Polícial
PCPR orienta sobre compra e uso de fogos de artifício nas festas de fim de ano
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população sobre a aquisição e o uso de fogos de artifício durante as festas de fim de ano. A iniciativa é conduzida pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) e pelas delegacias de área, com o objetivo de prevenir acidentes e reprimir o comércio irregular e ilegal desses produtos, cuja procura aumenta no período de Natal e Réveillon.
A DEAM é responsável pelo controle administrativo das empresas que atuam com produtos pirotécnicos. A unidade realiza o registro e a emissão do alvará anual após a verificação das licenças da Prefeitura Municipal e do Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Além disso, atende denúncias relacionadas à venda ou ao uso irregular desses produtos.
Paralelamente, as demais delegacias atuam na fiscalização imediata em suas áreas de atuação, especialmente após o recebimento de denúncias. Nessas situações, havendo constatação de irregularidades, os responsáveis podem ser conduzidos à unidade policial para os procedimentos cabíveis.
Segundo a agente de polícia judiciária da PCPR Paola Françoase dos Santos Vieira Dutra da Silva, que atua na DEAM, há aumento na circulação e na comercialização de fogos de artifício no período de Natal e Réveillon. Esse crescimento exige reforço nas ações de fiscalização.
Entre situações que podem ocorrer está o funcionamento sem o alvará da PCPR, situação considerada como irregularidade administrativa quando o estabelecimento possui as demais licenças. Já a venda ilegal ocorre quando o comércio não possui autorização da Prefeitura, do Corpo de Bombeiros e da DEAM. Neste último caso, os produtos são apreendidos e o responsável pode responder criminalmente, conforme o Estatuto do Desarmamento.
No Paraná, a atividade é regulamentada pela Lei Estadual nº 13.758/2002, que estabelece regras para a instalação de fábricas, depósitos, comércios e para a realização de queimas de fogos de artifício. Além disso, diversos municípios paranaenses possuem normas próprias, principalmente no que diz respeito à proibição de fogos com estampido. Em situações específicas — como grandes depósitos e processos de fabricação — também é exigido registro junto ao Exército Brasileiro.
“A compra de fogos em locais irregulares representa risco à população, já que produtos sem certificação podem apresentar falhas estruturais, explosões prematuras e composição química instável. O armazenamento inadequado também pode provocar incêndios e explosões”, diz a policial.
Os produtos classificados nas Classes C e D são de uso restrito e destinados apenas a profissionais habilitados. A venda desses itens para pessoas físicas e, especialmente, para menores de 18 anos é proibida no Paraná.
“A PCPR orienta a população a adquirir fogos de artifício somente em estabelecimentos licenciados, verificar as leis municipais sobre o uso de fogos com barulho, respeitar as normas de segurança e nunca utilizar produtos sem identificação ou com embalagens danificadas”, completa.
FOGOS COM ESTAMPIDO – A PCPR reforça a necessidade de respeito às legislações municipais quanto ao uso de fogos com estampido. Esse tipo de produto pirotécnico gera impactos diretos em grupos mais vulneráveis, como pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), crianças, idosos e animais. Em pessoas com TEA e indivíduos com hipersensibilidade auditiva, o barulho intenso pode provocar crises de ansiedade, desorganização sensorial, pânico e sofrimento intenso. Em crianças e bebês, o ruído elevado pode gerar estresse e distúrbios do sono.
Nos animais, especialmente cães e gatos, o barulho pode causar medo extremo, levando a tentativas de fuga, acidentes, atropelamentos e desaparecimentos. Também são registrados casos de taquicardia, convulsões e ferimentos decorrentes do pânico. Por esse motivo, muitos municípios do Paraná adotaram legislações que proíbem o uso de fogos com estampido. O descumprimento dessas normas pode resultar em sanções administrativas.
DENÚNCIAS – Denúncias sobre fabricação, estocagem ou venda ilegal podem ser feitas de forma anônima pelo 181, do Disque-Denúncia ou pelo 197, da PCPR. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fonte: PJC PR
Polícial
PMPR promove segundo dia de simpósio com foco em grandes eventos e gestão de crises
O 3º Simpósio Internacional de Segurança no Atendimento ao Turista (SISAT), promovido pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), teve continuidade nesta terça-feira (28), em Foz do Iguaçu, com uma programação voltada a temas estratégicos da segurança pública aplicada ao turismo.
O segundo dia foi marcado por uma série de painéis que abordaram desde o planejamento de grandes eventos internacionais até a atuação integrada diante de crises e desastres naturais em destinos turísticos, reunindo especialistas do Brasil e de diversos países.
A programação teve início com o 2º painel, que discutiu o planejamento e a execução da segurança ao turista em grandes eventos, com destaque para experiências e desafios relacionados à Copa do Mundo de 2026. O debate contou com a participação de representantes internacionais, incluindo membros das embaixadas dos Estados Unidos e do Canadá, além de especialistas do México, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Polícia Militar do Distrito Federal.
Na sequência, o 3º painel trouxe à discussão a atuação da segurança pública frente a desastres naturais em destinos turísticos. Especialistas do Brasil e do exterior compartilharam experiências sobre resposta a emergências, prevenção de riscos e coordenação interinstitucional, evidenciando a importância do preparo das forças de segurança para cenários críticos.
Dando continuidade à programação, o 4º painel abordou a gestão de crises e conflitos sociais em áreas turísticas, tema cada vez mais relevante diante do aumento do fluxo de visitantes e das dinâmicas sociais em destinos consolidados. O debate reuniu representantes de forças de segurança e instituições internacionais, com enfoque em estratégias de mediação, atuação preventiva e manutenção da ordem pública.
Encerrando as atividades do dia, o 5º painel tratou da investigação criminal, inteligência e inovação na segurança turística. A discussão destacou o uso de tecnologias, análise de dados e integração entre agências como ferramentas essenciais para o enfrentamento de crimes e para o fortalecimento da segurança em regiões turísticas.
Ao longo do dia, o simpósio reforçou seu caráter internacional, promovendo a troca de experiências entre profissionais de diferentes países e consolidando Foz do Iguaçu como um espaço estratégico para o debate de soluções inovadoras voltadas à segurança no turismo.
A programação do SISAT segue nesta quarta-feira (29), com novos painéis e atividades técnicas, incluindo a integração entre turismo e segurança pública e visita ao Parque Nacional do Iguaçu.
Centro de Comunicação Social da PMPR
Fonte: Polícia Militar PR
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