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Paraná exporta mais lácteos do que importa, mas déficit financeiro persiste no setor em 2026

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A balança comercial de lácteos do Paraná apresentou desempenho contrastante nos primeiros quatro meses de 2026. Embora o Estado tenha exportado mais produtos lácteos do que importado em volume, o resultado financeiro do setor permaneceu negativo, refletindo a diferença de valor agregado entre os itens comercializados.

Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que acompanha o comportamento do mercado agropecuário paranaense.

Exportações superam importações em volume

Entre janeiro e abril deste ano, o Paraná embarcou ao mercado internacional cerca de 4,3 mil toneladas de produtos lácteos. O volume ficou praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 4,4 mil toneladas.

Já as importações apresentaram crescimento. No primeiro quadrimestre de 2026, o Estado adquiriu 3,1 mil toneladas de produtos lácteos do exterior, volume 9% superior ao registrado nos mesmos meses do ano passado.

O resultado garantiu ao Paraná um saldo positivo em quantidade comercializada, demonstrando a competitividade do setor no mercado internacional.

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Déficit financeiro alcança US$ 3,3 milhões

Apesar do superávit em volume, a balança comercial do segmento lácteo fechou o período com resultado negativo em valor financeiro.

Segundo o levantamento do Deral, as importações somaram US$ 11,4 milhões entre janeiro e abril de 2026, enquanto as exportações geraram receita de US$ 8,1 milhões. Com isso, o déficit do setor alcançou aproximadamente US$ 3,3 milhões no acumulado do quadrimestre.

A diferença evidencia que o Paraná continua adquirindo produtos de maior valor agregado no mercado externo, enquanto exporta itens com menor valor por tonelada.

Perfil dos produtos explica resultado

De acordo com a análise dos técnicos do Deral, a composição da pauta comercial é o principal fator responsável pelo desequilíbrio financeiro observado no setor.

Entre os produtos exportados pelo Paraná, a manteiga segue como um dos principais destaques da pauta de embarques. Embora tenha participação relevante nas vendas externas, trata-se de um produto com valor agregado inferior quando comparado a outros derivados lácteos.

Por outro lado, as importações são concentradas principalmente em queijos, categoria que apresenta valor mais elevado por tonelada comercializada.

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Essa diferença de preços faz com que o montante desembolsado nas compras internacionais seja superior à receita obtida com as exportações, mesmo quando o volume exportado supera o importado.

Desafio é ampliar valor agregado das exportações

O cenário reforça um dos principais desafios da cadeia leiteira paranaense: aumentar a participação de produtos industrializados e de maior valor agregado na pauta de exportação.

A diversificação dos derivados destinados ao mercado externo pode contribuir para melhorar o desempenho financeiro da balança comercial do setor, agregando renda à cadeia produtiva e fortalecendo a competitividade da indústria láctea estadual.

Enquanto isso, os números do primeiro quadrimestre mostram que o Paraná mantém presença relevante no comércio internacional de lácteos, mas ainda enfrenta o desafio de transformar o superávit em volume em resultados positivos também na geração de receita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Brasil habilita 21 novos estabelecimentos para exportar carne e miúdos bovinos à Indonésia

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Novos estabelecimentos brasileiros foram habilitados para exportar carne e miúdos bovinos para a Indonésia. Ao todo, 21 unidades foram aprovadas após auditoria presencial realizada pela autoridade sanitária indonésia, entre 27 de junho e 5 de julho de 2026, articulada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As novas unidades habilitadas estão localizadas nos estados do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Com este resultado, o total de frigoríficos brasileiros autorizados a atender o mercado indonésio saltou de 52 para 73.

A aprovação dos estabelecimentos auditados reflete o rigor do sistema de defesa agropecuária do Brasil, além de consolidar uma relação de alta confiança com as autoridades sanitárias da Indonésia. É uma conquista estratégica que gera emprego e renda em dez estados brasileiros.

MERCADO

Com mais de 280 milhões de habitantes, a Indonésia tem se destacado como um mercado de relevância para a pecuária brasileira. Em 2025, o Brasil exportou 31.511 toneladas de carne bovina para o país asiático. O ritmo se mantém em 2026: apenas no primeiro semestre, o volume exportado já atinge 17.461 toneladas.

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O segmento de miúdos bovinos, cuja abertura de mercado é recente, também demonstra rápida ascensão. Apenas nos primeiros seis meses de 2026, os embarques brasileiros de miúdos para a Indonésia somaram 21.191 toneladas. Hoje, a Indonésia já o segundo maior mercado para os miúdos bovinos do Brasil.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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