Paraná
Paraná lidera contratação de mulheres e jovens na Região Sul em 2025
As mulheres lideraram as conquistas de emprego no Paraná em 2025, consolidando o Estado como o que mais contrata trabalhadoras na região Sul. Das 80.665 novas vagas com carteira assinada abertas no ano passado no Estado, 46.051 foram ocupadas por elas, 57% do total. Santa Catarina teve saldo de 32.470 mulheres contratadas e o Rio Grande do Sul 31.562. O Paraná liderou a abertura de vagas no Sul no ano passado e ficou em quarto lugar entre as 27 unidades da federação.
Da mesma forma, o Paraná também liderou a contratação de jovens no último ano na região, com 89.548 pessoas com até 24 anos conquistando espaço no mercado de trabalho. Entre estes, 32.460 têm até 17 anos de idade – dos quais 13.097 foram contratados como aprendizes – e 57.088 estão na faixa dos 18 aos 24 anos. Santa Catarina aparece novamente na segunda posição, com 73.321 vagas ocupadas por jovens, enquanto no Rio Grande do Sul essa faixa etária respondeu por 65.761 novos postos.
Os recortes por gênero e idade constam nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo de jovens com até 24 anos empregados é maior que o saldo total dos estados porque houve retração nas contratações em outras faixas etárias.
No Paraná, também houve saldo positivo na faixa dos 25 aos 29 anos, com 1.146 novas vagas, e dos 40 aos 49 anos, que tiveram saldo de 3.332 postos de trabalho.
GRAU DE INSTRUÇÃO – Outros recortes disponíveis no painel de informações do Novo Caged dizem respeito ao grau de instrução dos trabalhadores e à participação de cada setor econômico na geração de empregos. Os trabalhadores com ensino médio completo dominaram o saldo positivo nas contratações, respondendo por 66.041 vagas, quase 82% do total.
Também teve saldo positivo entre trabalhadores com ensino médio incompleto (9.524), ensino superior incompleto (3.737), analfabetos (1.778) e ensino fundamental completo (942).
No recorte por segmento, o maior volume de contratações se concentrou entre os trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, que responderam por 46,3% entre todas as vagas abertas no Estado no ano passado, com 37.325 novos postos.
Na sequência das contratações, estão os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (24.369), trabalhadores de serviços administrativos (19.188), técnicos de nível médio (4.605), profissionais das ciências e das artes (4.268), trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca e (2.301) e trabalhadores em serviços de reparação e manutenção (177).
Houve retração entre os membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas e gerentes (-9.223) e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais em áreas como siderurgia, produção de celulose e papel e produção, captação, tratamento e distribuição de energia, água e utilidades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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