Paraná
Parceiro da Escola: jornal produzido por alunos reforça integração e desempenho
O Colégio Estadual Campo Magro acaba de lançar um jornal escolar inteiramente produzido por seus alunos. Com uma equipe robusta dividida entre funções semelhantes a de redações jornalísticas reais, o “‘Fala Aí Campo Magro” tem como objetivo dar voz aos estudantes e criar um canal de comunicação dentro do ambiente escolar.
O colégio fica no município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba e o projeto é apoiado pela Impulso, empresa participante do programa Parceiro da Escola, responsável pela gestão administrativa de 34 escolas no Paraná. Ela custeia a produção do folhetim. Além do jornal impresso e digital, os alunos também produzem vídeos para as redes sociais do colégio e já lançaram a primeira edição de um podcast,
O projeto faz parte das iniciativas possibilitadas pelo Programa Parceiro da Escola, implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (SEED-PR) para otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas por meio de parcerias com instituições especializadas em gestão educacional.
No caso do Colégio Estadual Campo Magro, Impulso fornece os materiais necessários para a produção do jornal, além de todo suporte para que os professores possam se dedicar integralmente à parte pedagógica da produção.
Entre os propósitos do folhetim, estão manter os alunos informados sobre os eventos do colégio, destacar assuntos relevantes do cotidiano escolar e ações do grêmio estudantil, além de compartilhar dicas para melhorar o desempenho e orientar os colegas sobre frequência, a Prova Paraná Mais e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), entre outros tópicos relevantes.
A produção envolve mais de 20 estudantes do Ensino Médio, que se dividem em equipes de reportagem, edição, fotografia, vídeo, ilustração e mídias digitais. A professora Valdirene Carrera, do Programa Mais Aprendizagem (PMA), atua como editora-chefe, orientando a equipe na organização e no desenvolvimento dos conteúdos.
O PMA atende, em turno complementar, estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio que necessitam superar defasagens e lacunas de aprendizagem em áreas como leitura, escrita, raciocínio lógico, cálculo, resolução de problemas e problematização.
Valdirene explica que um dos maiores desafios foi atrair os estudantes do Ensino Médio para atividades no contraturno. “Começamos o PMA com três alunos e hoje temos 23. O projeto trabalha as dificuldades deles, já que o jornal envolve a produção de texto, a oralidade e assim por diante. A partir da produção de textos sobre temas atuais surgiu a ideia do jornal”, diz.
Segundo a diretora Marcela Linarvetis, o projeto surgiu para sanar uma necessidade da escola, que era o engajamento dos alunos no Ensino Médio. “Buscando estratégias para trazer os estudantes, pensamos nessa ação. A proposta veio da professora Valdirene, que dividiu os alunos e colocou as funções de texto, edição e produção de vídeo. Dentro dessas atividades, ela desenvolve ações específicas do Programa Mais Aprendizagem. Estamos muito satisfeitos com o resultado até agora”, afirma.
Em sua primeira edição, com versões online e impressa, o jornal teve como pauta principal a história do colégio. Um espaço foi dedicado para aulas externas, jogos escolares, Saeb e até um mural de fotos, semelhante às colunas sociais, dos eventos e atividades ocorridos na instituição.
O professor Júlio César do Nascimento, coordenador do projeto, destacou a importância da iniciativa. “Eles criam mais desenvoltura, por exemplo em trabalhos com câmeras e entrevistas. A dicção está melhor, o vocabulário, o trabalho em grupo. Tudo isso contribui para o dia a dia deles, repercute no cotidiano da escola”.
Ex-aluno da instituição, Júlio César teve aulas com a diretora atual e a professora responsável pelo projeto. Foi nessa época que surgiu o desejo de transmitir conhecimentos a outros estudantes. “Quando era aluno, falei para a atual diretora, que era minha professora de Ciências, que eu tinha o sonho de dar aula aqui. Hoje sou professor monitor de Matemática”, celebra.
PODCAST E MÍDIAS DIGITAIS – Além do jornal impresso e digital, os alunos também produzem vídeos para as redes sociais do colégio e já lançaram a primeira edição de um podcast, com entrevistas dos professores sobre a preparação para o Saeb. Foi organizada, também, uma roda de conversa entre estudantes que participarão da avaliação em 2025 e alunos que já realizaram a prova em anos anteriores, como conteúdo para as redes sociais do colégio.
Os alunos sentem os impactos positivos da experiência. Liss Cristtina Souza dos Santos, aluna da 1ª série do Ensino Médio e integrante da equipe de mídias digitais, explica que cada semana um grupo fica responsável por produzir conteúdo para postar. “Fazemos reuniões semanais, toda terça-feira. Estou gostando bastante e talvez leve isso para frente”, diz.
Já Jéssica dos Santos Gonçalves, da 2ª série, afirma que o projeto ajuda muito quem tem dificuldade na escola, na interpretação de texto e na oratória. “Ajuda muito a gente a se soltar também. Eu sou da parte de narração e produção de texto. Somos vários grupos separados por funções. Agora, por exemplo, a gente vai falar de Setembro Amarelo no jornal. São conteúdos importantes que estão sendo discutidos na nossa escola”.
PROGRAMA – O Parceiro da Escola é fruto de uma lei estadual, após um projeto-piloto em Curitiba e São José dos Pinhais. A seleção das escolas ocorreu em dezembro de 2024. As 82 unidades do Parceiro da Escola estão distribuídas em 34 municípios: Almirante Tamandaré, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul, Cambé, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pinhais, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Sarandi e Toledo.
O grupo Apogeu é responsável pela gestão de 16 colégios estaduais em Curitiba, Região Metropolitana (RMC), Litoral e Guarapuava. A Tom Educação faz a gestão de 32 unidades nas regiões Norte, Oeste, Campos Gerais, RMC e Curitiba. Nas outras 34 escolas do programa, distribuídas entre as regiões Oeste, Noroeste, Curitiba e RMC, a responsabilidade é da empresa Impulso.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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