Connect with us


Paraná

Fórum amplia diálogo e diagnósticos para aprofundar soluções para a Agenda 2030

Publicado em

Com o objetivo de demonstrar como a ciência, o conhecimento e a inovação podem gerar soluções transformadoras para os desafios do desenvolvimento sustentável, a Fundação Araucária e a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES) promovem até o dia 18 de março o III Fórum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – “Da Pesquisa à Ação”, no Campus da Indústria da Fiep. O evento integra a agenda da Coalizão Local2030, plataforma do sistema das Nações Unidas dedicada aos ODS.

“Este fórum não é apenas uma forma de diagnosticar problemas, mas sim para validar caminhos. A Agenda 2030 não é um horizonte distante, ela é a métrica das decisões. A nossa prioridade é fazer com que as discussões se convertam em políticas públicas eficientes e em um compromisso renovado com os territórios que habitamos”, destacou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

O desenvolvimento de territórios resilientes e sustentáveis exige uma combinação entre conhecimento técnico-científico, cooperação política e o respeito aos saberes ancestrais. Durante a tarde desta segunda-feira (16), especialistas internacionais reuniram-se para debater como esses pilares podem acelerar a implementação da Agenda 2030 e fortalecer as comunidades diante da crise climática.

“O sucesso da Agenda 2030 será decidido nos territórios. Como costumamos dizer: os ODS não serão alcançados se não forem localizados. E para localizá-los com precisão, precisamos de dados, ciência e rigor metodológico. A transformação territorial exige que o conhecimento científico dialogue com a vontade política e com a realidade social”, ressaltou o vice-chefe do secretariado da Coalizão Local2030 das Nações Unidas, Iñigo Arbiol.

Leia mais:  Promotoria de Justiça de Toledo recebe inscrições até 15 de dezembro para seleção de estagiários de graduação em Direito

Especialistas internacionais se reuniram para debater como os pilares responsáveis pelo desenvolvimento de territórios resilientes e sustentáveis podem acelerar a implementação da Agenda 2030 e fortalecer as comunidades diante da crise climática.

No painel “A ciência como motor da transformação territorial”, o gerente de Desenvolvimento Territorial da Agência Nacional de Desenvolvimento do Uruguai (ANDE), Diego García da Rosa, destacou “que a inovação não deve ser um conceito abstrato, mas uma ferramenta aplicada. A transformação ocorre quando o conhecimento acadêmico encontra o setor produtivo local”.

Já o debate realizado no painel sobre o “Desenvolvimento econômico e social local, ação climática e serviços básicos” trouxe a perspectiva acadêmica e prática do diretor do Escritório Internacional da Universidade de Utah Valley, Baldomero Lago. “Os serviços públicos e a infraestrutura básica são a primeira linha de defesa contra as mudanças climáticas. As universidades devem atuar como parceiras das gestões locais, para criar soluções de baixo custo e alto impacto social, que garantam a continuidade de serviços essenciais em momentos de crise”, disse Lago.

A ministra das Mulheres e Diversidade da Província de Buenos Aires, Estela Díaz participou da discussão sobre a “Governança territorial e cooperação multinível”, focando no papel dos centros Local2030 e destacou que a governança não é eficaz se não for inclusiva. “O dimensionamento das políticas públicas deve considerar as questões de gênero e diversidade, os centros Local2030 servem como nós de conexão entre governos locais, nacionais e organismos internacionais para que os ODS saiam do papel”, afirmou.

Leia mais:  DER/PR homologa licitação para concluir pavimento de rodovia entre Imbaú e Reserva

A reitora da Universidade Estadual de Cagayan, Giged Battung abordou sobre o tema “Conhecimento local, povos indígenas e soluções resilientes”. Battung trouxe exemplos de como as comunidades indígenas possuem respostas seculares para a adaptação climática. “Precisamos motivar as instituições de ensino a “descolonizarem” o saber, integrando técnicas tradicionais de manejo de recursos naturais às tecnologias modernas para criar uma resiliência territorial autêntica”, disse.

NESTA TERÇA-FEIRA – O III Fórum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – “Da Pesquisa à Ação” continua nesta terça-feira (17), das 9h às 16h30, no Campus da Indústria, com painéis que tratarão de assuntos focados na “Ciência, Inovação e Comunidades como base para o Desenvolvimento Sustentável”.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

Published

on

O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

Leia mais:  Município de Londrina acata recomendação do MPPR e propõe ajustes sobre informações a respeito de filas para atendimento de pacientes na rede pública

O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Leia mais:  Promotoria de Justiça de Toledo recebe inscrições até 15 de dezembro para seleção de estagiários de graduação em Direito

Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262