Paraná
Paraná tenta estreitar laços econômicos com a Polônia
O vice-governador Darci Piana recebeu uma comitiva da Polônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, liderada por Bogdan Borusewicz, ex-presidente do Senado polonês. Durante o encontro, Piana destacou a atual situação econômica do Paraná, ressaltando o vigor do agronegócio e da indústria, ilustrado por dados que demonstram a relevância do estado no cenário nacional.
O vice-governador informou que o Paraná registrou o maior crescimento econômico entre os estados brasileiros em 2023, alcançando 7,8% de expansão em comparação a 2022, conforme o Índice de Atividade Econômica Regional (ICBR) do Banco Central. Esse desempenho foi mais de três vezes superior à média nacional, de 2,45%.
Para sustentar o fluxo de capital, o Paraná continua investindo na modernização da infraestrutura portuária, fundamental para a exportação da produção agropecuária, e na ampliação da malha rodoviária por meio de novas concessões. Dois lotes rodoviários já foram leiloados e outros dois terão leilões realizados em dezembro. Segundo Piana, essas iniciativas integram uma estratégia maior de transformar o Paraná em um centro logístico de destaque na América do Sul.
A transição energética também foi tema do encontro, despertando interesse da comitiva polonesa, que busca alternativas para reduzir a dependência do carvão mineral. Piana destacou que 98% da energia produzida no Paraná provêm de fontes limpas e renováveis, com a predominância da energia hidrelétrica, além do incentivo ao uso de biomassa e energia solar, especialmente na área rural. O Estado, responsável por 18% da geração de energia do Brasil, reforça seu compromisso com práticas sustentáveis e inovação no setor energético
Paraná
Ministério Público do Paraná recomenda intervenção estadual e nacional na Apae de Ventania por conta de graves irregularidades sanitárias e administrativas
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Tibagi, nos Campos Gerais, expediu recomendação administrativa para que a Federação Nacional das Apaes e sua respectiva representação estadual promovam a imediata intervenção na unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município de Ventania. A medida foi tomada após o MPPR constatar, por meio de visitas técnicas e acompanhamento de procedimento administrativo, diversas irregularidades administrativas, pedagógicas e sanitárias na instituição.
Áudio da Promotora de Justiça Juliana Schasiepen Ribeiro Gonçalves
Durante as inspeções realizadas pela equipe técnica do MPPR, foram identificadas condições precárias de higiene e segurança. Os relatórios apontaram a presença de grande quantidade de animais circulando livremente pelas dependências da instituição, gerando mau cheiro e risco iminente de transmissão de zoonoses aos alunos em situação de vulnerabilidade. Além disso, constatou-se a falta de acessibilidade em banheiros, problemas estruturais e risco à integridade física dos estudantes, como vidros quebrados, refeitório inadequado e materiais de limpeza guardados no mesmo ambiente que itens pedagógicos.
Irregularidades financeiras – No âmbito administrativo-financeiro, verificou-se a retenção de repasses estaduais devido a irregularidades nas prestações de contas, além de atrasos reiterados no pagamento dos salários dos funcionários, o que compromete a continuidade do atendimento. A gestão do espaço também apresentou falhas na metodologia de ensino, como a resistência à política de educação inclusiva e a manutenção de alunos adultos no mesmo currículo por longos períodos, sem a devida transição para serviços adequados à fase adulta, a exemplo do Centro-Dia.
Diante da gravidade dos fatos e da constatação de que a atual gestão centraliza decisões e obstrui a fiscalização, a recomendação cobra o afastamento cautelar da atual direção e a nomeação de uma junta interventora temporária para restabelecer a legalidade dos serviços. O MPPR estabeleceu um prazo de 60 dias para que a nova gestão provisória elabore e execute planos de adequação sanitária, ambiental, pedagógica e de governança.
A Federação Nacional e a estadual das Apaes têm o prazo de 20 dias para informar o acatamento das medidas. Caso as providências não sejam adotadas, o Ministério Público poderá ingressar com ação civil pública para garantir a regularização do atendimento e a proteção dos direitos das pessoas com deficiência.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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