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Planeta Água: museu interativo da Sanepar já recebeu mais de 100 mil pessoas

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O primeiro museu interativo e sensorial do Brasil dedicado à preservação da água está localizado em Curitiba. O Museu do Saneamento da Sanepar – Planeta Água está instalado na estrutura da primeira estação de tratamento de água (ETA) do Paraná. Com o Dia Internacional do Museu, 18 de maio, o local é celebrado por seu papel para a cultura e a educação.

A ETA Tarumã foi inaugurada em 1945 e desativada em 2004. Pelo seu valor histórico, o local se tornou uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) do Município de Curitiba. Inicialmente, a estrutura foi utilizada para a exposição do Museu do Saneamento, inaugurado em 2014 para exibição de peças do acervo técnico e operacional da Companhia e em 2022 foi inaugurada a mostra de longa duração Planeta Água.

O funcionário aposentado da Sanepar, Ivo Darolt, 60 anos, viveu parte dessa história de transformação. Dos seus quase 40 anos de trabalho na Companhia, 11 foram como operador na ETA Tarumã. Ele relembra que na época os processos eram manuais e os boletins escritos à mão. Na memória, além da rotina diária, Ivo guarda as amizades que cultivou. “Tenho boas memórias. Sobrava tempo para amizade com os colegas, comentários, tratar das pescarias. O dia a dia era legal”, conta.

Com o encerramento das atividades da ETA, o espaço foi readequado para receber o museu. “Onde eram os filtros, tem vários escritórios, salas de treinamento, auditório. Do tempo que eu trabalhei, os tanques de produtos químicos estão preservados, na parte de baixo tem as tubulações, isso representa bem o que já foi isso aqui. É bem apropriado por ser a ETA mais antiga ter essas visitações para que as pessoas saibam sobre a história do saneamento no Paraná”, acredita

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“Até chegar na casa das pessoas tem um longo caminho, demanda muito esforço e investimento. É importante ter essa noção para o uso racional da água”, conclui.

PLANETA ÁGUA – Mais de 119 mil pessoas já passaram pelo local desde a inauguração. Só em 2025, quase 47 mil visitantes viram na prática como a ciência, a biologia, a ecologia, a física, a geografia, a história, a química e a matemática se conectam à vida por meio da água.

A terapeuta ocupacional Camila Roncoleta Baptista, de Jundiaí (SP), veio passear em Curitiba com a família e aproveitou para conhecer o museu. “Muito legal, bonito, bem interativo. Foi uma visita bem bacana. Ainda mais com a Ester, ela tem 7 anos e ficou encantada por ser interativo, poder mexer e tocar. É uma experiência sensorial para as crianças bem legal”, afirma.

Para Camila, além da diversão, o conhecimento promovido pelas exposições do Planeta Água traz reflexões sobre a importância da água. “Temos que cuidar. Se não cuidar, pode faltar algum dia”, observa. Conhecer a história do saneamento também mostrou que o tratamento da água é muito mais complexo do que ela imaginava. “Foi bem bacana ver todo o começo, o maquinário, como funcionava antigamente e como é hoje todo o tratamento da água”, acrescenta.

INTERATIVIDADE – A experiência conta com diferentes suportes imersivos e atrações que encantam e promovem reflexões, como a escultura de um esqueleto de uma baleia azul, com 23 metros de comprimento, construída com mais de 40 mil itens de embalagens plásticas. O mapa mundi, com mais de 90 camadas de relevo da Terra e projeções videomapeadas, apresenta assuntos como o deslocamento humano sobre os mares, os lixos nos oceanos e os Rios Voadores da Amazônica.

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Realidade aumentada, holografias, vídeos, sons, fotografias, painéis, esculturas e objetos promovem uma experiência completa sobre a relação da água com a vida e a morte. É possível conhecer a fauna e a flora marinhas em monitores com touch screen e ainda calcular a quantidade de água no seu corpo em uma balança interativa.

SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS – De 18 a 24 de maio acontecerá a 24ª Semana Nacional dos Museus, promovida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio. A edição 2026 traz o tema “Museus: Unindo um Mundo Dividido” com o objetivo de promover a reflexão acerca do papel dos museus em um contexto marcado por desigualdades, conflitos e disputas de narrativas.

O Museu Planeta Água participa da comemoração com uma atividade especial no dia 24, das 14h às 16h, voltada para crianças de 7 a 10 anos. Será realizada uma oficina de recorte e colagem para a produção de cartaz com o tema “Água e Paz: o Direito ao Bem Comum”. O cartaz ficará em exposição no Museu do Saneamento. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pela internet. Acesse o link AQUI.

Serviço:

Entrada gratuita

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h, sendo a última entrada às 16h

Endereço: Av. Victor Ferreira do Amaral, 1760 – Tarumã. Entrada de pedestres

É necessário agendamento no site para visitas em grupo. As visitas individuais ou em pequenos grupos pode ser feita de forma espontânea, sem agendamento. Em caso de lotação, são fornecidas senhas no local.

Fonte: Governo PR

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Paraná fortalece intercâmbios científicos com universidades de excelência

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A cooperação internacional entre a Fundação Araucária e a Universidade Provincial de Kyoto completa dois anos em junho, destacando-se dentro do Programa Ganhando o Mundo da Ciência. Por meio do programa, estudantes e pesquisadores do Paraná vêm desenvolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento no Japão, fortalecendo conexões acadêmicas, científicas e culturais.

Desde o início da parceria com Kyoto, já foram realizadas dez mobilidades acadêmicas entre 2025 e 2026, envolvendo estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O investimento executado pela Fundação Araucária na cooperação com a universidade japonesa ultrapassa R$ 560 mil.

O programa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização promovida pela Fundação Araucária. Somando todas as mobilidades internacionais em andamento pelo Ganhando o Mundo da Ciência, os investimentos da instituição superam R$ 3,5 milhões, contemplando parcerias com universidades e centros de pesquisa do Japão, França, Holanda, Canadá e Austrália. No total, 51 pesquisadores já participaram do programa.

OPORTUNIDADE ÚNICA DE INTERCÂMBIO – O segundo grupo de pesquisadores paranaenses selecionados pelo programa Ganhando o Mundo da Ciência desembarcou em Kyoto entre o fim de março e o início de abril para um período de mobilidade acadêmica que segue até setembro e outubro.

Entre os participantes está a bióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Andressa Guarnieri Canton. Ela desenvolve pesquisa no Department of Agricultural and Life Science da universidade japonesa voltada ao estudo de microbiomas do solo aplicados à agricultura sustentável.

Para ela, a experiência representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e pessoal. “Escolhi o Japão porque já havia conhecido alguns integrantes da Universidade de Kyoto e, quando surgiu a oportunidade, não foi preciso pensar duas vezes. A experiência está sendo muito desafiadora e gratificante”, relatou.

A estudante destaca que a oportunidade proporcionada pelo programa tornou possível um sonho que dificilmente seria realizado sem apoio institucional. “Sem essa oportunidade seria muito difícil conseguir realizar esse sonho. Muitas vezes nos sentimos inseguros e questionamos se vale a pena tentar, mas vale muito a pena”, afirmou.

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Também da Unioeste, o mestrando em Engenharia Química Joacir João Neto Piana realiza pesquisa voltada ao reaproveitamento de resíduos industriais cítricos para obtenção de compostos bioativos com potencial antimicrobiano no Departamento de Ciências dos Alimentos e Nutrição. Segundo ele, a experiência no Japão tem proporcionado não apenas avanços acadêmicos, mas também crescimento pessoal.

“Escolhi o Japão por ser um país que consegue unir modernidade, desenvolvimento científico e tradição cultural de forma muito única. Além disso, é um país reconhecido mundialmente pelos investimentos em pesquisa, inovação e valorização da ciência”, destacou.

Joacir afirma que estudar no Japão era algo distante de sua realidade até a aprovação no programa. “Sinceramente, eu nunca havia imaginado estudar aqui. Até hoje ainda existe um pequeno choque quando percebo que realmente estou vivendo essa experiência”, comentou.

Para o estudante, o contato com novas metodologias e diferentes formas de conduzir pesquisas tem ampliado sua visão sobre a atuação científica. “Mesmo em áreas nas quais já possuímos experiência, é necessário reaprender e se adaptar a novos processos. Isso estimula muito o desenvolvimento técnico e a capacidade de resolução de problemas”, afirmou.

Já o pesquisador Jhonatan Matheus Piaceski Rocha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), faz estágio de pós-doutorado em Kyoto desenvolvendo estudos na área de Síntese Orgânica. A pesquisa investiga o mecanismo de reação da conversão de ácidos carboxílicos protegidos por grupos alcoximetilados em ésteres sob meio alcalino — uma reação inédita, ainda não descrita na literatura científica, descoberta durante as atividades no laboratório da universidade japonesa.

Ele destaca que a experiência internacional tem ampliado sua percepção sobre a ciência e fortalecido possibilidades futuras de cooperação internacional. “O Japão é um país reconhecido mundialmente pela valorização da ciência, da tecnologia e da educação. Poder vivenciar esse ambiente acadêmico e desenvolver pesquisas aqui é algo muito significativo e gratificante para mim”, ressaltou.

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O pesquisador também destaca o impacto da convivência com diferentes culturas científicas. “Observar como outros grupos de pesquisa adaptam técnicas e metodologias às suas necessidades mostra diferentes formas de pensar e conduzir a ciência. Isso amplia nossa visão sobre a pesquisa científica e cria novas possibilidades para o desenvolvimento científico no Brasil”, afirmou.

IMPACTOS POSITIVOS – Segundo o pesquisador e vice-presidente da assessoria internacional da Universidade Provincial de Kyoto, André Cruz, a presença dos bolsistas paranaenses já demonstra resultados positivos para ambas as instituições.

“Esse intercâmbio já está trazendo bons frutos e tende a crescer ainda mais. Esperamos que o trabalho realizado aqui contribua não somente para o Japão, mas também para o Brasil e especialmente para o estado do Paraná, nas diferentes áreas do conhecimento contempladas pelo programa”, completou.

NOVAS OPORTUNIDADES – Além das cooperações já estabelecidas, a Fundação Araucária também negocia novas oportunidades de mobilidade e pesquisa internacional com instituições da Itália, Austrália, Canadá, Paraguai, Argentina, Finlândia, Portugal, Espanha, Alemanha e Moçambique, ampliando a presença da ciência paranaense em centros internacionais de excelência. Novas inscrições serão abertas em breve.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a parceria com Kyoto simboliza o compromisso do Paraná com a formação de pesquisadores preparados para atuar em ambientes globais de inovação e produção científica. Para ele, a ampliação das cooperações internacionais demonstra o protagonismo do Paraná na construção de uma ciência cada vez mais conectada globalmente.

“Estamos expandindo nossas parcerias estratégicas com instituições de diversos países porque acreditamos que o conhecimento se fortalece por meio da colaboração internacional. O Paraná hoje é referência nacional em políticas de internacionalização da ciência”, completou.

Fonte: Governo PR

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