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Governo do Brasil cria programa nacional para monitorar e avaliar a educação ambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, nesta quarta-feira (24/06), a Portaria n° 1.715/ 2026, que institui o Programa Nacional de Avaliação e Monitoramento da Educação Ambiental (ProNAMEA). A iniciativa representa um marco para o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), ao estabelecer mecanismos permanentes de produção, sistematização e análise de informações sobre políticas, programas, ações e iniciativas de educação ambiental desenvolvidas no país.

Coordenado pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, o programa será operacionalizado por meio do Sistema MonitoraEA, reconhecido pela portaria como infraestrutura nacional de dados e informações sobre educação ambiental.

A ferramenta apoiará processos de monitoramento, avaliação, transparência, participação social e tomada de decisão, contribuindo para a qualificação das políticas públicas e para o fortalecimento da educação ambiental nos territórios brasileiros.

Entre os objetivos do ProNAMEA estão a produção e análise de informações estratégicas sobre educação ambiental, o fortalecimento da gestão governamental, a ampliação da transparência e do controle social, o apoio à implementação das políticas públicas e a promoção de uma cultura permanente de monitoramento e avaliação.

Para o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, a criação do programa representa um avanço histórico para a implementação da PNEA. “Pela primeira vez, a Política Nacional de Educação Ambiental passa a contar com um instrumento voltado ao monitoramento e à avaliação, capaz de produzir informações qualificadas, apoiar a gestão pública, fortalecer a participação social e contribuir para a tomada de decisões baseada em evidências”, afirmou.

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“Mais do que medir resultados, estamos criando condições para aprender com as experiências dos territórios e fortalecer continuamente as políticas públicas de educação ambiental em todo o País”, completou.

Monitoramento como processo educativo

O ProNAMEA adota uma abordagem inovadora ao compreender o monitoramento e a avaliação como processos pedagógicos, participativos e colaborativos. A portaria estabelece que essas atividades têm como finalidade promover aprendizagem institucional, produção de conhecimento e aprimoramento contínuo das políticas públicas, sem caráter fiscalizatório ou sancionatório.

A norma também reconhece a trajetória de cooperação técnico-científica entre o MMA, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea) no desenvolvimento do Sistema MonitoraEA.

O sistema teve origem em um processo participativo de construção de indicadores nacionais de educação ambiental conduzido pela Anppea e pelo Inpe, em articulação com pesquisadores, gestores públicos, universidades, redes e organizações da sociedade civil de todo o país. Atualmente, a plataforma é desenvolvida e mantida pelo Inpe.

Para o coordenador do Programa MonitoraEA no Inpe, Evandro Albiach Branco, a criação do ProNAMEA consolida uma trajetória construída coletivamente ao longo dos últimos anos.

“O ProNAMEA consolida uma trajetória de construção coletiva iniciada há mais de uma década. O reconhecimento do Sistema MonitoraEA como infraestrutura nacional de dados e informações demonstra a importância de aproximar ciência, políticas públicas e experiências territoriais para produzir conhecimento qualificado sobre a realidade da educação Ambiental brasileira”, destacou.

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Segundo ele, a iniciativa reforça a missão do Inpe de gerar conhecimento científico capaz de subsidiar políticas públicas estratégicas e contribuir para o enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.

A representante da Anppea, Maria Henriqueta Andrade Raymundo, ressaltou que o programa fortalece a governança da Política Nacional de Educação Ambiental. “Com isso, o Estado brasileiro está qualificando na tomada de decisão na área ambiental, ampliando a transparência e valorizando a cooperação entre governos, comunidade científica e sociedade civil”, concluiu.

Participação e fortalecimento da governança

A portaria prevê que o ProNAMEA poderá ser adotado por estados, municípios, comissões interinstitucionais de educação ambiental (CIEAs), organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa e demais setores interessados, respeitando a autonomia dos entes federativos e das instituições participantes.

Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da governança da educação ambiental, a ampliação da transparência pública, a produção periódica de análises de conjuntura, o fortalecimento da participação social e a qualificação das políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à cidadania ambiental e ao enfrentamento dos desafios climáticos e socioambientais.

A criação do programa também fortalece a cooperação entre governo, comunidade científica e sociedade civil, promovendo a construção participativa de indicadores e metodologias capazes de subsidiar políticas públicas cada vez mais efetivas para a educação ambiental brasileira.

Clique aqui e acesse à íntegra da portaria

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Indígenas Pirahã terão acesso a consultas e exames especializados durante expedição do SUS no Amazonas

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Entre os dias 9 e 16 de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizará mais uma expedição para levar consultas médicas especializadas, exames e procedimentos ao território do povo indígena Pirahã, no sul do Amazonas. A ação prevê 1.155 atendimentos especializados para os 478 indígenas que vivem na região, ampliando o acesso aos serviços de média complexidade sem a necessidade de deslocamento para centros urbanos.

Ao longo dos oito dias de atendimento, estão previstas 210 consultas em oftalmologia, 200 em clínica médica, 130 em pediatria, 60 em saúde da mulher, além da realização de 555 exames, entre análises bioquímicas, exames oftalmológicos e ultrassonografias. Os atendimentos serão eletivos e voltados à redução da demanda reprimida por serviços especializados na região.

A iniciativa será realizada no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho e integra a estratégia do programa Agora Tem Especialistas, coordenada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e a Associação Médicos da Floresta (AMDAF). Ao todo, 41 profissionais participarão dos trabalhos.

O DSEI Porto Velho atuará com 24 profissionais, responsáveis pela triagem, busca ativa de pacientes, administração de medicamentos, apoio aos pacientes e acompanhantes e toda a logística necessária para a operação, enquanto a AMDAF disponibilizará 17 integrantes, entre médicos especialistas, enfermeira, biomédica e equipe operacional.

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Ampliação dos atendimentos em áreas de difícil acesso

A estratégia integra a segunda etapa das expedições do SUS voltadas à ampliação do acesso à assistência especializada em áreas indígenas de difícil acesso. “Esta etapa das expedições amplia uma estratégia que tem levado atendimento especializado a territórios onde o acesso aos serviços de saúde exige planejamento e grande mobilização das equipes. Nosso objetivo é garantir que os povos indígenas recebam consultas, exames e procedimentos diretamente em suas comunidades, fortalecendo o acesso ao SUS de forma adequada às realidades de cada território”, afirma a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé.

Território Pirahã

A população Pirahã está distribuída em cinco aldeias e duas roças. Os atendimentos ocorrerão prioritariamente nas aldeias Forquilha Grande e Piquiá, que concentram cerca de 68% dos moradores, além de equipes atuarem em pontos de migração sazonal utilizados pela comunidade ao longo do ano.

Chegar ao território exige uma operação logística que combina transporte terrestre e fluvial. O deslocamento das equipes começa em Porto Velho (RO), segue até Humaitá (AM) e continua por aproximadamente 85 quilômetros pela Rodovia Transamazônica até a Ponte do Maici. A partir desse ponto, o acesso é exclusivamente por via fluvial, em cerca de quatro horas de navegação pelo rio Maici até as aldeias.

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 Expedições ampliam o acesso à assistência especializada

A atuação no território Pirahã dá continuidade à estratégia do SUS de levar atendimento especializado a regiões remotas do país, onde fatores geográficos dificultam o acesso aos serviços de média complexidade. A iniciativa sucede a expedição realizada entre 23 e 30 de julho na Terra Indígena Andirá-Marau, em Maués (AM), quando equipes de saúde realizaram 1.326 consultas especializadas, 2.850 exames e procedimentos, 198 cirurgias e produziram e entregaram cerca de 300 óculos para a população indígena atendida.

Assim como ocorreu em Maués, a ação no território Pirahã será realizada diretamente nas aldeias, com estruturas temporárias de atendimento e equipes multiprofissionais. A estratégia fortalece a capacidade de resposta da atenção à saúde indígena, reduz a necessidade de remoções para centros urbanos e assegura acesso aos serviços especializados de forma adequada.

A iniciativa está em consonância com os princípios estabelecidos pela Portaria Conjunta nº 4.094, de 20 de dezembro de 2018, que orienta que as ações de atenção à saúde dos povos indígenas isolados e de recente contato respeitem sua organização social, seus modos de vida, sua autonomia e sua autodeterminação, priorizando intervenções realizadas no próprio território e minimizando impactos decorrentes de deslocamentos desnecessários.

 Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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