Nordeste permanecem sub amostradas, e novos estudos podem revelar espécies raras ou populações ainda desconhecidas”, finaliza o pesquisador do instituto.

Além da UFPI e do INMA, também colaboraram na pesquisa a Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade estadual do Piauí (Uespi) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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