Paraná
Pesquisa com 45 mil profissionais da educação mostra percepções positivas na rede estadual
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, (Seed-PR) ouviu mais de 45 mil profissionais da rede estadual de educação na pesquisa “Fala, Professor!”. A Iniciativa busca compreender as percepções, desafios e sugestões de professores, pedagogos e diretores sobre o cotidiano escolar. A consulta foi realizada em todas as regiões do Estado e reuniu mais de 3 milhões de respostas em diferentes temas relacionados à prática pedagógica e ao ambiente escolar.
Os resultados serão utilizados pela Secretaria da Educação para planejar ações pedagógicas, fortalecer a gestão escolar e aprimorar programas de formação continuada, além de orientar decisões estratégicas para a rede estadual. O levantamento analisou quatro grandes eixos: valorização e reconhecimento profissional, relação entre professor e estudante, gestão escolar e infraestrutura das escolas, com o objetivo de orientar políticas públicas e aperfeiçoar ações da rede estadual de ensino.
Entre os resultados, a pesquisa mostra um cenário positivo em relação ao ambiente escolar e à motivação dos profissionais. Oito em cada dez professores afirmam se sentir motivados para realizar o trabalho em sala de aula, enquanto entre pedagogos o índice chega a 89% e, entre diretores, ultrapassa 98%.
Outro destaque é a avaliação sobre a estrutura e os recursos disponíveis nas escolas da rede estadual. Entre os professores, 81,4% afirmam não ter dificuldade ou ter dificuldade baixa para utilizar recursos tecnológicos nas práticas pedagógicas, indicando boa disponibilidade de ferramentas digitais no cotidiano escolar.
Na avaliação da infraestrutura os índices também são positivos. Utilizando uma escala de 1 a 10, foram atribuídas notas maiores ou iguais a 8 por 80% dos professores no quesito organização do acesso às escolas e por 68% para as condições físicas das salas para desenvolvimento das aulas. A mesma pontuação foi atribuída por 71% dos docentes para os laboratórios de informática e espaços digitais – 77% dos professores afirmaram perceber melhoria na conectividade das escolas nos últimos dois anos.
Para 93% dos pedagogos, houve aumento na disponibilidade de tecnologias de apoio ao trabalho docente, situação também apontada por 97% dos diretores. Esses resultados indicam que conectividade, equipamentos e estrutura física contribuem para o planejamento das aulas e para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.
“A escola pública do Paraná só evolui quando ouvimos quem está todos os dias na sala de aula”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “O ‘Fala, Professor!’ é uma ferramenta importante para entender a realidade das escolas, valorizar o trabalho dos nossos profissionais e orientar as políticas educacionais com base em dados e experiências reais da rede”, afirma.
DESAFIOS – O levantamento também avaliou os principais desafios enfrentados pelos profissionais da educação no dia a dia escolar. Entre os professores, 67% apontam que falta comprometimento de uma parcela dos estudantes com aprendizagem, enquanto 53% mencionam ausência de participação da família – considerado o aspecto mais importante para manter o engajamento dos alunos por 32% dos docentes, entre outros seis sugeridos.
Já dificuldades de aprendizagem entre os estudantes são citadas como principal desafio por 47% dos professores. Os dados ajudam a orientar políticas públicas e ações voltadas ao fortalecimento do clima escolar, da convivência e da segurança no ambiente educacional, apoiando professores, pedagogos e diretores nas ações para melhoria da aprendizagem dos estudantes.
A pesquisa também levantou percepções dos profissionais sobre o clima escolar e situações que impactam o cotidiano das escolas, incluindo episódios de violência. Os dados indicam que a mediação de conflitos não aparece como uma dificuldade elevada para a maioria dos entrevistados: 84% dos professores indicaram ter baixa ou nenhuma dificuldade na mediação de conflitos em sala de aula e 31% dos pedagogos não apresentam dificuldade nesse aspecto.
Entre os diretores, responsáveis pela gestão escolar, o cenário também aponta predominância de avaliações positivas. 54% consideram a mediação de conflitos como uma dificuldade baixa e 32% afirmam não enfrentar dificuldades nesse processo, indicando que grande parte das escolas consegue lidar com situações de convivência por meio de ações pedagógicas e de gestão escolar.
Para a Seed-PR, os resultados também ajudam a identificar boas práticas e orientar investimentos em formação, infraestrutura e tecnologia educacional. “Os dados mostram que temos uma rede engajada e comprometida com a aprendizagem. Ao mesmo tempo, indicam caminhos para continuar avançando na valorização dos profissionais e na melhoria das condições de ensino”, acrescenta o Roni Miranda.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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