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Operação Ronda Agro apreende mais de 17 toneladas de insumos agrícolas irregulares

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e com a Polícia Civil de Boa Esperança/MG, realizou a Operação Defense (Ronda Agro CXXVII), nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, com o objetivo de coibir um esquema ilícito de importação, fabricação, manipulação e comercialização de agrotóxicos por estabelecimento clandestino.

A ação contou ainda com o apoio da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo.

Durante a operação, foram apreendidas aproximadamente 17 toneladas de agrotóxicos e fertilizantes irregulares, além de outros produtos ainda não identificados, porém em situação irregular por estarem armazenados conjuntamente e de forma precária no mesmo galpão onde eram realizadas a manipulação e o fracionamento clandestinos dos produtos.

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Ainda durante a ação, foram detectados vários produtos sem qualquer identificação, além de outros em que a rotulagem em língua estrangeira não condizia com a tradução impressa no produto, possivelmente com o intuito de burlar os procedimentos exigidos durante o processo de importação.

Os produtos eram fracionados e manipulados no próprio galpão e comercializados sem atender aos mínimos requisitos necessários, sem receituário agronômico e sem bula. Tal ação representa um grande risco, uma vez que há substâncias que, inclusive, tiveram seu uso restrito no Brasil.

As análises realizadas durante a operação, por meio de espectrômetro de infravermelho portátil, indicaram similaridade com os princípios ativos benzoato de emamectina, fipronil, metsulfuron, diuron, piraclostrobina, cloreto de mepiquate, etefon, etofenprox, etofenproxi, tiametoxan, cinamida, imazetapir, dentre outras substâncias. O prejuízo estimado ao infrator em produtos apreendidos foi de mais de 3 milhões de reais.

A introdução irregular, a fabricação e a comercialização ilícita de agrotóxicos no Brasil, além de infração administrativa, também podem configurar crime contra a saúde pública, ambiental e de contrabando.

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Além das medidas administrativas pertinentes, adotadas pelos órgãos de fiscalização, os responsáveis pela atividade ilícita foram conduzidos à delegacia da Polícia Civil de Boa Esperança/MG para os devidos procedimentos policiais.

As operações especiais de fiscalização e coerção a atividades ilícitas têm como objetivos principais resguardar os ativos agropecuários do País, além de proteger a saúde da população e o meio ambiente, evitando ainda a concorrência desleal no comércio de insumos agrícolas e permitindo que os produtores rurais tenham acesso a produtos seguros e de qualidade comprovada.

Informações à imprensa

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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