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Plantio do milho verão 2025/26 avança no Centro-Sul e atinge 54,3% da área estimada

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Plantio de milho supera média dos últimos cinco anos

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, o plantio da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil atingiu 54,3% da área estimada, que é de 3,603 milhões de hectares, até a última sexta-feira (17). O resultado indica avanço em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice era de 51,9%, e também supera a média dos últimos cinco anos, de 53,3%.

Região Sul concentra maior ritmo de semeadura

O levantamento mostra que os estados do Sul seguem na liderança da semeadura. O Paraná já plantou 93,4% da área prevista de 531 mil hectares, enquanto o Rio Grande do Sul atingiu 89,1% dos 946 mil hectares estimados. Em Santa Catarina, o avanço chega a 80,6% da área total de 590 mil hectares, consolidando a região como a mais adiantada do País.

Centro-Oeste e Sudeste iniciam trabalhos em ritmo mais lento

Nas demais regiões, o plantio segue em ritmo mais moderado. Em São Paulo, 12,3% da área estimada de 298 mil hectares já foi semeada. Em Minas Gerais, o avanço é de 11,3% dos 869 mil hectares, e em Goiás e no Distrito Federal, o índice chega a 2,7% da área de 296 mil hectares.

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O Mato Grosso ainda apresenta ritmo inicial, com 0,7% dos 11 mil hectares plantados, enquanto no Mato Grosso do Sul, onde a área projetada é de 30 mil hectares, o cultivo ainda não começou.

Safra mantém bom desempenho em relação ao ano anterior

O desempenho atual reforça uma tendência de avanço consistente da semeadura no Centro-Sul, sustentada por boas condições climáticas em grande parte do Sul e início gradual das atividades nas demais regiões. Com o plantio ligeiramente acima da média histórica, as expectativas para a safra de verão 2025/26 permanecem positivas, segundo análise da Safras & Mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e Conab alinham ações para fortalecer armazenagem, estoques públicos e abastecimento

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Nesta quinta-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tratar de temas estratégicos relacionados à política agrícola e ao abastecimento nacional. Entre os assuntos debatidos estiveram a modernização e ampliação da capacidade de armazenagem, a formação de estoques públicos, o acompanhamento da safra de grãos e instrumentos de apoio à comercialização e à segurança alimentar.

Durante o encontro, o ministro destacou o papel estratégico da Conab na formulação e execução das políticas públicas para o setor agropecuário. “A Conab continua sendo a principal responsável pelos levantamentos de safra, custos de produção, estoques públicos e perspectivas para a agropecuária, informações que servem de base para a construção das políticas do Ministério”, afirmou André de Paula.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a atuação da Companhia como principal braço operacional do Ministério em ações de subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Segundo ele, a atuação da Conab contribui para reduzir distorções de mercado. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

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O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, destacou a importância do diálogo institucional entre os órgãos do governo federal. “Esse diálogo com o Mapa e com o MDA é fundamental para nós. A construção da política agrícola brasileira se dá de forma conjunta entre os dois ministérios, especialmente na definição dos Planos Safra e nas ações de suporte ao produtor rural”.

Durante a reunião, também foram discutidas ações relacionadas ao Seguro Rural e ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), instrumentos voltados à proteção do produtor rural e ao financiamento de ações estratégicas para a cafeicultura brasileira. 

Outro tema abordado foi a definição dos preços mínimos para a safra de verão. O Mapa e a Conab já trabalham conjuntamente nas discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento que assegura remuneração mínima ao produtor rural em momentos de queda excessiva dos preços de mercado.

A Conab também apresentou informações sobre a capacidade de armazenagem e a gestão dos estoques públicos de alimentos no país. Atualmente, os armazéns da Companhia possuem capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas armazenadas. A Conab também trabalha em ações voltadas à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal.

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Entre as medidas debatidas, esteve a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026. A reunião também tratou da atuação brasileira em operações de ajuda humanitária internacional. A Conab participa da logística e disponibilização de alimentos destinados a ações de cooperação humanitária, incluindo o envio de arroz e leite em pó para apoio à Bolívia e ações de assistência alimentar a Cuba.

A atuação conjunta entre o Mapa e a Conab é considerada estratégica para o monitoramento da produção, do abastecimento e da comercialização de alimentos, contribuindo para a estabilidade dos mercados agropecuários e para a segurança alimentar do país.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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