Paraná
PCPR na Comunidade levará serviços a moradores do bairro Boqueirão, em Curitiba
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) oferecerá serviços de polícia judiciária aos moradores da região do bairro Boqueirão, em Curitiba, neste sábado (29). Será na Praça Menonitas, localizada na Rua Paulo Setúbal, 3.291, das 9h às 17h. O evento acontece em parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ).
A iniciativa faz parte do projeto PCPR na Comunidade, que acontece frequentemente com o intuito de integrar a instituição com a sociedade e contribuir com a segurança pública das regiões. Durante o evento, a Polícia Civil disponibilizará serviços como confecção de boletins de ocorrência, emissão de atestados de antecedentes criminais, orientações sobre como fazer denúncias, prevenção e quais as medidas podem ser tomadas ao ser vítima de um crime.
Além disso, irá confeccionar a 1ª e 2ª via da carteira de identidade para quem realizou o agendamento prévio.
“Nosso objetivo é levar mais segurança e cidadania à população do bairro Boqueirão, aproximando a Polícia Civil da sociedade. Vamos ofertar a confecção de boletins de ocorrência e de carteiras de identidade para comunidade local, além de orientações sobre como se prevenir contra atos criminosos”, afirma o coordenador do PCPR na Comunidade, João Mario Goes.
Os policiais civis também vão promover atividades lúdicas com as crianças, farão demonstrações do trabalho do Instituto de Identificação e apresentação do material do grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e dos cães da Divisão Estadual de Narcóticos da PCPR (Denarc).
Na segunda-feira (24) o evento aconteceu na área rural de Rio Branco do Sul.
ESPORTE E LAZER – Além das atividades de Polícia Judiciária, a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ) ofertará serviços fundamentais à toda comunidade, desde orientações sobre saúde e atividades físicas e, ainda, a distribuição de materiais educativos.
PCPR NA COMUNIDADE – O PCPR na Comunidade é um projeto que ocorre regularmente em todo o Paraná. O objetivo é levar serviços de polícia judiciária à população, promover atendimento humanizado, auxiliar na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações, além de fortalecer a eficiência na prestação do serviço público e representar a instituição em atividades em prol da sociedade.
SOLICITAÇÃO – Quem tiver interesse no projeto pode enviar um e-mail para [email protected]. O setor de comunicação da PCPR entrará em contato para alinhar todas as informações e realizar o evento no local solicitado. Mais informações sobre o projeto podem ser verificadas neste site.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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