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Plano Safra 2026/2027 amplia crédito para o agro e reforça papel da ciência e da inovação na modernização do campo

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O Governo do Brasil lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção agropecuária brasileira. O volume representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla recursos para custeio, comercialização e investimentos, além de novas condições de financiamento voltadas à modernização da atividade agrícola, ao aumento da produtividade e à incorporação de tecnologias no campo.  

Entre as medidas destacadas durante a cerimônia está a linha de R$ 10 bilhões para máquinas e equipamentos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a inovação na agropecuária, estimular a renovação do parque de máquinas agrícolas e fortalecer a indústria nacional.  

O novo Plano Safra destina R$ 384,9 bilhões às operações de custeio e comercialização e outros R$ 140,2 bilhões para investimentos. Os recursos poderão ser utilizados em iniciativas como irrigação, armazenagem, construção e ampliação de estruturas produtivas, recuperação de áreas, aquisição de máquinas e implementos agrícolas e incorporação de novas tecnologias ao processo produtivo. Também foram ampliados os recursos destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que passa a contar com R$ 72,6 bilhões para financiamento da produção.  

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, os resultados alcançados pela agropecuária brasileira refletem uma combinação entre investimento público, desenvolvimento científico e decisão política.  

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“Acabamos de participar de mais um anúncio do Plano Safra, esse que é um símbolo dos investimentos que fizeram com que este País fosse um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Isso é ciência, isso é tecnologia, isso é decisão política do presidente Lula.”  

Durante a solenidade, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o objetivo do governo foi ampliar o volume de recursos ao mesmo tempo em que reduziu o custo do financiamento aos produtores. “Esse era o objetivo, aumentar o Plano Safra e reduzir os juros. Menor juros com maior volume de recurso para o Plano Safra.”   

Alckmin também enfatizou que o desempenho recente da agropecuária brasileira está associado a um conjunto de políticas públicas de fortalecimento da infraestrutura logística, da indústria nacional, da abertura de mercados internacionais e da produção de insumos estratégicos, criando condições para ampliar a competitividade do setor e garantir maior segurança para os produtores rurais.  

Ao apresentar o programa, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que o Plano Safra é resultado de uma política pública construída ao longo de décadas e que continua sendo o principal instrumento de financiamento da agricultura brasileira.  

“O Plano Safra faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agricultura nacional. Nesses três anos e meio de governo Lula, abrimos 642 novos mercados internacionais. Fortalecemos a nossa defesa agropecuária. Esses resultados não são por acaso. São fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições.”  

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Segundo o ministro, o fortalecimento da pesquisa agropecuária tem sido uma das bases dessa estratégia. Ele lembrou que o governo triplicou os investimentos destinados à Embrapa, reinseriu a empresa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), autorizou concurso público após 14 anos sem novas contratações e ampliou os investimentos no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Esses resultados são fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições”, disse.  

Ciência e inovação impulsionam a modernização do campo

O destaque dado à ciência, tecnologia e inovação integra o programa Move Brasil para Máquinas e Implementos Agrícolas e busca ampliar o acesso a equipamentos mais modernos, aumentar a produtividade e estimular a inovação na indústria nacional.  

Ao apresentar as medidas do novo Plano Safra, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a atuação conjunta entre a equipe econômica e o MCTI na construção dessa política.  

“Nós vamos tratar de linhas de inovação junto à Finep. Aqui faço um agradecimento à ministra Luciana. Estamos trabalhando nessa linha de 10 bilhões para máquinas e equipamentos.”  

Apesar de não integrar diretamente o Plano Safra, a modalidade de financiamento de máquinas agrícolas do Move Brasil é complementar às políticas de modernização do parque de máquinas do setor agropecuário e alimenta diretamente a capacidade de produção e estabilidade do público contemplado.   

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil

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Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.

Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.

Referências

No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.

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Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.

Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.

Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.

Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.

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No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.

Integração

As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.

Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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