Brasil
Parceria com universidades vai criar soluções contra o tráfico de pessoas para exploração sexual
Brasília, 10/3/2026 – Nesta terça-feira (10), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), lançou o Edital nº 1/2026 que convida universidades e institutos federais a apresentar estudos e propostas de soluções para o enfrentamento ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.
A iniciativa integra as ações do Governo Federal pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, e busca ampliar a capacidade do Estado brasileiro de prevenir, reprimir e responsabilizar organizações criminosas que lucram com o tráfico de meninas e mulheres, evidenciando o viés de gênero desse crime.
A participação das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) é estratégica, pois podem produzir pesquisas, desenvolver metodologias e atuar em diferentes regiões do País, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de enfrentamento ao tráfico de pessoas.
O edital prevê a formação de um banco de projetos que poderá subsidiar futuras parcerias entre o ministério e as universidades por meio de termos de execução descentralizada. O banco terá validade de 36 meses, e os projetos poderão ser executados conforme a disponibilidade orçamentária e as prioridades institucionais do MJSP.
As instituições interessadas devem enviar as propostas até 4 de maio de 2026, para o e-mail: [email protected]
Os projetos devem seguir o modelo previsto no edital e ter, no máximo, cinco páginas.
O que os projetos podem abordar
Entre os temas previstos no edital estão:
• Estudos e análise de dados sobre o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, reunindo informações que auxiliem o poder público a planejar e melhorar políticas de enfrentamento;
• Pesquisas com profissionais do sexo, para identificar situações de tráfico e contribuir com estratégias de prevenção e informação;
• Campanhas e estratégias de comunicação voltadas à prevenção da exploração sexual, inclusive em redes sociais e ambientes digitais;
• Avaliação de canais de denúncia e orientação sobre direitos, com informações claras sobre onde buscar ajuda e como sair de situações de exploração;
• Estudos sobre regiões mais vulneráveis, como áreas de fronteira, destinos turísticos e grandes cidades, incluindo mapeamento da rede de proteção e dos serviços de atendimento a vítimas.
A iniciativa integra a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e está alinhada ao IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, aprovado pelo Decreto nº 12.121/2024.
Etapas da seleção
A seleção será conduzida pela Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CGETP) em duas fases:
1. Habilitação – verifica se as propostas atendem aos requisitos do edital.
2. Avaliação técnica – análise dos projetos com base em critérios como:
- Qualidade metodológica;
- Capacidade técnica da equipe responsável;
- Abrangência territorial;
- Aderência ao conceito de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual;
- Potencial de impacto para a política pública.
Cronograma previsto
- Envio das propostas: 20 de março a 4 de maio de 2026
- Avaliação técnica: 6 a 21 de maio de 2026
- Resultado preliminar: 22 de maio de 2026
- Interposição de recursos: 25 a 29 de maio de 2026
- Análise dos recursos: 1º a 5 de junho de 2026
- Resultado final: 12 de junho de 2026
Brasil
Pescadores profissionais têm até 31 de dezembro para enviar o REAP
Pescadores e pescadoras de todo o país têm até 31 de dezembro para enviar o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. A entrega é feita por meio da plataforma PesqBrasil, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
O REAP é uma forma de comprovar o exercício do trabalho. Também contribui para manter a Licença de Pesca ativa no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), requisito para o seguro-defeso.
Como preencher o REAP?
– Entre no portal oficial do PesqBrasil – RGP Pescador Profissional e clique em entrar com a sua conta gov.br.
– Informe o que realmente pescou e comercializou, com atenção e sem deixar informações de fora.
– Confira as espécies e o local da pesca antes de enviar o relatório.
– Preencha o REAP todos os meses em que pescou e comercializou. Se não tiver pescado, informe essa situação no relatório.
A regularização é fundamental para manter o acesso às políticas públicas voltadas ao setor pesqueiro.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
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