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PCPR celebra 172 anos com cerimônia de entrega de medalhas a policiais civis

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) comemorou nesta quarta-feira (1º) os seus 172 anos. A solenidade foi realizada no Canal da Música, em Curitiba, e teve como tema central o lema “Cuidando de vidas, fortalecendo a comunidade”. O evento relembrou a história da corporação e foi marcado por homenagens aos policiais que atuam ou que já atuaram na instituição.

Criada em 28 de setembro de 1853 por decreto imperial de Dom Pedro II, a PCPR constrói, desde então, uma trajetória voltada à proteção da sociedade, à busca da justiça e à promoção da cidadania. A instituição é responsável por realizar as investigações criminais e produzir inquéritos que são levados até a Justiça. Além disso, atua no Instituto de Identificação e em atendimento às demandas comunitárias. É formada por agentes de polícia judiciária, papiloscopistas e delegados.

Durante a cerimônia, o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, destacou a importância de cada policial civil para a construção da história da PCPR. “Manifesto o meu mais profundo respeito a todos os policiais que compõem a nossa instituição. Cada investigação concluída, cada operação deflagrada, cada vítima amparada conta a história de um esforço contínuo e silencioso de nossos policiais”, disse.

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Desde a sua criação, a PCPR vivenciou transformações profundas. Nos últimos anos, delegacias foram remodeladas e passaram a oferecer atendimento mais humanizado. Além disso, recebeu investimentos do Governo do Estado em tecnologias de ponta, renovação de viaturas e ampliação dos quadros – durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas.

O reconhecimento da sociedade acompanha esses avanços. Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Atlas em parceria com a Bloomberg, divulgada em agosto deste ano, apontou a Polícia Civil como a instituição de maior confiança do Brasil, à frente de órgãos públicos e privados de todos os setores.

HOMENAGENS – Durante a cerimônia desta quarta-feira foram homenageados 17 policiais civis que se dedicaram às ações cívico-sociais do programa PCPR na Comunidade. Eles representam a dedicação, o esforço e o compromisso da instituição no atendimento humanizado e prestação de serviços ao cidadão.

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Além deles, 192 servidores foram condecorados com a medalha de Serviço Policial. A insígnia foi entregue aos policiais que completaram 10, 20 e 30 anos de carreira, a fim de reconhecer a dedicação, a eficiência e os relevantes serviços prestados em prol da Polícia Civil do Paraná e da Segurança Pública. 

Conforme o Decreto 5.545/2020, as medalhas são concedidas aos servidores em solenidade oficial. Para receber a homenagem, é necessário não estar respondendo a sindicância, processo administrativo disciplinar ou processo criminal, além de ter o tempo exigido de efetivo serviço policial correspondente à categoria.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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