Curitiba
Paraná registra saldo negativo de empregos formais e fecha 23,8 mil vagas em maio
O Paraná registrou saldo negativo de empregos com carteira assinada pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda-feira (29). Em maio, 23,8 mil vagas com carteira assinada foram fechadas, no estado.
Desde o início do ano, o Paraná fechou 47.696 postos de trabalho no mercado formal. O saldo do Caged leva em consideração a diferença entre demissões e contratações de trabalhadores em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A maior queda até então, em 2020, foi registrada em abril, quando o estado perdeu 57 mil vagas com carteira assinada. Veja no gráfico abaixo.
Segundo o Ministério da Economia, 55.823 pessoas foram contratadas em maio. Por outro lado, o estado registrou 79.679 demissões.
Com exceção do Acre, todas as unidades federativas registraram saldo negativo em maio, de acordo com o Caged. Em todo o Brasil, quase 332 mil vagas de trabalho foram fechadas.
No ranking nacional, o Paraná apresentou o quinto pior desempenho no mês, sendo melhor que Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Setores
Assim como em abril, o setor de Serviços voltou a apresentar o pior resultado entre os setores da economia, com o fechamento de 11.380 postos de trabalho com carteira assinada, no Paraná, segundo o Caged.
Dentro dos Serviços, estabelecimentos da área da alojamento e alimentação sofreram a maior redução de empregos, com o fechamento de 3.754 vagas.
O setor da Construção Civil foi o único com saldo positivo, com 1.489 novos empregos, conforme o Caged. Acompanhe abaixo o desempenho por setor:
- Serviços: -11.380
- Indústria: -6.999
- Comércio: -6.625
- Agropecuária: -341
- Construção Civil: +1.489
Cidades
Entre os municípios paranaenses, 105 cidades registraram saldo negativo de vagas, em maio. Em 24, o saldo se manteve estável. No entanto, em 270 municípios houve mais demissões do que contratações.
Os melhores resultados foram registrados em Matelândia, Rio Negro e Ubiratã. Por outro lado, Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais tiveram os piores desempenhos, segundo o Ministério da Economia. Confira na lista a seguir:
Cidades que mais geraram empregos formais em maio
- Matelândia: 148
- Rio Negro: 129
- Ubiratã: 104
- Palotina: 102
- Cafelândia: 99
Cidades que mais fecharam postos de trabalho em maio
- Curitiba: -8.088
- Londrina: -1.708
- São Jose dos Pinhais: -1.620
- Maringá: -1.609
- Foz do Iguaçu: -1.330
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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