Connect with us


Paraná

PMPR participou de projeto-piloto com pessoas em situação de rua em Curitiba

Publicado em

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) concluiu o plano-piloto da Operação Recomeço, iniciativa inédita que reuniu forças de segurança e órgãos da Prefeitura de Curitiba para transformar a realidade de pessoas em situação de rua. O projeto, coordenado pelo 1º Comando Regional de Polícia Militar (1º CRPM) e acompanhando pelo Ministério Público do Estado, teve duração de 30 dias e promoveu acolhimento social, encaminhamentos de saúde e revitalização de espaços públicos

Realizada duas vezes por semana, a operação atuou em pontos estratégicos da cidade, como a Praça Tiradentes, Mercado Municipal, Jardim Botânico e região do Rebouças. Além da PMPR, participaram a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Penal do Paraná (PPPR), Guarda Municipal, Fundação de Ação Social (FAS) e as secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo.

Ao longo do período, 1,1 mil pessoas foram impactadas, das quais 103 foram encaminhadas para acolhimento na Casa de Passagem Padre Pio. Também foram identificados 72 indivíduos com documentação ausente ou irregular. Houve ainda cinco encaminhamentos hospitalares, quatro regularizações de monitoramento eletrônico, localização de três pessoas desaparecidas, bem como a revitalização de novo espaços públicos. Além da ressocialização, as equipes cumpriram 10 mandados de prisão.  

Leia mais:  Teatro Guaíra oferece curso gratuito de técnicas corporais para artistas do movimento

“A ação integrada possibilitou o atendimento social e a redução da presença de pessoas em situação de rua nas áreas centrais. Mais do que policiamento ostensivo, a operação representa a união das instituições para mostrar que é possível oferecer um recomeço a quem mais precisa”, enfatizou o subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Henrique Semmer. 

O comandante do 1º CRPM, coronel Marcelo Roke Fávero, destacou que o trabalho marca um novo modelo de atuação. “Desde o planejamento, nosso objetivo foi apoiar os órgãos de assistência social, oferecendo dignidade e a chance de iniciar um novo caminho”, afirmou. 

A partir dos resultados, os dados servirão de base para avaliar a continuidade e o aperfeiçoamento da iniciativa, reforçando o compromisso da corporação em atuar de forma integrada e humanizada no atendimento à população em situação de rua.

A Prefeitura conta com 33 unidades de acolhimento, das quais 19 são voltadas exclusivamente para a população em situação de rua. O serviço de abordagem social em Curitiba funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e atende às solicitações feitas pela população por meio da Central 156 (telefone, site ou app Curitiba 156). Durante as noites, o trabalho também acontece por busca ativa, especialmente entre 18h e 1h, para garantir que mais pessoas estejam acolhidas antes da madrugada, quando as temperaturas costumam ser mais baixas.

Leia mais:  Do Paraná a Iowa: estudantes da rede pública vivem intercâmbio agrícola nos EUA

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

Published

on

O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

Leia mais:  Teatro Guaíra oferece curso gratuito de técnicas corporais para artistas do movimento

De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

Leia mais:  Do Paraná a Iowa: estudantes da rede pública vivem intercâmbio agrícola nos EUA

Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262