Connect with us


Brasil

Fórum internacional debate segurança das mulheres no turismo

Publicado em

O Ministério do Turismo promove, na próxima semana, dentro da programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), o painel “Segurança Turística da Mulher”. A mesa vai debater como boas políticas públicas podem ajudar o público feminino a viajar mais.

O debate acontece às 14h30 do dia 3 de junho, primeiro dia de programação.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, garantir que as mulheres possam circular com confiança é prioridade para o desenvolvimento do setor. “O turismo brasileiro precisa ser um ambiente de acolhimento. Nosso desafio é preparar destinos para que mulheres possam viajar com autonomia, acesso à informação e liberdade”, afirmou.

– Confira a programação aqui
– As inscrições podem ser feitas neste link

O Fórum, organizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo, vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater liderança, empreendedorismo, diversidade e inclusão, direitos das mulheres, entre outros temas.

Um dos destaques do painel será a apresentação da pesquisa que deu origem ao “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO. O estudo ouviu mais de 2.700 brasileiras e revelou como questões relacionadas à segurança impactam diretamente a experiência turística feminina.

Leia mais:  Roda de conversa reforça parceria entre UNESCO e Ministério do Turismo ao apontar estratégias para integrar Geoparques

Entre os principais dados levantados, estão:

– 94% das entrevistadas afirmaram já ter realizado pelo menos uma viagem sozinhas;
– 72% disseram sentir mais liberdade e autonomia ao viajar dessa forma;
– 83% organizam as próprias viagens, incluindo hospedagem, passeios e deslocamentos;
– 78% pesquisam previamente informações sobre os destinos antes de viajar;
– mais de 80% consideram importante que hotéis, bares, restaurantes e receptivos estejam preparados para acolher mulheres viajantes.

Painelistas confirmadas

Responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento do guia, a jornalista e consultora UNESCO/MTur Anelise Zanoni participará do debate trazendo reflexões sobre os comportamentos, escolhas e expectativas das mulheres durante viagens. “Segurança não é apenas ausência de risco. É condição para que mais mulheres possam viajar com liberdade e confiança”, destacou.

O painel também contará com a participação da primeira-dama do Estado da Paraíba, Camila Mariz, que abordará o papel dos estados e dos territórios na construção de destinos mais acolhedores para mulheres, e da coronel Jousilene de Sales Tavares, especialista em gestão estratégica e operações, que discutirá prevenção, gestão de risco e preparação de áreas turísticas para grandes eventos internacionais.

Leia mais:  Brasil e União Europeia ampliam parceria em energia e minerais críticos em reunião no MME

A mediação será da coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira. Os debates abordarão eixos como prevenção ao assédio, redes de suporte ao público feminino em estabelecimentos comerciais e a infraestrutura das cidades-sede para receber as torcedoras e turistas durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.

Serviço

– Painel: Segurança Turística da Mulher
– Data: 3 de junho de 2026
– Horário: 14h30
– Local: Centro de Convenções de João Pessoa
– Endereço: Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco, João Pessoa (PB)
– Programação: confira aqui.
* Inscrições: neste link.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook

Brasil

Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

Published

on

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

Leia mais:  Última chance para estados e municípios participarem do projeto Mais Médicos Especialistas

A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

Leia mais:  Ministro da Saúde inaugura nova enfermaria no Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) e amplia em 90 as internações mensais

O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262