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Plataformas digitais do Estado garantem alto desempenho dos alunos no Enem e vestibulares

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O desempenho dos estudantes da rede estadual do Paraná em exames de larga escala tem sido destaque, e as aliadas nesse resultado são as plataformas Redação Paraná e Enem Paraná, ambientes digitais criados para fortalecer a produção textual e preparar os alunos para avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares.

Essas plataformas integram recursos pedagógicos e tecnológicos da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) para apoiar o ensino da Língua Portuguesa e a preparação dos estudantes para avaliações externas, contribuindo para o alto desempenho dos alunos. 

Um exemplo é a estudante Alana Becker, do Colégio Cívico-Militar Novo Horizonte, de Toledo, que alcançou 920 pontos na redação do Enem, ficou em 1º lugar em Biologia na UTFPR e garantiu também o 4º lugar na Unioeste, no mesmo curso. Para Alana, com a prática constante na Redação Paraná foi possível ver como melhorar a escrita para alcançar seus objetivos.

“Tínhamos um conjunto de cinco ou seis redações por trimestre na plataforma, não eram todas de forma dissertativa argumentativa, também tinha artigos de opinião e outras formas de textos. O nosso professor sempre dava devolutivas e analisava conteúdo por conteúdo, para que assim nós pudéssemos realmente crescer e melhorar”, conta.

Uma demonstração do impacto positivo do uso das ferramentas foi o Vestibular 2026 da Universidade Federal do Paraná (UFPR): os alunos da rede estadual compuseram 48% dos aprovados. São 2.083 calouros provenientes da rede estadual de ensino.

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As ferramentas digitais fazem parte da política de fortalecimento da aprendizagem na rede, conforme enfatiza o secretário estadual da educação, Roni Miranda. “As plataformas ampliam oportunidades, porque levam tecnologia educacional de qualidade a todos os estudantes. São recursos que estimulam a prática, dão autonomia e contribuem diretamente para que nossos alunos cheguem mais preparados aos grandes exames”, afirma.

PARA OS DOCENTES – Além de apoiar os estudantes, essas ferramentas educacionais também oferecem suporte direto aos docentes, com relatórios e indicadores que facilitam o acompanhamento individual e coletivo do desempenho das turmas, ampliando as possibilidades de intervenção pedagógica.

O professor de Língua Portuguesa João Vitor Correia, que acompanhou Alana Becker, destaca que o projeto também fortalece o trabalho em sala de aula. “Os alunos que produziram com mais frequência tiveram um desempenho melhor. Vejo que a plataforma pode auxiliar bastante os professores, pois é uma forma de entrar em contato com os alunos”, explica.

O caso de Alana se soma a um número crescente de estudantes da rede estadual que vêm alcançando ótimas notas na redação do Enem, evidenciando que o investimento em recursos digitais e em práticas de escrita orientada tem refletido diretamente nos resultados acadêmicos e nas oportunidades de acesso ao ensino superior.

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Para a especialista em Recursos Educacionais Digitais da Seed-PR, Lorena Pantaleão, responsável pela coordenação de educação digital, os resultados positivos dos estudantes simbolizam um movimento maior, a importância de unir inovações tecnológicas e a educação. “Tecnologia e pedagogia juntas favorecem metodologias mais eficazes, feedbacks rápidos e maior autonomia dos estudantes na preparação para avaliações nacionais”.

SUPORTE AO APRENDIZADO – A Redação Paraná utiliza inteligência artificial para analisar as produções textuais dos alunos, avaliando critérios como coesão, coerência, gramática e argumentação, além de oferecer devolutivas personalizadas em tempo real, com disponibilização de propostas específicas seguindo o modelo utilizado no Enem.

Já a plataforma Enem Paraná amplia a preparação dos estudantes ao oferecer simulados, trilhas de estudo e conteúdos alinhados à matriz de referência do Exame Nacional do Ensino Médio. O ambiente digital permite que os alunos acompanhem o próprio desempenho, identifiquem áreas que precisam de reforço e desenvolvam uma rotina de estudos mais estratégica, aproximando a experiência de aprendizagem da realidade das provas e fortalecendo a confiança para os processos seletivos.

REDE – A rede estadual de educação do Paraná reúne quase 1 milhão de estudantes do Ensino Fundamental (anos finais), Ensino Médio e Ensino Técnico Profissionalizante. Os alunos estão distribuídos em aproximadamente 2,1 mil escolas regulares e especiais, presentes em todos os municípios do Estado.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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