Paraná
Parque Rio da Onça: um paraíso da Mata Atlântica encravado entre as praias do Paraná
Há muito mais do que balneários convidativos para um banho de sol, mar com água limpa, restinga protegida e areia fofa nos cerca de 100 quilômetros de extensão do Litoral do Paraná. Encravado em Matinhos, a menos de 10 minutos de carro da região central do município pela Rodovia Máximo Jamur, a PR-412, o Parque Estadual Rio da Onça é um convite aos amantes da natureza.
A Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), é referência em proteção à biodiversidade da Mata Atlântica. O espaço de 1.650 hectares abriga diversas plantas litorâneas típicas como a canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato, entre outras. O destaque, porém, são as mais de 80 espécies de bromélias. A combinação de cores e modelos ganhou, inclusive, um espaço exclusivo para contemplação, o imponente Mirante das Bromélias.
Já em relação à fauna silvestre, pesquisas de campo registraram uma diversidade de mais de 25 espécies de répteis e 19 anfíbios, como lagartos, suçuaranas e tatus. Tudo permeado por cinco trilhas exuberantes, interligadas, que totalizam 1,5 quilômetro, com mirantes para descanso durante o percurso.
A estudante de Ciências Biológicas, Mariana Guimarães, de 30 anos, não pensou duas vezes em adaptar o roteiro de verão para uma escapada para o remanescente da Mata Atlântica. Uma paixão antiga, que começou na infância.
“Meus avós têm casa atrás do parque há 30 anos, então esse espaço é como se fosse um vizinho. O que percebi é que, de uns tempos para cá, há muita diferença em relação à conservação, ficou melhor. Escutei, por exemplo, um urutau pela primeira vez nessa região”, diz ela, em referência à ave de hábitos noturnos, também conhecida por mãe-da-lua, considerada nobre por simbolizar força e pela forma como se protege dos perigos e dos predadores, se camuflando em pedaços de madeira, galhos de árvore e troncos.
Conscientização ambiental que faz parte do programa do parque, de acordo com Saulo Ribeiro, um dos recepcionistas da Unidade de Conservação. Segundo ele, é cada vez mais comum acompanhar visitantes interessados em conhecer mais sobre a vegetação e fauna do local.
“Incentivamos para que essas abordagens sejam cada vez mais comum. O objetivo que as pessoas saiam do Rio da Onça com a consciência de preservação aflorada”, destaca.
ORIGEM DO NOME – Criado em 1981 pelo Decreto Estadual nº 3.741, o nome Rio da Onça se deve ao córrego que passa no interior do parque e à existência da onça-parda, também conhecida como puma, na região. “Foi meu bisavô quem batizou o rio que hoje dá nome ao parque. Ele era morador local e, ao buscar água no rio, sempre avistava a onça. Não pensou duas vezes: é o rio da onça. Pegou!”, conta Letícia Donayre, funcionária do local.
COMO CHEGAR – O parque está localizado na Rua Argentina, 99, em Matinhos. O acesso é feito pela PR-412 no Balneário Riviera II. O horário de funcionamento é das 8h às 17h, seis dias da semana – a Unidade de Conservação fecha às terças-feiras.
Para visitas de grupos com 10 pessoas ou mais, deve ser feito um agendamento prévio pelo telefone (41) 3453-2472. A entrada é gratuita.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.
Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.
De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.
O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.
AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.
O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.
PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.
A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.
Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.
Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.
PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.
Fonte: Governo PR
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