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Parceiros da iniciativa privada investem R$ 3 milhões em projetos com a Fundação Araucária

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Além do orçamento destinado pelo Governo do Estado para o desenvolvimento das ações da Fundação Araucária, na casa de R$ 102 milhões por ano, a instituição conta ainda com parcerias importantes com a iniciativa privada. São investimentos para o avanço da ciência e tecnologia no Estado que ultrapassam R$ 3 milhões atualmente. Eles têm escopos específicos, buscando soluções para problemas reais, ou são mais abertos, prospectando ideias inovadoras nas universidades paranaenses.

Há parceiros que apoiam diversas ações e também chamadas públicas realizadas em parceria, como com a Renault do Brasil, Bosch, Volvo do Brasil, Itaipu Binacional, Biopark, Sanepar, Fundação Boticário e Lar Cooperativa Agroindustrial. Existem ainda outros convênios em construção.

“Os investimentos de parceiros são essenciais para o futuro da ciência. Estamos avançado nos convênios com a iniciativa privada e sempre procurando mais investimentos”, destacou o presidente da Fundação Araucária Ramiro Wahrhaftig. “Outro aspecto é que também possibilitamos que os pesquisadores atuem dentro das empresas, com a parte prática da pesquisa e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”.

Desde 2014, a Renault do Brasil, por exemplo, tem lançado chamadas públicas com a Fundação Araucária. No último edital foram investidos R$ 700 mil, sendo 37% de contrapartida da Fundação Araucária, no valor R$ 259 mil, para bolsas de graduação, mestrado e doutorado.

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“A Renault é inovadora e não deixamos escapar este tipo de oportunidade. São quase nove anos de parceria com o aporte de muito investimento em inovação e tecnologia. Sabemos que, além de ser importante para o avanço da empresa, é um recurso para o avanço tecnológico do País”, afirma o coordenador de Relações Governamentais da Renault, Carlos de Paula.

A parceria com a Sanepar, que vem desde 2013, tem contribuído para o fortalecimento do Programa Paranaense de Pesquisa em Saneamento Ambiental (PPPSA), que apoia atividades de pesquisa e desenvolvimento visando a melhoria das condições do saneamento ambiental. No último edital foram investidos R$ 2 milhões.

“Para cada real que a Fundação Araucária coloca em pesquisa nós colocamos um real também, dobrando o investimento para analisar problemas de saneamento. A Sanepar tem uma gama muito grande de processos em que buscamos melhorias, inovação tecnológica, a testagem de novos produtos químicos. Nesta parceria conseguimos nos aproximar das universidades para buscarmos avançar nestes aspectos”, explicou a pesquisadora na Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, Barbara Zanicotti.

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Há mais de dez anos a Fundação Grupo Boticário financia projetos para a conservação da natureza brasileira junto com a FA. Segundo a analista de Preservação da Biodiversidade da Fundação Boticário, Bianca Ingberman, fomentar a produção de conhecimento para o bem da sociedade é fundamental. “Esta parceria traz a academia para pensar soluções para os problemas de conservação, é muito importante. Unindo esforços conseguimos dobrar a quantidade de recursos para apoiar estas propostas”, ressaltou.

Neste contexto, o Governo do Paraná também tem intensificado ações para o fortalecimento do conceito de quádrupla hélice, ou seja, integrar o trabalho do Governo, academia, setor produtivo e sociedade.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Marcio Spinosa, ressaltou que a instituição está aberta a novas parcerias. “Temos muito a avançar, principalmente no modelo de bolsa-empresa. As soluções para muitos problemas das grandes indústrias e da sociedade estão nas nossas universidades e precisamos que o setor produtivo invista mais na ciência e tecnologia para que o Paraná se desenvolva ainda mais”, disse.

Os programas em desenvolvimento na Fundação Araucária podem ser consultados neste link

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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