Paraná
Cinema na Praça vai passar por 38 cidades do Paraná no verão; veja a programação
Famílias de 38 cidades do Paraná poderão curtir sessões de cinema durante a temporada de verão de 2024. A partir de 4 de janeiro, o programa Cinema na Praça, do Governo do Estado, vai retomar as exibições do circuito itinerante, levando cultura e diversão a diversas regiões do Paraná.
A iniciativa, que teve início em 2019, leva sessões gratuitas de cinema em exibições ao ar livre em cidades ou distritos que não têm salas de cinema comerciais. Nesta temporada, o Cinema na Praça tem o apoio da Cooperativa Agrária Industrial e das prefeituras.
A caravana começa em Arapoti, nos Campos Gerais, e passa por municípios das regiões do Vale do Ivaí, Central, Centro-Sul, Sul e Sudoeste do Paraná, finalizando o percurso em Coronel Vivida, em 20 de fevereiro.
As sessões de cinema têm classificação indicativa livre. Às 19 horas, a caravana exibe o filme “O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família”. Na sequência, às 20h30, o público assiste “Dois Filhos de Francisco”.
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“O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família” é uma animação que dá continuidade à história do Chefinho, agora adulto e trabalhando em uma grande corporação. Quando seu irmão mais novo, Tim, descobre que sua filha caçula é agente do BabyCorp, eles se unem em uma missão para salvar o mundo e fortalecer os laços familiares, enfrentando desafios divertidos e emocionantes ao longo do caminho.
“Dois Filhos de Francisco” conta a história da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, desde a infância pobre até o sucesso nacional na música. O filme destaca a determinação e o amor incondicional de seu pai, Francisco, que luta para transformar os sonhos de seus filhos em realidade, enfrentando obstáculos e provações ao longo do caminho.
Confira a agenda de 2024 do Cinema na Praça:
4 de janeiro
Arapoti
Parque do Papai Noel – Rua Placídio Leite, 144
5 de janeiro
Piraí do Sul
Praça José Evais – Av. Bernardo Barbosa Mileo, 32
6 de janeiro
Carambeí
Praça Cívica – Avenida do Ouro, 367
8 de janeiro
Imbaú
Estacionamento da Igreja Matriz – Avenida Ivo Jangada, 20
9 de janeiro
Grandes Rios
Rotatória Principal – Avenida das Flores, 14
10 de janeiro
Rio Branco do Ivaí
Em frente à Prefeitura – Rodovia Ary Borba Carneiro, 49-157
11 de janeiro
Ariranha do Ivaí
Em frente ao CMEI Pingo de Gente, na Rua Vanderlei José Viana, 51
12 de janeiro
Pitanga
Ao lado da Paróquia Sant’Ana – Rua Sete de Setembro, 180
13 de janeiro
Santa Maria do Oeste
Ao lado do Ginásio Poliesportivo de Santa Maria do Oeste – Rua Arthur D. Guimarães, s/nº
14 de janeiro
Turvo
Parque Ambiental de Turvo – Avenida Nossa Senhora Aparecida, 12
16 de janeiro
Guarapuava (distrito de Entre Rios)
Praça Nova Pátria – Rua 5 de Maio, 745
17 de janeiro
Campina do Simão
Em frente à Prefeitura Municipal – Rua João Ferreira Neves, 200
18 de janeiro
Cantagalo
Estacionamento da Paróquia Imaculada Conceição – Av. Epaminondas Fritz, s/nº
19 de janeiro
Virmond
Praça Municipal, esquina da Rua Duque de Caxias com Av. XV de Novembro
20 de janeiro
Porto Barreiro
Ao lado da Prefeitura – Rua das Grevilhas, s/nº
21 de janeiro
Laranjeiras do Sul
Praça José Nogueira do Amaral, na Rua Marechal Cândido Rondon, s/nº
23 de janeiro
Rio Bonito do Iguaçu
Em frente à Câmara Municipal – Rua XV de Novembro, 1247
24 de janeiro
Chopinzinho
Ginásio de Esportes São Genaro – Rua Sete de Setembro, 3599
26 de janeiro
Honório Serpa
Praça Central – Av. XVI de Novembro, 799.
27 de janeiro
Coronel Domingos Soares
Praça Pompílio Vaz – Av. Araucária, 3120
28 de janeiro
Mangueirinha
Centro de Eventos Darci Gubert – Rua Barão do Rio Branco, 530
30 de janeiro
Reserva do Iguaçu
Ginásio de Esportes João Luiz Nunes Félix – Rua Quinze de Novembro, 105
31 de janeiro
Pinhão
Praça Darci Brolini – esquina da Rua Sete de Setembro com Rua Frei Corbiniano
1 de fevereiro
Bituruna
Praça Romualdo Benassi – Avenida Dr. Oscar Geyer, 135
2 de fevereiro
Porto Vitória
Escola Municipal Reynaldo Frederico Gaebler – Rua Osvaldo Gomes da Silva, 703
3 de fevereiro
Cruz Machado
Praça Papa Pio XII – Av. Presidente Getúlio Vargas, 45
4 de fevereiro
Paula Freitas
Centro Comunitário de Paula Freitas – Rua João Maria Bueno, 31
6 de fevereiro
Paulo Frontin
Ginásio Municipal Francisco Gawloski – Rua Vinte e Dois de Janeiro, 165
7 de fevereiro
Rio Azul
Praça dos Rodoviários – Rua Getúlio Vargas, 31
8 de fevereiro
Inácio Martins
Praça Central – Rua Sete de Setembro, 400
9 de fevereiro
Rebouças
Praça dos Ferroviários -Rua Antônio Franco Sobrinho, 166
13 de fevereiro
São João do Triunfo
Ao lado da Igreja Matriz – Rua Demétrio Hauage, 59
14 de fevereiro
Fernandes Pinheiro
Praça Doutor Manoel Pedro Correia Lima, Av. Ivo Leão, 360
15 de fevereiro
Teixeira Soares
Praça Ovídio Ismael Gubert – Rua XV de Novembro, 43
16 de fevereiro
Guamiranga
Em Frente à Câmara Municipal – Rua José Machado do Nascimento, 56
17 de fevereiro
Ivaí
Praça Miguel Calmon – Rua Cândido de Abreu, 252
18 de fevereiro
Ipiranga
Praça Central – Rua João Ribeiro da Fonseca, 213
20 de fevereiro
Coronel Vivida
Praça Angelo Mezzomo – Rua Marechal Deodoro, 163
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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