Paraná
Destinos e roteiros do Paraná são apresentados em maior feira de turismo da América Latina
Diversas opções do Paraná foram apresentadas durante o Fórum PANROTAS 2026, a maior feira de turismo da América Latina. O evento, com participação do governador Ratinho Junior, aconteceu terça e quarta-feira (03 e 04), no WTC Events Center em São Paulo, para um público de 2 mil pessoas.
A programação também englobou uma série de palestras com especialistas do setor. “É um momento importante para expor nossos territórios e o que temos a oferecer”, disse o secretário estadual do Turismo (SETU), Leonaldo Paranhos.
Está é a 23ª edição do Fórum que conta com apoio do Governo do Estado, por meio do Viaje Paraná, órgão de promoção do turismo vinculado à SETU. O Paraná, além de apresentar opções de destinos aos agentes de viagens e Operadoras presentes, distribuiu materiais informativos com opções de todos os segmentos.
“O público é quem realmente faz do turismo uma matriz econômica, gerando empregos e renda. O poder público organiza, anda ao lado, mas quem comercializa os destinos são os agentes de viagens, os operadores, e principalmente as redes hoteleira e gastronômica. Esses profissionais precisam conhecer o potencial do Paraná”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná.
O Paraná já apresenta resultados dessa linha de atuação, com mais de 22 mil agentes de viagens capacitados com os atrativos e destinos turísticos desde 2024, em eventos nacionais e internacionais.
“Somos o 4º portão de entrada de turistas internacionais e isso é fruto dessa participação em eventos como o PANROTAS 2026”, aponta Eduy Azevedo, gerente de Mercado do Viaje Paraná. Em 2025, o Estado recebeu o maior número de turistas internacionais desde 2018 (1,064 milhão).
Nesta semana, o Viaje Paraná marca presença em outros dois eventos que reúnem milhares de profissionais para capacitação. Serão cerca de 2 mil pessoas do setor em João Pessoa (PB), durante Convenção da CVC, e outras 400 em Bento Gonçalves (RS), durante Rodada de Negócios da Foco Operadora.
NETWORKING – Além de poder mostrar o potencial do turismo estadual, a participação em eventos dessa natureza é importante para troca de experiências entre Estados. José Guilherme Alcorão, CEO do PANROTAS, afirma que o Paraná está atuando com um fator diferenciado e fundamental, com engajamento político ao setor. “Nos últimos anos, temos visto trabalhos excelentes com relação ao turismo no Paraná e muitos destinos novos têm se destacado. Para nós, do trade, isso é muito importante e quanto mais destinos temos a disposição no Brasil, mais cedo atingiremos nossas metas na atração de turistas ao país”, disse.
PANROTAS – É um dos principais grupos de comunicação sobre turismo no Brasil, com um trabalho sendo desenvolvido há mais de 50 anos, conectando agentes, operadoras, companhias aéreas e hotéis por meio de portal de notícias, revista, eventos (como o Fórum PANROTAS) e demais ações ao trade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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