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Brasil

Polícia Federal deflagra Operação Sáfaro II contra grupo suspeito de envio ilegal de migrantes

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Minas Gerais, 11/02/2026 – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (11), a Operação Sáfaro II para desarticular um grupo criminoso especializado no envio ilegal de migrantes ao exterior com finalidade lucrativa. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão — quatro em Governador Valadares (MG) e dois em São Paulo (SP) – e houve o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 164 mil.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reforça que a migração irregular expõe pessoas a riscos como violência, exploração, tráfico de pessoas e outras violações de direitos e pode gerar prejuízos financeiros. A orientação é que quem deseja migrar busque informações nas representações consulares e nos canais oficiais dos países de destino, evitando intermediários e promessas de facilitação ilegal.

As investigações começaram a partir da análise do material apreendido na primeira fase da Operação Sáfaro, deflagrada em 23 de agosto de 2024, também em Governador Valadares. Na ocasião, a PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de contrabando de migrantes que atuavam na região.

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Na primeira etapa, a PF identificou cinco investigados que atuavam de forma associada e reiterada. Eles promoviam migração ilegal e enviavam crianças e adolescentes ao exterior sem cumprir as exigências legais. À época, o grupo teria enviado cerca de 370 pessoas ilegalmente para os Estados Unidos (EUA).

Com o avanço das apurações, a PF identificou outros integrantes do esquema. Eles organizavam a logística das viagens, orientavam os migrantes durante o trajeto no exterior e forneciam documentos para simular condição de turista no desembarque em aeroportos estrangeiros.

A investigação também apontou o uso de uma casa lotérica em Governador Valadares para receber os pagamentos feitos pelas vítimas.
Os investigados poderão responder por promoção de migração ilegal, ameaça e outros crimes que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

Denuncie

Denúncias de tráfico de pessoas e de outras violações de direitos humanos podem ser feitas de forma gratuita e anônima pelo Disque 100, disponível 24 horas, todos os dias da semana.

Para denunciar violência contra mulheres e meninas, ligue 180.

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Quem estiver no exterior deve procurar a Embaixada ou o Consulado do Brasil no país onde se encontra. Fora do horário comercial, é possível acionar o Plantão Consular do Itamaraty pelo telefone +55 (61) 98260-0610.

A denúncia também pode ser feita pelo Comunica PF.

*Com informações da Polícia Federal.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Dia Mundial de Luta contra a Malária reforça prevenção e avanços no Brasil

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O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados por Plasmodium falciparum, forma mais grave da enfermidade, além de diminuição de 28% nos óbitos.

Os resultados positivos ganham ainda mais relevância neste 25 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, a mobilização reforça a importância da prevenção, do diagnóstico oportuno e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades no combate à doença.

Como reconhecimento aos avanços obtidos nos territórios prioritários, o Ministério da Saúde entregou, durante a 18ª ExpoEpi, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. A iniciativa valoriza experiências exitosas, fortalece a vigilância em saúde e incentiva novos resultados rumo à eliminação da doença no país.

Outra medida estratégica foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março de 2026, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

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“A eliminação da malária exige vigilância permanente, inovação e compromisso coletivo. O Brasil tem avançado de forma consistente, mas seguimos mobilizados para ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento oportuno e às ações de prevenção, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

Prevenção, diagnóstico e cuidado contra a malária

A maior parte dos casos registrados concentra-se na região amazônica, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite também podem ocorrer. Em casos graves, a doença pode provocar convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade respiratória e choque. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de agravamento, especialmente nas infecções por Plasmodium falciparum.

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A malária tem cura e o tratamento é simples, eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos. Casos graves devem ser hospitalizados imediatamente. O diagnóstico oportuno, seguido do início rápido do tratamento adequado, é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações e mortes.

As medidas de prevenção individual incluem o uso de mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas, telas em portas e janelas e aplicação de repelentes. Já entre as ações coletivas estão a borrifação residual intradomiciliar, a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, pequenas obras de saneamento, drenagem de criadouros, limpeza de áreas alagadas e melhoria das condições de moradia e trabalho.

Conheça a campanha de combate à malária e entenda como reduzir os riscos de transmissão

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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