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Agro

Pitaya ganha força no Brasil e desponta como nova oportunidade no agronegócio

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O cultivo de pitaya no Brasil vive um momento de expansão acelerada e crescente interesse do mercado. Conhecida como “fruta-do-dragão”, a cultura tem ganhado espaço entre produtores e consumidores, impulsionada pelo aumento da produção, pelos benefícios nutricionais e pelas oportunidades de exportação.

Esse cenário será debatido durante o V Simpósio Brasileiro de Pitayas, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de março, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O evento reunirá pesquisadores, produtores e empresários para discutir o avanço da cadeia produtiva da fruta no país e no mercado internacional.

Produção de pitaya cresce rapidamente no Brasil

Dados recentes indicam que a produção brasileira de pitaya apresentou crescimento expressivo nos últimos anos. O volume produzido passou de cerca de 1,5 mil toneladas em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023, com projeções de expansão contínua até 2026.

Esse avanço posiciona o Brasil de forma estratégica na América Latina, ampliando sua presença em um mercado dominado por grandes produtores internacionais, como Vietnã e Colômbia.

O aumento da produção também reflete o interesse crescente de agricultores e investidores na cultura, que combina bom valor de mercado com demanda em expansão.

Benefícios nutricionais impulsionam consumo

Além do visual exótico, a pitaya tem conquistado consumidores por suas propriedades nutricionais.

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A fruta é rica em fibras, vitamina C, ferro e magnésio, nutrientes importantes para a manutenção da saúde. Entre os benefícios associados ao consumo estão:

  • auxílio no processo digestivo
  • fortalecimento do sistema imunológico
  • contribuição para o controle da glicemia
  • ação antioxidante importante para prevenção de doenças crônicas

Com baixo teor calórico e alto valor nutricional, a pitaya também tem ganhado espaço em dietas equilibradas e no mercado de alimentos saudáveis.

Cultivo exige manejo especializado

O cultivo da pitaya apresenta características particulares que exigem manejo técnico adequado. Um dos aspectos mais marcantes da planta é a floração noturna.

As flores se abrem apenas durante a noite e permanecem viáveis por poucas horas, o que exige polinização noturna e acompanhamento cuidadoso do produtor.

Apesar do desafio, essa característica também contribui para o valor agregado da fruta, reforçando sua exclusividade no mercado.

Alternativa de renda para agricultores familiares

De acordo com Dejalmo Nolasco, presidente da APPIBRAS, a cultura deixou de ser vista apenas como uma fruta exótica e passou a representar uma oportunidade concreta de geração de renda.

Segundo ele, o crescimento da produção demonstra que o Brasil possui condições de se tornar um dos principais polos produtores da fruta na América Latina.

Na prática, o impacto econômico já pode ser observado no campo. Muitos agricultores familiares têm adotado o cultivo da pitaya como alternativa produtiva, aproveitando:

  • preços atrativos no mercado
  • boa aceitação entre consumidores
  • possibilidade de produção em áreas menores
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O cultivo, antes limitado a pequenas propriedades, começa a se expandir para polos produtivos organizados, frequentemente com apoio de cooperativas e instituições de pesquisa.

Simpósio nacional debate tecnologia e mercado

O V Simpósio Brasileiro de Pitayas, em Campinas, deverá reunir especialistas de diferentes áreas da cadeia produtiva para discutir o futuro da cultura no país.

Entre os temas previstos no evento estão:

  • avanços tecnológicos no cultivo
  • desafios fitossanitários da cultura
  • estratégias de comercialização
  • oportunidades de exportação
  • fortalecimento da cadeia produtiva

A expectativa é que o encontro contribua para ampliar o conhecimento técnico e estimular a inovação no setor.

Cultura em ascensão no agronegócio brasileiro

Com crescimento consistente da produção, demanda crescente no mercado e forte apelo nutricional, a pitaya se consolida como uma cultura promissora para o agronegócio brasileiro.

O avanço da fruta no país mostra como novas cadeias produtivas podem gerar renda, inovação e oportunidades de mercado, abrindo espaço para que o Brasil amplie sua participação em um segmento agrícola em plena expansão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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