Paraná
Perto da Copa do Mundo, Saúde reforça vacinação contra o sarampo para viajantes
Menos de um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México, epicentros dos casos de sarampo na América, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça novamente a importância da vacinação contra a doença. A orientação é válida tanto para o paranaense que vai cruzar a fronteira para acompanhar o Mundial quanto para quem assiste aos jogos de casa, já que aumenta o risco de casos importados.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que os três países-sede do torneio convivem com surtos ativos do vírus. O Canadá perdeu, em 2026, o certificado de país livre do sarampo por não conseguir interromper a transmissão por mais de 12 meses. Estados Unidos e México também registram transmissão em curso. Um único infectado pode contaminar até 18 pessoas, o que coloca arquibancadas, aeroportos e fluxos turísticos no radar das autoridades sanitárias.
No Brasil, foram três casos confirmados em 2026, sendo uma criança de 6 meses, residente em São Paulo, com histórico de viagem à Bolívia; um homem de 42 anos, morador da Guatemala; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, que trabalha em um hotel na cidade, segundo o Ministério da Saúde. No Paraná, dos 42 casos notificados no ano, 40 foram descartados e dois seguem em investigação.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirma que o momento exige atenção redobrada da população, mesmo com o Estado fora da estatística de casos confirmados. “A Copa do Mundo é uma festa do esporte, mas também um período em que o vírus do sarampo pode encontrar caminho para voltar a circular. Quem vai viajar precisa procurar a unidade de saúde com antecedência e quem fica também tem que conferir a caderneta. Vacinar é um ato de responsabilidade coletiva”, destaca.
Segundo ele, manter as coberturas vacinais elevadas é o que tem segurado o avanço da doença no Paraná. Neves lembra que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível de forma gratuita em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. “A recomendação do Ministério da Saúde é tomar a dose pelo menos 15 dias antes do embarque, prazo necessário para que o organismo produza a resposta imunológica adequada”.
ACIMA DA MÉDIA NACIONAL – A cobertura da tríplice viral no Paraná chega a 94,02% para a primeira dose e 83,83% para a segunda dose em crianças menores de 2 anos, uma das melhores coberturas vacinais do Brasil. A média nacional é de 89,85% e 76,06%, respectivamente. No entanto, a população adulta também precisa estar atenta e buscar a atualização da vacina.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, explica que o sarampo é uma doença contagiosa, que a transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento de manchas na pele, que a vacinação é segura e está disponível inclusive para adultos.
“O Paraná tem uma das melhores coberturas vacinais contra o sarampo em crianças do Brasil, mas o trabalho não termina aí. A vacina é segura, gratuita e a nossa principal arma de prevenção. Ao se vacinar antes de uma viagem, a pessoa não se protege apenas, mas impede que a doença seja trazida para sua família e sua comunidade”, diz.
O calendário regular prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Jovens e adultos até 29 anos devem comprovar duas doses ao longo da vida. Pessoas de 30 a 59 anos precisam ter ao menos uma dose. Profissionais da saúde recebem duas doses, independentemente da idade.
CALCULADORA DIGITAL – Para auxiliar o viajante a se organizar, a Sesa colocou no ar a Calculadora de Janela Imunológica do Sarampo, disponível no site Saúde do Viajante. Basta o usuário informar a data prevista do embarque para descobrir se ainda há tempo hábil para que a vacina faça efeito, já que o corpo leva entre 10 a 14 dias para desenvolver a proteção. Quem não consegue cumprir o prazo recebe a orientação de se vacinar mesmo assim, inclusive no dia da viagem, e de reforçar o uso de máscara e álcool em gel durante o trajeto.
Além disso, a Sesa e a Secretaria de Turismo (Setu) se reuniram para discutir estratégias de prevenção e vigilância. Durante o encontro foram debatidas ações integradas de orientação, monitoramento e reforço da vacinação, especialmente voltadas aos viajantes e ao fluxo internacional de pessoas.
A diretora de Gestão, Sustentabilidade e Qualificação do Turismo da Setu, Tatiana Nasser e Silva, explicou que o trabalho conjunto entre as duas pastas vai mobilizar todo o trade turístico paranaense, com foco em três pilares: a proteção dos profissionais que recebem visitantes, a orientação aos paranaenses que vão à Copa do Mundo e o uso da rede de governança e eventos do turismo para disseminar protocolos de saúde e identificar rapidamente qualquer suspeita.
“Precisamos conscientizar e informar que os nossos hotéis, bares, restaurantes, guias, locadores de veículos, entre outros, sejam os primeiros a garantir a vacinação de suas equipes”, diz Tatiana.
“Esses profissionais são as nossas linhas de frente, e a imunização é, antes de tudo, um equipamento de proteção indispensável para quem recebe visitantes do mundo inteiro, blindando o setor contra surtos que possam afetar nossa imagem e economia. Da mesma forma, precisamos alertar os paranaenses que irão à Copa do Mundo de que o cartão de vacina em dia é tão essencial quanto o passaporte”, afirma.
SINTOMAS – O sarampo costuma se manifestar com manchas vermelhas pelo corpo (exantema) e febre alta, acima de 38,5°C, acompanhada de um ou mais dos seguintes sinais: tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite), nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Em geral, entre o terceiro e o quinto dia surgem manchas no rosto e atrás das orelhas, que depois se espalham pelo restante do corpo. A persistência da febre após o aparecimento das manchas é sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos.
Quem apresentar esses sintomas após uma viagem ou contato com viajantes deve procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar aglomerações até a avaliação clínica. Não há tratamento específico para o sarampo: os medicamentos servem apenas para reduzir o desconforto causado pelos sintomas, e a automedicação é desaconselhada.
DIAGNÓSTICO – O diagnóstico pode ser clínico, a partir dos sinais e sintomas, mas o ideal é que seja laboratorial. A confirmação padrão-ouro é feita por sorologia, com pesquisa de anticorpos IgM específicos e do aumento de títulos de IgG em amostras de sangue, e também por biologia molecular, com RT-PCR em amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina. A Sesa orienta que a coleta seja feita ainda no primeiro contato do paciente com o serviço de saúde para acelerar a resposta de vigilância.
QUEM FICA TAMBÉM DEVE SE PROTEGER – A recomendação se estende a quem não vai pegar o avião. A circulação intensa de turistas durante o Mundial aumenta o risco de casos importados em todo o território brasileiro, e a proteção coletiva só se sustenta com coberturas elevadas em cada região. A Sesa orienta que a população procure a UBS mais próxima, com documento com foto, Cartão SUS e caderneta de vacinação em mãos, para conferir o histórico de doses e atualizar o que estiver pendente.
A Sesa lembra ainda que a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes ventilados ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios, incluindo o do sarampo. Em caso de dúvidas sobre o esquema vacinal, o paranaense pode procurar qualquer uma das mais de 2 mil salas de vacina distribuídas pelos 399 municípios do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Planeta Água: museu interativo da Sanepar já recebeu mais de 100 mil pessoas
O primeiro museu interativo e sensorial do Brasil dedicado à preservação da água está localizado em Curitiba. O Museu do Saneamento da Sanepar – Planeta Água está instalado na estrutura da primeira estação de tratamento de água (ETA) do Paraná. Com o Dia Internacional do Museu, 18 de maio, o local é celebrado por seu papel para a cultura e a educação.
A ETA Tarumã foi inaugurada em 1945 e desativada em 2004. Pelo seu valor histórico, o local se tornou uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) do Município de Curitiba. Inicialmente, a estrutura foi utilizada para a exposição do Museu do Saneamento, inaugurado em 2014 para exibição de peças do acervo técnico e operacional da Companhia e em 2022 foi inaugurada a mostra de longa duração Planeta Água.
O funcionário aposentado da Sanepar, Ivo Darolt, 60 anos, viveu parte dessa história de transformação. Dos seus quase 40 anos de trabalho na Companhia, 11 foram como operador na ETA Tarumã. Ele relembra que na época os processos eram manuais e os boletins escritos à mão. Na memória, além da rotina diária, Ivo guarda as amizades que cultivou. “Tenho boas memórias. Sobrava tempo para amizade com os colegas, comentários, tratar das pescarias. O dia a dia era legal”, conta.
Com o encerramento das atividades da ETA, o espaço foi readequado para receber o museu. “Onde eram os filtros, tem vários escritórios, salas de treinamento, auditório. Do tempo que eu trabalhei, os tanques de produtos químicos estão preservados, na parte de baixo tem as tubulações, isso representa bem o que já foi isso aqui. É bem apropriado por ser a ETA mais antiga ter essas visitações para que as pessoas saibam sobre a história do saneamento no Paraná”, acredita
“Até chegar na casa das pessoas tem um longo caminho, demanda muito esforço e investimento. É importante ter essa noção para o uso racional da água”, conclui.
PLANETA ÁGUA – Mais de 119 mil pessoas já passaram pelo local desde a inauguração. Só em 2025, quase 47 mil visitantes viram na prática como a ciência, a biologia, a ecologia, a física, a geografia, a história, a química e a matemática se conectam à vida por meio da água.
A terapeuta ocupacional Camila Roncoleta Baptista, de Jundiaí (SP), veio passear em Curitiba com a família e aproveitou para conhecer o museu. “Muito legal, bonito, bem interativo. Foi uma visita bem bacana. Ainda mais com a Ester, ela tem 7 anos e ficou encantada por ser interativo, poder mexer e tocar. É uma experiência sensorial para as crianças bem legal”, afirma.
Para Camila, além da diversão, o conhecimento promovido pelas exposições do Planeta Água traz reflexões sobre a importância da água. “Temos que cuidar. Se não cuidar, pode faltar algum dia”, observa. Conhecer a história do saneamento também mostrou que o tratamento da água é muito mais complexo do que ela imaginava. “Foi bem bacana ver todo o começo, o maquinário, como funcionava antigamente e como é hoje todo o tratamento da água”, acrescenta.
INTERATIVIDADE – A experiência conta com diferentes suportes imersivos e atrações que encantam e promovem reflexões, como a escultura de um esqueleto de uma baleia azul, com 23 metros de comprimento, construída com mais de 40 mil itens de embalagens plásticas. O mapa mundi, com mais de 90 camadas de relevo da Terra e projeções videomapeadas, apresenta assuntos como o deslocamento humano sobre os mares, os lixos nos oceanos e os Rios Voadores da Amazônica.
Realidade aumentada, holografias, vídeos, sons, fotografias, painéis, esculturas e objetos promovem uma experiência completa sobre a relação da água com a vida e a morte. É possível conhecer a fauna e a flora marinhas em monitores com touch screen e ainda calcular a quantidade de água no seu corpo em uma balança interativa.
SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS – De 18 a 24 de maio acontecerá a 24ª Semana Nacional dos Museus, promovida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio. A edição 2026 traz o tema “Museus: Unindo um Mundo Dividido” com o objetivo de promover a reflexão acerca do papel dos museus em um contexto marcado por desigualdades, conflitos e disputas de narrativas.
O Museu Planeta Água participa da comemoração com uma atividade especial no dia 24, das 14h às 16h, voltada para crianças de 7 a 10 anos. Será realizada uma oficina de recorte e colagem para a produção de cartaz com o tema “Água e Paz: o Direito ao Bem Comum”. O cartaz ficará em exposição no Museu do Saneamento. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pela internet. Acesse o link AQUI.
Serviço:
Entrada gratuita
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h, sendo a última entrada às 16h
Endereço: Av. Victor Ferreira do Amaral, 1760 – Tarumã. Entrada de pedestres
É necessário agendamento no site para visitas em grupo. As visitas individuais ou em pequenos grupos pode ser feita de forma espontânea, sem agendamento. Em caso de lotação, são fornecidas senhas no local.
Fonte: Governo PR
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