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Paraná tem mais médicos por habitantes do que a média nacional, aponta pesquisa

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A quantidade de médicos praticamente dobrou em 13 anos no Paraná. O número foi de 18.972 profissionais em 2011 para os atuais 37.144, um aumento de 96% no período. O levantamento Demografia Médica 2024, publicado nesta semana pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), também aponta que de 2011 para cá a média de profissionais no Estado saltou de 1,82 para 3,2 para cada grupo de mil habitantes.

A média paranaense é maior do que a nacional. Com o total de 598.573 profissionais, o Brasil tem a densidade de 2,81 médicos para cada grupo de mil habitantes. Apenas Distrito Federal (6,1), Rio de Janeiro (4,3), São Paulo (3,7), Espírito Santo (3,6), Minas Gerais (3,5) e Rio Grande do Sul (3,4) têm médias superiores. Maranhão, último da lista, tem média de 1,3.

Curitiba é a cidade com mais profissionais: são 15.902. Ou seja, 43% dos médicos do Estado atuam na Capital. Com isso, o município tem uma densidade quase três vezes maior do que a paranaense: são 8,83 médicos para cada grupo de mil habitantes da Capital. No Interior, que tem o total de 21.242 médicos, a densidade é de 2,16 por mil habitantes.

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Nos dois indicadores o Paraná também aparece acima da média nacional (1,89 no Interior e 7 nas capitais). No Interior, são 2,2 médicos/100 mil no Paraná, atrás apenas de São Paulo (2,7), Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina (2,6) e Rio Grande do Sul (2,3). Na Capital, a média paranaense de 8,8/100 mil só perde para Espírito Santo (18,7), Rio Grande do Sul (11,8), Santa Catarina (10,5), Minas Gerais (10) e Pernambuco (9,9).

A maioria dos médicos que atua no Paraná tem Registro de Qualificação de Especialidade (RQE). São 20.911 com especialidade no Estado, o que representa 56,2%. Os médicos sem especialidade são 16.233 – percentual de 43,8%.

Já a média de idade dos médicos no Paraná é de 43,59 anos. A média de tempo de formado, por sua vez, é de 17,37 anos. Os homens seguem como maioria entre os médicos no Estado, representando 53,1%. As médicas representam 46,9% do total – 17.404 mulheres.

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NOVOS HOSPITAIS – O Governo do Paraná está investindo R$ 260 milhões na construção ou ampliação de 11 hospitais. As unidades estão distribuídas em seis Regionais de Saúde nos seguintes municípios: Guaratuba, São José dos Pinhais, Curitiba, Colombo, Rio Branco do Sul, Guarapuava, São Mateus do Sul, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Ubiratã e Cianorte.

Os investimentos na construção das unidades são parte de uma estratégia de distribuição do atendimento em saúde pelas regionais, fazendo com que os pacientes não precisem viajar grandes distâncias para realizar consultas ou cirurgias.

Desde 2019, já foram inaugurados, entre unidades próprias e convênios com prefeituras, hospitais em Ivaiporã, Telêmaco Borba, Guarapuava, Cornélio Procópio e Boa Vista da Aparecida. Também começaram a funcionar hospitais em Cafelândia e Toledo, que contaram com o apoio do Estado para aquisição de equipamentos e mobiliários.

Ao todo, considerando os investimentos em postos de saúde e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMES), são mais de 800 obras em andamento visando a descentralização dos atendimentos à população.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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