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Paraná

Paraná lidera ranking nacional de violência contra idosos

Publicado em

Bem Paraná - Rodolfo Luis Kowalski

Os relatos de violência contra idosos estão em alta no Paraná. Segundo informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), no ano passado o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) recebeu 1.586 denúncias de paranaenses, número 13,2% maior do que o verificado no ano anterior (2017), quando haviam sido registradas 1.401 denúncias no estado.

Ainda segundo o MMFDH, embora não lidere em números absolutos o registro de denúncias, ficando atrás de São Paulo (9.010), Minas Gerais (5.379) e Rio Grande do Sul (1.919), quando considerada o número de denúncias em cada estado de acordo com a população idosa daquela localidade, o Paraná aparece em primeiro lugar, com 64,3 denúncias para cada 1 mil idosos. O segundo lugar fica com o Rio Grande do Norte (17,5) e o terceiro, com São Paulo (13,7).

Com relação aos tipos de violência mais comuns, o principal destaque são os casos de negligência, com 6.601 registros entre os anos de 2013 e 2018 – período no qual foram registradas 8.857 denúncias no estado. Em seguida aparece a violência psicológica (5.011), o abuso financeiro e econômico/violência patrimonial (3.489) e a violência física (2.505). O número de tipos de violência supera o de denúncias porque há situações em que num único registro pode haver mais de um tipo de violação.

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Ainda segundo o Ministério, na maior parte dos casos (52,96%) o suspeito de cometer violência contra idoso é o próprio filho da vítima. Em seguida aparecem o neto(a), com 7,87%; o genro/nora, com 4,69%; o sobrinho(a), com 3,32%; e o irmão(ã), com 3,09%. Ademais, na maior parte dos casos a violência acontece na casa da própria vítima (78,35%) ou na casa do suspeito (5,40%).

Neste mês, inclusive, o governo federal lançou a Campanha Junho Lilás e ainda realiza o seminário “Enfrentamento à violência contra a Pessoa Idosa: das ações às omissões”, em alusão ao Dia Internacional de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, lembrado em todo o mundo no dia 15 de junho.

Rápida
Discriminação em queda
Se as denúncias de violência contra idosos estão em alta, por outro os registros de discriminação (por motivo de raça ou etnia, orientação sexual, questão de gênero ou estética, entre outros) está em quedano Paraná. No ano passado foram apenas nove registros desse tipo no estado, 40% a menos do que em 2017 (15 denúncias). As questões raciais/de etnia e a discriminação em virtude de compleição física/estética são os registros mais comuns.

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Dados Paraná

Denúncias de violência contra idosos
2018 1.586
2017 1.401
2016 1.419
2015 1.489
2014 1.194
2013 1.768
Denúncias de crimes raciais
2018 9
2017 15
2016 18
2015 4
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Paraná

MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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