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Paraná apresenta ações de sustentabilidade na Cúpula Mundial da Família

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Os projetos em andamento no Paraná para implementação da Agenda 2030 foram apresentadas nesta semana na Cúpula Mundial da Família, promovido Paraná na Cúpula Mundial da Família, que aconteceu em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O encontro é promovido pela World Family Organization (WFO) e o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar), em parceria com o Governo de Santa Catarina.

A Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES) representou o Governo do Estado no evento, que tem como tema “InvestInFamilies” – Acelerando a Década de Ação 2020-2030 e a plena implementação da Agenda 2030 para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos Níveis Subnacionais e Locais. São destaques no evento os ODS 11 e 17 – Cidades Sustentáveis e Comunidades Fortes – vinculados às dimensões social, econômica e ambiental dos ODS.

A superintendente da SGDES, Keli Guimarães, lembrou que o Paraná tem se destacado em boas práticas para o cumprimento das metas da Agenda 2030 e dos 17 ODS. Ela destacou iniciativas do Estado como a Universidade dos Prefeitos e Líderes Locais (cujo objetivo é ampliar a integração entre Estado e municípios), Circuito Moda ODS Sustentável (voltado à implementar a economia circular), e Visão 2053 – Construindo o Paraná do Bicentenário (projeção de longo prazo, para as próximas três décadas, para acelerar processos de transformação social).

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Também foram citados o Termo de Cooperação Paraná e Córdoba para estudo e desenvolvimento de uma agricultura sustentável, o projeto de Meliponicultura em Morretes – cidade do Pólen, e a agricultura de baixo impacto em Piraquara – 100% orgânico.

“É pelo apoio da WFO e Unitar à estratégia Paraná de Olho nos ODS e a Universidade dos Prefeitos que estamos construindo o Estado que queremos no futuro. Há muito trabalho pela frente, mas estamos dispostos, comprometidos e a cada dia mais preparados para essa tarefa. Juntos, somos mais fortes”, afirmou Keli.

Como responsável pela implementação da Agenda 2030, a SGDES dá andamento a projetos, acordos e parcerias que contribuem para o desenvolvimento sustentável do Paraná, como a renovação do acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com foco em governança ambiental, social e corporativa (ESG), assinado em maio.

EVENTO – A Cúpula Mundial da Família reúne em Balneário Camboriú mais de 30 delegações reunidas de países como a Tunísia, Portugal, Líbano, Peru, Estados Unidos, Lituânia, Arábia Saudita, Croácia, China, Alemanha, Espanha, Grécia, Etiópia e Brasil.

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O evento abertura do evento teve a participação do presidente do Tribunal de Contas do do Paraná, Fernando Guimarães, que fez palestra sobre a importância do órgão no apoio às políticas voltadas aos ODS, desde a sua criação e sua implementação em todas as  regiões do Estado. 

O evento também contou com as presenças da presidente da WFO e integrante do Conselho Executivo da Unitar, Deise Kuzdra; de Nikhil Seth, Diretor-executivo Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar) e de autoridades do Paraná e de outros estados.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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