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Internet via satélite garante eficiência nas vistorias da Defesa Civil Estadual

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Uma vistoria realizada em Campina Grande do Sul, nesta sexta-feira (15), marcou o início do uso de equipamentos de internet portátil pelas equipes da Defesa Civil Estadual. A atividade ocorreu no bairro João Paulo II, em uma área de atenção com cerca de 40 moradores, localizada na periferia do município, e foi transmitida ao vivo para o Centro Estadual de Gerenciamento de Risco e Desastre (Cegerd). A conexão permitiu aos técnicos, em Curitiba, a visualização em tempo real das imagens captadas pelo drone e interação com os especialistas no local da análise.

O sistema de internet via satélite garante independência e eficiência às equipes, já que é comum não haver sinal de celular e internet em casos de desastres e situações extremas.

“Este é um grande avanço no nosso trabalho. Conseguimos avaliar o bairro em questão no momento exato em que a nossa equipe fez a vistoria. Dessa maneira temos conhecimento imediato da situação o que abrevia substancialmente o tempo de resposta do Estado em situações de desastre”, destaca o major Anderson Gomes, chefe do Cegerd.

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No início deste mês, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) recebeu 20 equipamentos portáteis de internet, com antena e roteador de wi-fi. Colaboradores da Capital e dos 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) passaram por treinamento para operar o material que está disponível para prestar auxílio aos municípios em todas as regiões. Ao todo, a Defesa Civil também conta com 16 drones e 50 profissionais habilitados para pilotar as aeronaves. Dois técnicos atuam especificamente em forças-tarefas e treinamentos

“Com esses novos aparelhos e os drones, as nossas equipes têm autonomia para atuar em qualquer ponto do Paraná. É comum chegarmos em locais de desastre e não ter energia elétrica nem internet. Agora os operadores de drone, geólogos e engenheiros podem atuar de maneira independente”, diz o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil.

“Após a tragédia de Rio Bonito do Iguaçu, o Estado intensificou investimentos em tecnologia com aquisição de novos drones, aparelhos de conexão de internet para podermos atender a população da melhor maneira possível. Nessa vistoria de hoje pudemos conferir como seria o desempenho dessas ferramentas e atingimos com êxito o nosso objetivo,” comemora Wilson Alves, operador de drone. 

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CAMPINA GRANDE DO SUL – Além da transmissão, a Defesa Civil também mapeou o bairro com ortofotos com resolução em 3D, que foram disponibilizadas à prefeitura para a realização de ações preventivas. “Essa é uma área de atenção monitorada pelo município em razão do risco de deslizamento. A atualização é muito importante porque nos abastece com dados para utilizarmos no nosso Plano de Contingências,” explica Diego Bandeira, diretor de Operações da Defesa Civil em Campina Grande do Sul. 

Este ano a Defesa Civil Estadual, fez realizou vistorias nos municípios de Francisco Beltrão, Campo Magro, Quatro Barras, Manfrinópolis, Saudade do Iguaçu, Prudentópolis, Antônia e Planalto.

Fonte: Governo PR

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Paraná fortalece intercâmbios científicos com universidades de excelência

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A cooperação internacional entre a Fundação Araucária e a Universidade Provincial de Kyoto completa dois anos em junho, destacando-se dentro do Programa Ganhando o Mundo da Ciência. Por meio do programa, estudantes e pesquisadores do Paraná vêm desenvolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento no Japão, fortalecendo conexões acadêmicas, científicas e culturais.

Desde o início da parceria com Kyoto, já foram realizadas dez mobilidades acadêmicas entre 2025 e 2026, envolvendo estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O investimento executado pela Fundação Araucária na cooperação com a universidade japonesa ultrapassa R$ 560 mil.

O programa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização promovida pela Fundação Araucária. Somando todas as mobilidades internacionais em andamento pelo Ganhando o Mundo da Ciência, os investimentos da instituição superam R$ 3,5 milhões, contemplando parcerias com universidades e centros de pesquisa do Japão, França, Holanda, Canadá e Austrália. No total, 51 pesquisadores já participaram do programa.

OPORTUNIDADE ÚNICA DE INTERCÂMBIO – O segundo grupo de pesquisadores paranaenses selecionados pelo programa Ganhando o Mundo da Ciência desembarcou em Kyoto entre o fim de março e o início de abril para um período de mobilidade acadêmica que segue até setembro e outubro.

Entre os participantes está a bióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Andressa Guarnieri Canton. Ela desenvolve pesquisa no Department of Agricultural and Life Science da universidade japonesa voltada ao estudo de microbiomas do solo aplicados à agricultura sustentável.

Para ela, a experiência representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e pessoal. “Escolhi o Japão porque já havia conhecido alguns integrantes da Universidade de Kyoto e, quando surgiu a oportunidade, não foi preciso pensar duas vezes. A experiência está sendo muito desafiadora e gratificante”, relatou.

A estudante destaca que a oportunidade proporcionada pelo programa tornou possível um sonho que dificilmente seria realizado sem apoio institucional. “Sem essa oportunidade seria muito difícil conseguir realizar esse sonho. Muitas vezes nos sentimos inseguros e questionamos se vale a pena tentar, mas vale muito a pena”, afirmou.

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Também da Unioeste, o mestrando em Engenharia Química Joacir João Neto Piana realiza pesquisa voltada ao reaproveitamento de resíduos industriais cítricos para obtenção de compostos bioativos com potencial antimicrobiano no Departamento de Ciências dos Alimentos e Nutrição. Segundo ele, a experiência no Japão tem proporcionado não apenas avanços acadêmicos, mas também crescimento pessoal.

“Escolhi o Japão por ser um país que consegue unir modernidade, desenvolvimento científico e tradição cultural de forma muito única. Além disso, é um país reconhecido mundialmente pelos investimentos em pesquisa, inovação e valorização da ciência”, destacou.

Joacir afirma que estudar no Japão era algo distante de sua realidade até a aprovação no programa. “Sinceramente, eu nunca havia imaginado estudar aqui. Até hoje ainda existe um pequeno choque quando percebo que realmente estou vivendo essa experiência”, comentou.

Para o estudante, o contato com novas metodologias e diferentes formas de conduzir pesquisas tem ampliado sua visão sobre a atuação científica. “Mesmo em áreas nas quais já possuímos experiência, é necessário reaprender e se adaptar a novos processos. Isso estimula muito o desenvolvimento técnico e a capacidade de resolução de problemas”, afirmou.

Já o pesquisador Jhonatan Matheus Piaceski Rocha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), faz estágio de pós-doutorado em Kyoto desenvolvendo estudos na área de Síntese Orgânica. A pesquisa investiga o mecanismo de reação da conversão de ácidos carboxílicos protegidos por grupos alcoximetilados em ésteres sob meio alcalino — uma reação inédita, ainda não descrita na literatura científica, descoberta durante as atividades no laboratório da universidade japonesa.

Ele destaca que a experiência internacional tem ampliado sua percepção sobre a ciência e fortalecido possibilidades futuras de cooperação internacional. “O Japão é um país reconhecido mundialmente pela valorização da ciência, da tecnologia e da educação. Poder vivenciar esse ambiente acadêmico e desenvolver pesquisas aqui é algo muito significativo e gratificante para mim”, ressaltou.

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O pesquisador também destaca o impacto da convivência com diferentes culturas científicas. “Observar como outros grupos de pesquisa adaptam técnicas e metodologias às suas necessidades mostra diferentes formas de pensar e conduzir a ciência. Isso amplia nossa visão sobre a pesquisa científica e cria novas possibilidades para o desenvolvimento científico no Brasil”, afirmou.

IMPACTOS POSITIVOS – Segundo o pesquisador e vice-presidente da assessoria internacional da Universidade Provincial de Kyoto, André Cruz, a presença dos bolsistas paranaenses já demonstra resultados positivos para ambas as instituições.

“Esse intercâmbio já está trazendo bons frutos e tende a crescer ainda mais. Esperamos que o trabalho realizado aqui contribua não somente para o Japão, mas também para o Brasil e especialmente para o estado do Paraná, nas diferentes áreas do conhecimento contempladas pelo programa”, completou.

NOVAS OPORTUNIDADES – Além das cooperações já estabelecidas, a Fundação Araucária também negocia novas oportunidades de mobilidade e pesquisa internacional com instituições da Itália, Austrália, Canadá, Paraguai, Argentina, Finlândia, Portugal, Espanha, Alemanha e Moçambique, ampliando a presença da ciência paranaense em centros internacionais de excelência. Novas inscrições serão abertas em breve.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a parceria com Kyoto simboliza o compromisso do Paraná com a formação de pesquisadores preparados para atuar em ambientes globais de inovação e produção científica. Para ele, a ampliação das cooperações internacionais demonstra o protagonismo do Paraná na construção de uma ciência cada vez mais conectada globalmente.

“Estamos expandindo nossas parcerias estratégicas com instituições de diversos países porque acreditamos que o conhecimento se fortalece por meio da colaboração internacional. O Paraná hoje é referência nacional em políticas de internacionalização da ciência”, completou.

Fonte: Governo PR

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