Paraná
PMPR orienta veranistas e donos de imóveis a prevenir furtos e roubos no Carnaval
Com o aumento do fluxo de turistas e da ocupação de imóveis de veraneio durante o Carnaval, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) reforçou um conjunto de orientações para prevenir furtos, arrombamentos e outros crimes no Litoral do estado. As recomendações envolvem cuidados com residências, veículos, pertences pessoais e meios de pagamento, e integram as ações do policiamento ampliado empregado na temporada.
Conforme o major Anderson Couto de Moraes, coordenador operacional da PMPR no Verão Maior, a prevenção individual faz diferença nos resultados das operações. “O policiamento está reforçado, mas a atitude preventiva do cidadão é fundamental para reduzir oportunidades de crime e garantir um período mais seguro para todos”, afirma.
Quem possui casa de veraneio ou alugou imóvel deve manter os mesmos padrões de segurança adotados na residência principal. “A recomendação é redobrar a atenção sempre que o imóvel ficar vazio, mesmo por curtos períodos”, completa o coordenador.
Entre as principais orientações para residências, a PMPR destaca:
- Manter portas, portões e janelas sempre trancados;
- Não deixar objetos de valor visíveis do lado externo;
- Evitar deixar itens que possam facilitar arrombamentos;
- Não sair e deixar janelas abertas para ventilação;
- Se possível, sempre priorizar imóveis que contenham alarmes ou câmeras.
No deslocamento até a praia, a corporação recomenda que, sempre que possível, o trajeto seja feito a pé, para evitar congestionamentos e reduzir riscos de ocorrências. Para quem for utilizar veículo, os cuidados também devem ser reforçados.
Desta forma, as orientações são:
- Conferir o travamento de portas e janelas do carro;
- Não deixar bolsas, celulares, mochilas e carteiras à vista;
- Estacionar apenas em locais permitidos;
- Não parar na contramão, em fila dupla ou bloqueando acessos.
Ao longo da orla, a PMPR mantém módulos móveis de atendimento ao cidadão. Nesses pontos, é possível buscar orientações, repassar informações e solicitar apoio. Também são distribuídas pulseiras de identificação para crianças e idosos, para facilitar a localização em caso de desencontro com familiares.
Na faixa de areia, a recomendação é de que os banhistas não deixem pertences sem vigilância. A orientação é de que integrantes do grupo se revezem no guarda-sol ou na barraca para cuidar dos objetos pessoais.
A corporação também alerta para atenção redobrada em pagamentos feitos na praia e em comércios da orla. Antes de concluir compras com cartão ou PIX, o consumidor deve conferir o valor digitado na máquina ou no celular para evitar erros e prejuízos.
DENÚNCIAS – Em caso de furto ou roubo, a PM orienta que o cidadão acione o telefone 190 ou utilize o aplicativo 190 PR. O registro do boletim de ocorrência é recomendado para auxiliar a análise criminal. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181. Viaturas e equipes posicionadas na orla também podem ser acionadas diretamente pela população.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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